sábado, novembro 30, 2013

Hanse & Gretel

Samba com Marcos Lessa

A carne

A carne mais barata do mercado é a carne negra
Que vai de graça pro presídio
E para debaixo do plástico
Que vai de graça pro sub-emprego
E pros hospitais psiquiátricos

Que vai de graça pro presídio
E para debaixo do plástico
Que vai de graça pro sub-emprego
E pros hospitais psiquiátricos

A carne mais barata do mercado é a carne negra
Que fez e faz história
Segurando esse país no braço, meu irmão

O gado aqui não se sente revoltado
Porque o revólver já está engatilhado
E o vingador é lento, mas muito bem intencionado
Enquanto esse Brasil vai deixando todo mundo preto
E o cabelo esticado

A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra

Video clipe GENIAL do Bob Dylan


Video clipe genial de Bob Dylan. Mostrando as infinitas possibilidades abertas pela internet, na qual ainda engatinhamos.  


Das COTIDIANAS CRÔNICAS de Susanna Ventura


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Sôfrega, largo a bolsa, tiro o casaco, a écharpe e avanço. 
Ele diz: 'Não, é preciso mais'. 
Arranco os sapatos, solto os cabelos. 'E agora?' 
O homem do raio X sorri: 'Agora sim...'


(Definitivamente, estou cansada de aeroportos)




Susanna Ventura

sexta-feira, novembro 29, 2013

Pedrerico e Vittorino bem de perto



Eu, caricatura.



E o Lucas que está longe longe, lá em Berlim, lembrou de mim, e me mandou duas caricaturas que fez de mim. 

Vida inteligente nos EUA

28/11/2013 - 15h26

Atriz dispara contra machismo de Hollywood após sexo oral ser censurado

A atriz Evan Rachel Wood recorreu ao Twitter para expressar sua indignação e chamar a Motion Picture Association of America (MPAA), entidade que representa os maiores estúdios de Hollywood, de machista, depois que uma cena de seu novo filme foi cortada. 

O longa é "Charlie Countryman" e a cena em questão é uma em que a personagem de Wood recebe sexo oral do tal Charlie, vivido por Shia LaBeouf (de "Transformers"). A MPAA controla a censura por faixas etárias nos filmes dos Estados Unidos. 

Alemanha divulga imagens de quadros de Picasso e Cézanne do "tesouro nazista"
Manuscrito de clássico de Bruce Springsteen vai a leilão 

O filme, que é a estreia do diretor Fredrik Bond, foi exibido no Festival de Sundance deste ano, mas voltou à sala de edição para ajustes finais antes de entrar em circuito. Nesse processo, a cena de sexo oral foi cortada a pedido da MPAA.


Curiosamente, outras cenas bastante violentas permaneceram intocadas, o que deixou Wood revoltada. 

"Ao ver o novo corte de 'Charlie Countryman, eu gostaria de compartilhar meu desapontamento com a MPAA, que achou ser necessário censurar a sexualidade de uma mulher mais uma vez", escreveu ela em sua rede social. 

"A cena em que os dois personagens principais fazem 'amor' foi alterada porque alguém sentiu que ver um homem fazer sexo oral numa mulher deixava as pessoas 'desconfortáveis', mas as cenas em que as pessoas são mortas tendo suas cabeças explodidas ficaram intactas e inalteradas", disparou. 

"Esse é um sintoma de uma sociedade que quer envergonhar as mulheres e diminuí-las por gostarem de sexo, especialmente quando (uau) o homem não chega ao orgasmo também! Para mim, é difícil de acreditar que [a cena] teria sido cortada se os papéis fossem invertidos. Ou se a personagem feminina tivesse sido estuprada. É hora das pessoas CRESCEREM. Aceitem que as mulheres são seres sexuais. Aceitem que alguns homens gostam de dar prazer a uma mulher. Aceitem que a mulher não precisa apenas ser f... e agradecer. Nós temos o direito e o dever de nos darmos prazer. É hora de nos manifestarmos..." 

quinta-feira, novembro 28, 2013

Ensaio da peça "A alegria"











Grupo de Teatro Arrebol


A alegria. Grupo Arrebol. Direção Ana Toseti. Texto meu.

A alegria






Grupo Arrebol, direção e concepção de Ana e texto meu.

terça-feira, novembro 26, 2013

Teaser do livro Nossos ossos




Lo que dicen cuando callan, de Alejandra Laurencich


Ganhei de Alejandra na balada, e vivo o encantamento da descoberta de uma autora que me surpreende conto a conto. E mais escreverei em breve, longamente. Mais uma vez devo agradecer a Marcelino a alegria de me apresentar pessoas fenomenais. 


Várias postagens minhas que estão no SOUL ART

http://soulart.org/author/eduardo/


Hamlet, uma dúvida


Luta vã essa de ser Hamlet.  Não existindo, ele é mais ser que o ser, por isso, no palco será sempre alguém fazendo-se de Hamlet. Por isso, seu intérprete está sempre sub judice: a caveira de Yorick na mão e o olhar crítico e impiedoso do espectador. Explico: Hamlet (cujo nome é legião, ou seja: William Shakespeare) há muito deixou de ser personagem para ser um porta-voz do humano. Pouco interessa as suas peripécias, mas sim a capacidade do ator em nos fazer crer naquelas dúvidas, angústias, indagações filosóficas, e na sua loucura fingida: a verdade de sua dor. E o que lhe dói? O ciúme da mãe edipianamente convertido em obsessivo amor pelo pai? A vacilação em punir um crime que ele próprio poderia ter cometido? E o que nos mostra? A morte em série dos pais? A ação vindicatória de filhos passionais? Uma sequência de loucuras simuladas e sinceras? Um lusco-fusco em que a verdade fica bem além? E como se compõe? De lutas de espadas entremeadas de solilóquios grandiloquentes sobre o não sentido da existência? Seria isso?
Hamlet supera qualquer encenação. Talvez, por isso, sigam tentando e não chegando lá: tudo morre comezinho, quando sua grandeza está em reverberar sempre, em transcender seu silêncio final.

[Tirada de uma crítica a peça Hamlet, antes postada no Soul Art, aqui reconfigurada, revista/revidada]

Miró até agora.


Um poeta cheio de grandeza. Um espanto.

Eu te darei o céu, de Ivana Arruda Leite


Li semana passada, de uma sentada. No meio do tumulto de atividades, minha "distração" é ler enquanto corro para um novo trabalho, uma nova atividade. Este relutei, pois meu lance é ficção. Mas venceu o gosto que tenho pelo texto e pela escrita de Ivana. E aqui, um relato pessoal, rememorando a passagem da adolescência para idade adulta. Tudo, despretensioso, a começar pela linguagem e lentamente costurando um momento decisivo no Brasil. O rádio, a chegada da televisão, o advento dos festivais, a  Jovem Guarda, o Ai-5, a ditadura, as passeatas, a repressão, a descoberta do amor, do sexo, o amor por um ídolo, Roberto Carlos, que é um pouco de tudo. No final, emociona e faz com que entendamos mais o Brasil pelo lado dos afetos, de um olhar amoroso sob o mundo. 

segunda-feira, novembro 25, 2013

Nossos ossos, romance de Marcelino Freire


Lendo, com muita atenção e gosto.

Vanessa da Mata na Balada Literária




Marcelino, Paulo Lins, Ivana Arruda Leite e Vanessa da Mata


Vanessa da Mata fala sobre seu romance
A filha das flores


Na Balada Literária: Quem ensina literatura


Rita Lobo, Eu, Alejandra Laurencich, Marcelino Freire e Roberto Taddei na 8a. Balada Literária.


 Atento às respostas da escritora Alejandra Laurencich


Mediando o diálogo sobre 
"Quem ensina literatura - nas escolas e nos curso de criação literária"


Inquirindo Rita Lobo


(Antes) Marcelino entrevista o talentosíssimo Bruno Azevêdo


Marcelino Freire

Balada - Literária #1 - TRANS


Uma pequena revista com textos, fotos e a programação foi lançada para promover a 8a. Balada Literária de São Paulo. Um luxo.

quarta-feira, novembro 20, 2013

Cazuza, no Museu da Língua Portuguesa


Vou ainda falar aqui uma porção de vezes que a melhor exposição rolando atualmente em São Paulo é está que acontece no Museu da Língua Portuguesa (Estação da Luz), sobre o Cazuza. É sensacional, pois é uma experiência de imersão, sensorial, emotiva, festiva e que se propõe a homenagear o compositor/cantor Cazuza, mas conecta-lo com tudo que tem acontecido atualmente no país e que tange juventude, liberdade de expressão e manifestação. Deleite e reflexão num só espaço. Um orgulho ter um espaço assim para a Língua Portuguesa, para "falar" sobre o Brasil.


A visita do Dom

Hoje o Dom me ligou pouco antes da hora do almoço e perguntou se eu estava em casa. Passei no mercado, comprei aquelas coisas necessárias para casa. Ele chegou, almoçamos aqui no self em frente. Atualizamos novidades mútuas, profissionais, pessoais. De volta, ficamos horas vendo o The Voice Brasil online (sim, eu gosto!) Depois ele me mostrou outros clipes de bandas que aprecia. Por fim, disse a ele que hoje era dia de limpeza geral, pois o apartamento anda largado. E foi um varrer, passar pano, encerar, limpar móveis, botar roupa para lavar. Claro que ele me deu uma mão. No fim, fiz um café, e um lanche com aquele pão de milho que comprei pois sei que ele adora, e já era umas 17h, e seguimos a conversar sobre milhões de coisas. Faculdade, amizades, Bolsa família, mídia, música, leitura, literatura, viagens, Justin, ganho de peso, emagrecimento, filmes, carreira, etc etc. Terminamos assistindo um filme chamado Hours, mas era tão chato que eu peguei no sono e fui pra cama deitar. Ele aguentou firme a chatice do filme (e minha) e foi até o fim. Depois se despediu, com abraço grande. 

São assim, por incrível que pareça, meus melhores encontros com amigos, sem planejamento e sem um tico de frescura. Tudo aparentemente banal. É que eu ando velho demais para fazer cena, morro de preguiça de etiquetas e programação para quem não vale a pena. Quero na minha vida gente de verdade feito Dom, novos e velhos amigos que me tratam com respeito e me querem bem, e que eu igualmente amo. Acho que já escrevi isso aqui noutro canto, mas reiteiro, o melhor que podemos dar e receber do outro de presente, é a presença. 

Avó e neto


Estive ontem um tempo lá em casa (!!!!). Tempo suficiente para esse registro, da mãe brincando com o Vittorino e tirando suas primeiras risadinhas.

segunda-feira, novembro 18, 2013

Simone de Beauvoir genial.


“A impressão que eu tenho é de não ter envelhecido, embora eu esteja instalada na velhice. O tempo é irrealizável. Provisoriamente, o tempo parou pra mim. Provisoriamente. Mas eu não ignoro as ameaças que o futuro encerra, como também não ignoro que é o meu passado que define a minha abertura para o futuro. O meu passado é a referência que me projeta e que eu devo ultrapassar. Portanto, ao meu passado eu devo o meu saber e a minha ignorância, as minhas necessidades, as minhas relações, a minha cultura e o meu corpo. Que espaço o meu passado deixa pra minha liberdade hoje? Não sou escrava dele. O que eu sempre quis foi comunicar da maneira mais direta o sabor da minha vida, unicamente o sabor da minha vida. Acho que eu consegui fazê-lo; vivi num mundo de homens guardando em mim o melhor da minha feminilidade. Não desejei nem desejo nada mais do que viver sem tempos mortos.”(Simone de Beauvoir)

8a. Balada Literária de São Paulo.



Este ano participo da BALADA LITERÁRIA 2013. O mais especial dos eventos literários de SAMPA. Sintam-se todos convidados. Vai ser demais. Esse ano homenagem ao Laerte.
 http://baladaliteraria.com.br/convidados/eduardo-araujo

Quando participa

23/11 (sábado), 14h – BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA: HERÓI – Quem ensina literatura – nas escolas e nos cursos de criação literária EDUARDO ARAÚJO conversa com ALEJANDRA LAURENCICH (da Argentina), ANTONIO CARLOS VIANA, RITA COUTO e ROBERTO TADDEI Participação especial do escritor BRUNO AZEVÊDO

Vittorino anda tão bonito que dá gosto.

 

Vittorino anda tão bonito que dá gosto.