domingo, janeiro 19, 2014

Her, de Spike Jonze


Joaquin é Theodore Twombly um melancólico funcionário de uma grande empresa que produz cartas pessoais "à mão", por encomenda (aquelas íntimas, para aniversários, comemorações). Deprimido por conta do fim do casamento, instala um sistema operacional novo que não só se comunica, mas se relaciona emocionalmente com o usuário. Termina por se apaixonar pela voz/sistema operacional (Samantha, na voz de Scarlett Johansson) e é correspondido. Um filme cheio de belas imagens e ideias, mas nunca avança de fato para uma discussão mais profunda sobre os limites da inteligência artificial. Segue aquele romantismo estranho e delicado tipico dos filmes de Spike Jonze (autor de Quero ser John Malcovich e Onde vivem os monstros). 

Infelizmente, após esta premissa inteligente e um início filmado com ótimas sacadas o filme vai se perdendo, se diluindo numa melancolia um tanto frouxa até o esvaziamento final, como se faltasse inspiração para um bom desfecho. Pena. 

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