quinta-feira, agosto 01, 2013

O quarteto


Lucas esteve aqui na terça e assistimos de madrugada a O quarteto. Mais um filme tratando da questão da velhice, mas uma velhice com dignidade, uma velhice sem o nó na garganta de Amor, de Haneke. Filme dirigido por Dustin Hoffman, que já foi um grande ator e que hoje é uma sombra. Não segue o caminho de Clint Eastwood, fez um filme moroso - no ritmo dos velhos - mas sem qualquer brilho, sem qualquer traço real de arte, embora trate da vida numa casa de repouso exclusiva para ex-músico, cantores de ópera, grandes astros. Há algo de infantil no modo como atenua tudo, todas as dores do tempo, todas as asperezas do passado. Segue suave até um desfecho triunfante, respeitoso, zeloso, pois nunca expõe os artistas ao esfeito catastrófico do tempo sobre suas "possíveis" performances. Respeitos. Terno. Bem humorado. Mas aquém de Maggie Smith. Eu a amo tanto que assisto qualquer coisa que ela faça, não pelo seu brilho passado, mas por ela nunca ser menor do que sempre foi. 


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