segunda-feira, abril 29, 2013

O lançamento do filme Hoje, de Tata Amaral


Mediação chique da Maristela.

Feira de Livros com Pedro no Shopping de Mauá.





E do aniversário fomos para o Shopping em Mauá, onde comprei esse Pinóquio para o Pedrão. Ele tinha me ligado na sexta, dizendo que tinha adorado a feira e sua mãe havia comprado o Viagens de Gulliver. Ele adora ler, e lê super rápido e consegue ficar mais empolgado com livros do que eu. 

Aniversário no Garopa com a família.













E fomos comemorar no dia 28.4 o aniversário que fiz no dia 17. Foi maravilhoso. Obrigado amados.

domingo, abril 28, 2013

Thérèse Desqueyroux, de Claude Miller


Achei chocho e arrastado. Audrey Tautou não está bem, falta-lhe expressividade ou mesmo nuances que permitam transpor sua máscara de hodiena apatia: não seduz ou convence. Reconstituição de época e figurino dignos de prêmio. E não há mais o que dizer. 

segunda-feira, abril 22, 2013

Esta criança, de Joel Pommerat, direção de Marcio Abreu

Sem sombra de dúvida, esse é o melhor espetáculo que assisto há anos, Esta criança, de Joel Pommerat, direção de Márcio Abreu, me impactou e desconcertou por completo. Melhor: me devolveu a crença no poder do teatro, como impulso emocional, intelectual e artístico.



O texto é extraordinário, aparente muito simples, mas cheio de nuances. Sempre em torno da relação entre pais e filhos. Daí ódios, rancores, desencontros e afetos. Às vezes verborrágico, outros, constituido de gestos mínimos, mas tudo se realizando nas entrelinhas, nos não-ditos: relações de amor e ódio que ficam em suspenso.







A direção irretocável, Márcio Abreu põe os atores em postura de enfrentamento, depois emparedados, faz com que desçam do palco, andem em torno das cadeiras do público levando a cena com eles. Jamais perder o fio do texto que tencionam, entremeando ali, entre as gentes, esse drama que é comum a todos. Interpretam a mais prosaica das figuras humanas, por isso podendo transitar entre palco e plateia, vão para vida real, sem cair um segundo no naturalismo fajuto. Estão próximos de nós, nosso espelho, expondo o que vivemos (em vida cotidiana) o drama da difícil relação entre nós e nossos pais.


Castrações e expectativas, dores e rancores, paixões e desprezos, solidões incríveis ante aqueles que deveriam nos amar irrestritamente e, por isso mesmo, nos impor os limites também do amor.



Renata Sorrah é um vulcão e embora os demais não estejam aquém, toda vez que contracenam com ela, superam as performances menos eficientes. 


A cenografia é um achado e a iluminação ressignifica instantes, amplia detalhes, sentidos, aterroriza; e mais que pontuar: confere grandeza ao que parece mínimo. Esta criança encanta sem deixar de ser absolutamente desconcertante, dar um soco no estômago da plateia sem fornecer paliativos. O resultado é o riso nervoso, o desconforto pela hiper exposição do que se acha muito guardado em cada um demais. Desnudamento, ainda mais no instante em que o canhão lança em diagonal uma luz sobre a plateia. Brilhante.



Músicas cantadas em cena de modo duro, grotesco, e a voz projetada em ecos fora da cena. Por exemplo, a balada que notabilizou Michael Jackson, "Ben", cantada em um gravíssimo irônico. Brecht e tradição, tragédia universal, drama prosaico. Visceral. Esta criança são todos nós que tivemos pai e mãe, e aqueles que são pais e mães.



Esta criança fala da condição humana, do drama máximo de se construir, de se relacionar e crescer. Já disse Eduardo Coutinho num documentário ontológico: quem tem pai, tem drama. Ele está mais que certo.



SESC Vila Mariana, de 19 de abril até 9 de junho de 2013. Esta Criança de Joel Pommerat. Direção de Marcio Abreu. Com Renata Sorrah, Giovana Solar, Ranieri Gonzalez e Edson Rocha. Companhia Brasileira de Teatro de Curitiba.

Estações, do CPT



A série de Pret-a-porters - síntese de métodos e pesquisas de formação teatral antunianas - foram encerradas, e no seu lugar surgiram estas experimentações teatrais que ganharam nome de Estações. Peça em forma de esquetes do CPT, exibida no Sesc Consolação. Assisti numa segunda, com Gustavo. Foi decepcionante. Ainda que haja boas performances, experimentação interessantes (Ar é o melhor em todos os sentidos), de um modo geral, achei chatos, pretensiosos e pseudos (aquele afã de modernidade cabeçuda). 

domingo, abril 21, 2013

Jack Reacher


Pense num filme de ação com um enredo mirabolante sobre terrorismo, mas inverossímil da primeira a última cena, mas com ótima fotografia, bons atores e condução eficiente que faz você abstrair a própria narrativa. É este filme.

À maneira de Jack Bauer, Jack-Cruise abandonou exército e polícia no top da carreira por ser um rebelde e odiar ser conivente com a injustiça do sistema, por isso ele vive agora incógnito na cidade como um homem comum, mas um homem comum que faz justiça com as próprias mãos sempre que necessário.

Agora pense num filme esquecível: é este. Esqueça. 

sábado, abril 20, 2013

A perdre la raison, de Joachim Lafosse


A paulatina construção de uma tragédia em torno da maternidade.

E o dvd chegou.


Ernesto Lecuona (Escondidinho)


Para baixar Ernesto Lecuona achei um site que tem tudo, mas bem bem escondidinho, pois a cada dia se  vai tornando menos possível baixar coisas na internet. 

1 - lecuona & maria de los a. santana - mariposa
2 - lecuona & zoraida marrero - no es por ti
3 - lecuona & tomasita nunez - sin encontrarte
4 - lecuona & sarita escarpenter - al fin
5 - lecuona & h.f. ramos - yo te quiero siempre
6 - lecuona & maria a. santana - tus ojos azules
7 - lecuona & sarita escarpenter - recordar
8 - lecuona & zoraida marrero - te he visto pasar
9 - lecuona & m. de a. santana - mi corazon se fue
10 - lecuona & rosa e. miro - como presiento
11 - lecuona & r.miro & h.f. ramos - se fue
12 - lecuona & tomasita nunez - celos
13 - lecuona (instrumental)- no me niegues el amor

[  Ernesto Lecuona foi um dos primeiros músicos cubanos a despontar no cenário mundial. Teve muitas vezes seu nome aproximado ao de George Gershwin, pela sofisticação de sua música e por também trabalhar na fronteira entre o popular e o erudito. Foi uma criança prodígio, começando a se apresentar em público aos cinco anos. Mais tarde veio a ser aluno de Maurice Ravel. Introdutor da música cubana nos Estados Unidos, acabou fazendo várias trilhas sonoras para filmes de Holywood.]



Aqui

Te he visto pasar, de Ernesto Lecuona

Não canso de ver, ouvir, reouvir, rever. Revido postando o vídeo, o dvd que adquiri recentemente, pois não me bastou ver no Youtube. E minha obsessão máxima por esse pas-de-deux sexual e dramático.

"Te he visto pasar", de Ernesto Lecuona, cantado Zoraida Marrero e dançada por Peter Lavratti e Cassilene Abranches, no espetáculo Lecuona do Grupo Corpo, de 2004. Coreografia de Rodrigos Pederneiras.

Amy Amy Amy

E eu sem saber que esta música extraordinária existia. Amy continua me surpreendendo.

quinta-feira, abril 18, 2013

Hysterical Literature


Atrizes pornôs famosas leem trechos de obras literárias (até quando podem), enquanto embaixo da mexa são masturbadas com vibradores. 

segunda-feira, abril 15, 2013

Partindo da São Bento

 rumo aos 40.

A primeira vista



Teatro do Sesc Pompeia, Sesc da Lina BoBardi. Assisti finalmente a essa peça com Mariana Lima e Drica Moraes. Peça que queria demais ver, e que vi ao lado de Chico, eu sonolento, em ótimos lugares. O cenário limpo, branco, rabiscado em carvão, com luz incisiva quase todo tempo. O interessante das transições ininterruptas, roubadas do cinema, e que todos nós decodificamos com facilidade. Peça cheia de soluços, de desencontros, de incômodos. Me venderam como uma linda relação de amizade, e eu vejo um estranho drama de duas mulheres que se amam e não se assumem, ficando sempre entre o aqui e o lá, sapatas recalcitantes pela vida em encontros e desencontros, sem nunca exceder. Parece a peça. Parece a vida. Mas podia ser maior, talvez por que mesmo bem encenada, me soou empréstimo cultural, sabe uma coisa "quase" universal, mas pontuada por um modo de ser bem pouco Brasil. Não sei. Acho que estou crendo demais no Lecuona e no Balé do Grupo Corpo. Queria gozo e vísceras, e vi algo que me soou desconfortável.

Santinho e seus tênis amarelos




O Chico e sua elegância hype. Único ser do mundo com infinita capacidade de combinar o que quer que seja e ficar ótimo.

Henfil Liberdade


Voo de óculos Clark Kent. Sem vocação para super heroismos.

Oblivion





Casal torna-se responsável por fazer reparos em equipamento de defesa que protege a grande maquina que filtra os oceanos para levar toda a água para uma lua de um planeta distante. Isto por que a humanidade migrou após uma guerra com alienígenas que devastaram a Terra após arrebentarem a lua.


Adoro ficção científica, e o Tom Cruise nunca me decepciona. Segue assim, ótimos efeitos visuais, suspense, ação e narrativa engenhosa. Chupa muito daquele filme chamado Lunar, Wally, Blade Runner e outros, que não me lembram o nome. Ou seja, tudo já visto, repaginado, remodelado; mas bem, com talento. O mundo cada vez mais Phillip-k-diquiano exige narrativas igualmente complexas e paradoxais. Gosto disso, até o estranho desfecho positivo e um tanto conciliador.