quarta-feira, outubro 30, 2013

Minidocumentário O dia de Black Alien no Cine Joia



Minidocumentário O dia de Black Alien no Cine Joia, de Gabriel Alexandre.

Produzido pelo camarada/ex aluno, e mentor do Soul Art, espaço que sempre frequento e quando posso colaboro. O minidocumentário ficou excelente, como tudo que a equipe do Soul Art produz. Vale conferir. 

Érica e Tiago na Liberdade


Geografia poética


O destino de São Paulo, assinalado pelo curso profético do Tietê, é o de se mover para além de si mesma. Desde suas origens, a comunidade existe como um fluir contínuo, uma área de transição, um lugar de onde se parte, um ponto de fuga.

Fernando de Mello Franco



Roubado do Facebook do Daniel.

Eu e a Marina



Sofrimento ao saber que Marina vai trabalhar agora em Santo André.

Jantar com as estrelas




segunda-feira, outubro 28, 2013

Vittorino


Enquanto tudo acontece depressa, Vittorino dorme, mama e faz cocô. Em raras ocasiões da o prazer de abrir o olhão. Esta foto é de agora, com seu um mês e dois dias nesta vida.

Enquanto isso, nas manifestações do Brasil


Essa de baixo não passou na Globo, apagaram digitalmente o capuz da moça? Porque se estivesse com capuz estaria justificado um policial de mais de cem quilo chutando a cabeça da mulher, concordam?


PRISOES EM MASSA EM SAO PAULO. Processo de REPRESSÃO acionado. Aquecimento para o surgimento de mais leis cerceando a liberdade daqui a pouquinho. E atenção para a demonização dos manifestantes, taxando-os de "vândalos" e descendo o sarrafo. Pôs máscara para evitar o gás pimenta, é borrachada e cadeia autorizada. Acorda país, não se deixe manipular pelos discursos da televisão que faz o recorte que quer, apontando a CÂMERA e construindo "a verdade" que quer que o cidadão veja. Não falam de provas plantadas, e de "policiais/vândalos infiltrados" para justificar a ação violenta da polícia e o Estado (Os Alckmins/ Os Cabrais da da vida, etc). Fiquem atentos.

Prisioneiros


Drama/Suspense sobre sequestro. O ponto de partida é a fraternal reunião de duas famílias (uma negra/outra branca), num típico bairro americano com seu gramado verdinho, suas casas brancas, suas cercas, tudo muito belo e conservador naquele ideal velho modelo burguês/patrilinear. Então advém a tragédia, o sequestro das duas filhas caçulas de ambos os casais, fator que desencadeará o pior, principalmente no branco wasp.

Filme Pesado. Denso. No tom do Seven. Arregimentando tensões. Limites éticos. Ferocidade protestante. Angustiante frame a frame. As competentes interpretações de Hugh Jackman (adulto branco macho-alfa predador capaz de tudo para proteger os seus) e Jake Gyllenhall (investigador focado, sagaz e absolutamente competitivo).  Abre lindamente com uma oração numa caçada e um tiro, depois o carro, o bairro, a casa, a família, os vizinhos negros integrados, o trailer, o rigor protestante, a presença pesada da lei gerindo a imperfeita justiça, que deveria ser a do cão, do olho por olho dente por dente. E é.

Toca inteligentemente a questão da tortura, mas não vai fundo, preferindo o maniqueísmo. O eixo: qual o limite para chegar a verdade? Tensiona ambiguamente a questão da tortura até pouco antes do desfecho, alterando o foco para o sequestro. E de volta ao enredo, encontra uma solução/cacoete para demonizar sem nuances/justificativas uma só figura. Mas até aí, já construiu a figura do americano traumatizado, ciente de que o predador feroz está a ponto de atacar. O filme encerra com uma revelação de estarrecer, um ato heroico envolvendo carros, mas - muito americano - não mostra o efeito da tortura sobre o garoto, eleva mãe e policial, mas não põe na fogueira o pai de família, não chega no seu caso, às últimas consequências já que encerra o filme com aquele apito denunciador, numa abertura que não se desenvolve.

Bom sem ser memorável.

Moliere no Teatro Alliance Française SP


Neste sábado, eu, Jorginho, Cecile, Maria Claudia e sobrinho fomos assistir a um pout porri das peças de Moliere. Bonita mas sem surpresas. De lá formos jantar. Noite bonita. 

sábado, outubro 26, 2013

Cor de rosa e carvão ou De como Marisa Monte ruiu e desbotou


De um post no Facebook, retomando a nostalgia ácida que estou nesta noite.

Um comentário antigo que fiz sobre religião



"Adorei (mais ou menos) o que você falou do Darwin no seu blog, ainda que tenha sido meio chapa-branca.

Não acredito em arca de Noé. Uma coisa é a "história", outra é crença. Gosto dos místicos. Acredito na Bíblia enquanto cifra. Teologia deveria ser decifração. Adoro os livros ateus de Saramago porque eles terem me feito mais cristão. Acho "religião" uma ideia bonita e mal engendrada na prática por homens tortos (como somos todos: mal modelados). Acho impossível uma religião que cumpra o compromisso de religar o homem a Deus. Creio que cada experiência espiritual seja uma experiência individual sempre dolorosa, por que em busca de uma verdade impossível. Assim, será sempre busca, queda brusca e elevação. Sou pela catarse. Sou pelo momento epifânico. Sou pela graça também com alegria. O corpo é provisório elemento de ação do homem no mundo, mas sem o limitado, que é a carne, como transcender o corpo? 

Deus para mim não é uma experiência intelectual. A Bíblia para mim, é das coisas mais lindas do mundo. Amo todas as passagens narrativas (e cantares poéticos). O livro de Jó é impensável matéria-drama inconsútil. "Viver exige demais do vivente", disse Rosa com palavras melhores. E por causa disso fiz uma tese longa só para pensar na alma, em Deus, nas palavras, nos homem, no poder da palavra. Acabei quedando na ideia de que a vida em si "é só o demoramento". Deus sempre me livra da tristeza extrema. 

A sua mão moldou o homem. Sete dias para fazer o mundo. Adão (Adamah), Caim, Abel, tudo belo: cifras. Um só para nomear o mundo. Acho um desperdício os que leem ao pé da letra. E no princípio, lá estão as águas, a luz que se faz numa grande explosão. Tudo se complementa. E os pobrezinhos querem os personagens. Darwin é um profeta. Marx também. Antes, Aristóteles; Shakespeare, depois; Freud, outro. Podemos continuar a listar. Todos que tentam explicar o que é o homem e a vida, mesmo ao negar Deus, já estão confirmando o maravilhoso da existência.

Mas me cansa tanto domar dogmas, excogitar enigmas, engolir esquemas.


meditemos."

[Achei cavocando na Internet este antigo comentário meu para um post, e como fui perdendo o gás de escrever, apanho, reescrevo, reciclo. E sigo. Providencial o nome que dei a este blog que me possibilita voltar, rever, repostar.]

Hoje, estou a mais notálgica das criaturas

"não concordo com a definição de que literatura seja um cânone selecionado por um grupinho de especialistas. literatura é o que fica. literalmente, letra que perdura. não como as fotografias que ficam amarelas, ou os filmes que ficam datados nas roupas, nas falas, nos modos de interpretação e ritmos, tudo se convertendo 'registro do passado'. os livros são atos e pensamentos que permanecem vivos e se renovam a cada leitura, enquanto nós, viventes, vamos todos para o esquecimento".























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Agustina Bessa-Luís


sexta-feira, outubro 25, 2013

Um email do DJALMA

EDU querido, onde andas?

Estou maravilhado com o "Breviário do Brasil" da Agustina Bessa-Luís.  Ela viaja pelo... por tudo; geograficamente, pelo Brasil.

Até a divina AGUSTINA ao chegar em Manaus perde os parâmetros, quá!  Descontrola-se.  Consegue escrever os melhores trechos do livro; entretanto, como Deus sempre vem acompanhado do demônio, também escreve os piores.  Tal a confusão mental que lhe provocam humidade  e calor, e chuvas só semelhantes àquelas "no sopé do Monte Ararat"...

"A parte mais interessante do Brasil não pode ser localizada por uma excursão de burgueses que se movem por admirações históricas e colectivas e que esperam sempre ser recebidos como vice-reis porque pagaram a viagem. O Brasil não se deixa ver, nem ouvir, senão por assombração.  Temos de ter o sentido do fantasma que anda misturado à multidão, para perceber as coisas que não são equívoco no Brasil.  Primeiro que tudo, a sua natureza trágica."

E, adiante, ainda em Manaus:

"Eu propus-me escrever um livro carinhoso e breve que traçasse o desenho dos meus passos aqui no Brasil.  Mas este país é tão grandioso e cheio de sublimes encostas para vencer (umas botânicas, outras religiosas, outras históricas), que não me entendo com poucas palavras.  O verbo fez-se de admiração; o silêncio fez-se da culpa.  Para onde quer que me volte, tenho que crer e admirar.  Gente boa, que até Lampião tinha sentimento no coração errante; gente de muitas almas e conversas, em que brilham espaços de grandeza onde não entra a perversidade dos estudiosos e dos feitos para governar.  Povo a quem o canto assombra como se viesse do céu."

Lindo demais! A PORTUGA é um gigante.
beijinhos grandes, saudades,

DJ.ALMA

Papaoutai, de Papaoutai


Hoje na aula de Francês - pois é arranjei um tempo para estudar com Cécile - e ela apresentou essa música/clipe para uma aula de fonética. Então descobri este cantor/compositor belga fantástico. 

Álbum de retrato, Terror em um minuto

Carminho e Milton cantam Cais

Carminho e Antonio Zambujo cantando Sabiá de Jobim

Carminho e Chico cantando Carolina

O luxo de existir

Sete vícios, de Giotto









Os Sete Vícios, do grande Giotto, decoração da Capela Scrovegni. Roubado do Facebook do Bruno.

quarta-feira, outubro 23, 2013

BALADA LITERÁRIA 2013

Participarei da BALADA LITERÁRIA 2013, São Paulo Capital no dia 23 de novembro, sábado, às 14h na Biblioteca Alceu de Amoroso Lima. Será um bate-papo sobre o ensino da literatura. Particparão: LUIZ BRAS (escritor e coordenador de oficinas literárias), ROBERTO TADDEI (escritor e professor de curso de criação literária), RITA LOBO (professora de literatura), sob mediação do editor e poeta VANDERLEY MENDONÇA.

O convite veio do caramigo Marcelino Freire. 

Essa oitava edição do evento acontecerá de 20 a 24 de novembro e será em homenagem ao LAERTE.



Na foto três pessoas geniais: Laerte, Marcelino Freire e Ivana Arruda Leite. 

Minha caneca Breaking Bad


Uma das minha três lindas canecas recém compradas.


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Uma Antologia bêbada [fábulas da Mercearia]


Encontrei num sebo da Liberdade, caminho de casa. 15 mangos. Uma beleza de livro, narrativas curtas que arregimentam os melhores "novos" autores desta cidade, de Andrea del Fuego, passando por Ivana e Marcelino Freire. Que maravilha o conto de Chico Mattoso. Descomprometido e delicioso.




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Frances Ha



Assisti no domingo, no Itaú da Augusta [Mostra], com a privilegiada companhia da Janete. Frances Ha: um filme bacana, em p&b, muito solto, alternativão, moderno (sic) porque calcado no estilo narrativo de Jules & Jim.



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Tarantino




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The Grand Hotel Budapest Hotel, de Wes Anderson



Wes Anderson não cansa de produzir beleza.




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segunda-feira, outubro 21, 2013

domingo, outubro 20, 2013

Nós no Bar do Estadão



Depois da peça no CCBB, nós aqui, no Bar do Estadão

Contrações, do Grupo3 de Teatro


Hoje, as 20 horas assisti no CCBB-SP a esta peça, Contrações, incrivelmente encenada por Débora Falabella e Yara de Novaes. Um texto de Mike Bartlett. Numa empresa uma funcionária é continuamente interrogada por sua "gerente" sobre sua relação com um outro funcionário da empresa. Num crescendo kafkiano, ela vai permitindo que sua vida privada seja dominada pela empresa onde trabalha. A violência polida do mundo corporativa é esmiuçada, linha a linha, fazendo que a peça oscile entre o humor negro e a tragédia. Cenário incrível, deliciosa performance de Débora Falabella tocando bateria, engenhoso uso do som, e interpretação iluminada de Yara de Novaes. Tirando duas ou três coisas que comprometem o ritmo (uma delas seria encurtar o espetáculo), uma ótima encenação que merece ser apreciada, como tudo que o Grupo3 de Teatro faz. 

sexta-feira, outubro 18, 2013

Na Liberdade




De volta, com uma bonita recepção: bexigas azuis, coroa amarela e bombons de grife. Não é para amar.




17.10.13