sexta-feira, agosto 02, 2013

Bravo! - morte anunciada.


  • Eduardo Arau comprei a primeira, comprarei a última. é uma pena. mas não é o fim é mundo.
  • Rafael Munduruca Edu, acho que a revista vinha deixando muito a desejar nos últimos tempos. E brinco sempre que qualquer matéria que estampo as capas recentes poderiam ter sido capa na década de 1980. Mas acho triste a revista acabar. Mas tem um lado bom, deve reacender as discussões e reflexões sobre o jornalismo cultural no Brasil. Formas de produção de conteúdo, suportes e formas de financiamento.
  • Eduardo Arau Li a carta do editor cheia de ótimas considerações, gostei muito. Ajuda muito a gente a pensar o mercado e outros fatores. Eu, embora não trabalhe na área/imprensa, mas lido bastante Arte, adorei saber mais sobre o assunto. Eu gostava da Bravo!, mas não a julgava ponta-de-lança. Ela incensava o fácil e o consagrado, os textos não tinham profundidade e/ou lhes faltavam brilho de alguém que pode apresentar um "olhar" menos viciado e condescendente. Na verdade ela tinha momentos de muita pretensão pseudo intelectual artistica. Lembro de uma matéria sobre a Semana de 22, sobre Oswald etc, que não chegava nem mesmo a ser polêmica, era um arremate de considerações estúpidas, agressivas e gratuitas. Outras matérias eram pura enganação, como uma que trazia Gabriel Garcia Marquez na capa, apregoando uma entrevista que não existia. E aquela do Caetano e Chico só oferecia mesmo bonitas fotos, o resto era pastiche. Achava-a pesadona, mal adaptada aos novos tempos, embora trouxesse dentro deste formato antiquado, aqui e ali, alguns números excelentes. E é isso que tenho a dizer, mas não ficar só no comentário vazio que ando praticando, pois ando sem tempo e um tanto entediado com tudo. Abraço.


Considerações a partir da notícia e do comment do Rafael. 

[Li a carta do editor cheia de ótimas considerações, gostei muito. Ajuda muito a gente a pensar o mercado e outros fatores. Eu, embora não trabalhe na área/imprensa, mas lido bastante Arte, adorei saber mais sobre o assunto. Eu gostava da Bravo!, mas não a julgava ponta-de-lança. Ela incensava o fácil e o consagrado, os textos não tinham profundidade e/ou lhes faltavam brilho de alguém que pode apresentar um "olhar" menos viciado e condescendente. Na verdade ela tinha momentos de muita pretensão pseudo intelectual artística. Lembro de uma matéria sobre a Semana de 22, sobre Oswald etc, que não chegava nem mesmo a ser polêmica, era um arremate de considerações estúpidas, agressivas e gratuitas. Outras matérias eram pura enganação, como uma que trazia Gabriel Garcia Marquez na capa, apregoando uma entrevista que não existia. E aquela do Caetano e Chico só oferecia mesmo bonitas fotos, o resto era pastiche. Achava-a pesadona, mal adaptada aos novos tempos, embora trouxesse dentro deste formato antiquado, aqui e ali, alguns números excelentes. E é isso que tenho a dizer, mas não ficar só no comentário vazio que ando praticando, pois ando sem tempo e um tanto entediado com tudo. Abraço.]

Nenhum comentário: