terça-feira, julho 23, 2013

Nuno Ramos anda ocupando minha cabeça



Estudo sem paixão. Agora analisando O pão do corvo e encontrando relações com sua produção em artes plásticas. 

The colony


Mais um filme de apocalipse (semi) zumbi, após uma nova era glacial os seres humanos passam a habitar velhas instalações subterrâneas. Um filme decalcado de mil outros filmes que se passam em túneis, com seres humanos enclausurados começando a agir como animais, até chegar ao assassinato e canibalismo. Bons efeitos, boa maquiagem e nenhum brilho. Daqueles que ao terminar a gente se sente meio otário. 

segunda-feira, julho 22, 2013

Luks anda por aqui


Já de volta ao Brasil, passou por aqui desses dias para discutir comigo sobre o Brasil, lavar minha louça, passar pano nos móveis, ver filmes e comer pipoca. Anda mais alto, mais acelerado e ansioso. Quer sem prestações aquele futuro que só a Deus pertence? 

Noturno


Da Avenida Paulista.

Pedrão e amigo lá no Zaza.


Julho/2013

Turma da Monica

sexta-feira, julho 19, 2013

Blog MORTO sobre cinema interessantíssimo



http://mulhollandcinelog.wordpress.com/



Cloud Atlas, dos Wachowskis


Depois de séculos, sentei e assisti a este filme de ficção científica cheio de pretensões filosofantes, a exemplo dos trabalhos anteriores dos Wachowskis, focando a perversidade humana, a ganância e o egoísmo; com a vitória do oposto a esses. O potencial messiânico de determinados personagens, a luta (concretamente) para transformar o mundo, no nível bélico do termo, sempre me pareceu excessivo. Boa parte do material/ideias/roteiro foi claramente  variações em torno das ideias gerais de de Matrix. Uma maquiagem grotescona que torna os atores um tanto ridículos ajuda no link de uma narrativa que de tão imbricada (em tempos pretéritos e futuros distantes) parece-nos confusa em  reverberações e volteios nem sempre bem amarrados. Bem e mal em luta, epifanias, histórias de amor que unem dois seres que parecem predestinados, reforçam o cunho religioso, embora nao explicitamente dogmático. Mas é um filme pretencioso, sempre no tom épico, com aquele excesso de mundos artificiais reiterando o artifício de tudo. O modelo é o Intolerância de Griffith, mas em forma de ficção científica. Não chega a empolgar, é pobre no seu discurso "filosofante" que vê finalmente no "amor romântico" a explicação e solução para tudo.

Passion, de Bryan de Palma


Só me interessei quando soube que era de Bryan de Palma. Suspense mirabolante meio lesbiquinho fundamentado na traição. Excelente música. Rapace interessantíssima. MacAdams fazendo um papel cruel, sensual e inesperado. Tudo um tanto artificial. Forçado mesmo. Mas sempre com aqueles movimentos bacanas, música acima da média. Contudo, cansa o fato de prender sem surpreender e terminar bem confuso. Mais parecido com Femme Fatale, um filme que todos odeiam e eu adoro. Este, inferior: assistível mas não recomendado. 

quinta-feira, julho 18, 2013

Ocupação Mario de Andrade


Achei chocha.

Um dia com minha grande amiga Susana



Amo.

Ontem Hoje

Acordar as dez
Dentista
Dentista para mãe
Verificar tv
Configurar comando de gesto e voz
Desabar de sono
Falar com Pedro
Mãe e Peque
Jogar velhos aparelhos de video-cassete
e impressora no lixo
Achar cadernos antigos com contos idem
Vir no metro com A rosa do povo, que deixei pra trás
Uma revista Bravo dos Cem melhores filmes
Assistir a serie Nurse Jackie até não aguentar mais ficar desperto
Baixar filmes
Ficar no computador
4 da manhã

Acordar as 9h30 para compromisso as 10 que sucederam as onze
Acordar com fone do sindicato
Assinar plano de saúde Unimed
Pagar
Transferir grana do Santander devida pro Jorginho
Marcar e encontrar imediatamente Susana na República
Ir de metrô a Paulista
Comer comida indiana
Conhecer amiga diagramadora
Tomar café com êmbolo
Horas de boa conversa com Susanna sobre tudo
lista de filmes até a não extinta 2001 da Paulista
Baixar na Ocupação Mário de Andrade no Itaú Cultural
e achar tudo xoxo, sem graça mesmo
comer ali bolo de nozes sempre caríssimo
Voltar no metro lotado
Depois semi vazio com uma frase boa na cabeça
juntando Cortázar e Nuno Ramos
Morrer no macarrão de dois dia na geladeira
Desistir da academia
Ir comer pizza com Jorginho e Washington
Decidir trabalhar amanhã às 7h30 quando já é 1 da manha.




Sérgio cuidando da eterna gripe de Pedrão.



terça-feira, julho 16, 2013

Cinco microcontos pornográficos de Marcelino Freire

MICROPORNOGRÁFICOS

[1]
Cama redonda.
Casal quadrado.
[2]
O pau era grande.
A cabeça, pequena.
[3]
Subia pelas paredes
a aranha.
[4]
Pôs o pau para fora
e dentro.
[5]
Xô, xota!




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segunda-feira, julho 15, 2013

O menino da gaiola, de Cleyton Cabral


Cartaz da peça a estrear, do meu querido amigo Cleyton Cabral. Que seja um sucesso.

Populaire ou A secretária

Um filme que faz a gente mais feliz.




Filmes com legendas

http://filmescomlegenda.tv/page/19/

Jobim digital



http://www.jobim.org/jobim/

Adriana Calcanhotto sobre antologia de poesia infantil

Adriana Calcanhotto
A colunista escreve quinzenalmente aos domingos

Manuel e Cecília

'A dificuldade para incluir versos de dois dos maiores poetas do país numa antologia para criancas'

Antes que o jornal de hoje enrole o peixe de amanhã, peço aos compadres licença para puxar a brasa para a minha sardinha, rapidinho. Lancei, na Flipinha, em Paraty, um livro chamado “Antologia ilustrada da poesia brasileira para crianças de qualquer idade”. Sentia tanto a falta de um livro assim que resolvi fazê-lo eu mesma. Sou um rato de livrarias, entro em todas, fuço tudo, em qualquer país em que possa, por mais incrível que me pareça às vezes, me encontrar. Posso passar horas dentro de uma onde as palavras não exibem uma única vogal, ainda que prefira as de língua portuguesa. Começo geralmente pela seção infantil, não sei por quê, e não estou aqui para julgar o nível do que andam chamando de “literatura infantil brasileira”, embora, deixa pra lá. Sempre senti falta, nas prateleiras, de uma coletânea de alta poesia para crianças de qualquer idade que reunisse nossos grandes poetas, em ordem cronológica, para que se possa desfrutar dos ecos e das influências atravessando gerações, e uns desenhos. Como pode não existir esse livro, gente?, perguntava a mim mesma, prateleiras afora.
Um belo dia, Ciça, editora da Casa da Palavra, me liga pra saber se por acaso não teria eu alguma ideia para um livro infantil. Respondi num impulso: “olha, pior que tenho”, e foi assim que começamos.
Os poetas em domínio público não deram trabalho algum, como todo mundo pode imaginar. Os contemporâneos, diferentemente do que se poderia esperar, não deram trabalho nenhum também. Foram solícitos, sugeriram poemas, deram ideias, desembaraçaram cláusulas de exclusividade de seus contratos para poder participar — uns fofos, todos. Lêdo Ivo e Décio Pignatari nos deixaram durante o processo de realização do livro, mas não tivemos quaisquer problemas para obter as autorizações referentes. Porém, a antologia não tem poemas de Manuel Bandeira e Cecília Meireles, e, antes que os compadres se apressem a “mas ela é burra, é ignorante, é as duas coisas ou consegue a proeza de não se deixar maravilhar pelos dois enormes poetas?”, lamento, mas informo que não é porque os poemas não tenham sido autorizados que eles não estão no livro. É porque nunca obtivemos resposta alguma, depois de insistentes, desesperadas tentativas, as meninas da editora, a editora, o departamento financeiro da editora, eu, a organizadora do livro e que enviei duas vezes o mesmo e-mail. Ninguém nos retornou. “Sim”, “não”, “vai depender da grana”, “me erra”, “temos um contrato que nos impede”, “passa aí amanhã, peixe”. Nada. Silêncio, vácuo, e agora? Os dois poetas são imprescindíveis, incontornáveis, não existe a menor possibilidade de eles não estarem em uma antologia como esta, viram duas covas sem a reverberação de seus ecos nas gerações posteriores. O que seria a poesia de Vinicius de Moraes ou a de Carlos Drummond, se não houvessem lido os dois? Os dois poetas preferidos de Mario Quintana? As crianças ficarão sem entender um bocado do que aconteceu.
É falta de educação ou amadorismo não responder aos e-mails, sabemos, mas o pior é o desserviço prestado às crianças. Manuel Bandeira organizou ele mesmo uma antologia de poetas, de modo que o argumento, caso houvesse um argumentador, de que o poeta poderia não gostar de estar em reunião desse tipo, já podemos descartar.
Liguei para a minha advogada:
— Doutora Luciana, quero ser presa.
Doutora Luciana, impávida:
— O que foi que você fez?
— Nada ainda — respondi. — Só quero me entregar ao delegado confessando que estou cometendo o crime hediondo de publicar Manuel Bandeira e Cecília Meireles para as crianças sem ter autorização. Ou melhor, sem ter resposta alguma. Quem sabe para ser interpretado como “quem cala consente”, pois no fim indenizações serão sempre muito mais polpudas do que a venda de livros, e de poesia ainda por cima. Posso ir já de algemas para adiantar o serviço, tenho umas aqui em casa, forradas de pelúcia de oncinha. Chamamos a imprensa e, como numa obra qualquer de Sophie Calle, registramos publicamente a minha rendição. Meus amigos, sei que me levarão maçãs e livros. E os inimigos, chocolate.
Doutora Luciana, minha advogada:
— Você não vai ser presa, Adriana, o livro é que provavelmente vai. O crime é de violação de propriedade intelectual, crime de direitos autorais, sua editora vai ter que pagar um caminhão de dinheiro, e só. Isso não dá cadeia assim, inventa outro crime pra cometer e me liga.
Mas como assim, não tenho o direito de querer ser presa por confessar um crime cometido? Que esculhambação, hein? Violo o direito autoral, me entrego ao delegado, algemada mas vestida de Gilda Midani, e vou ver o sol nascer quadrado numa cela comum, que não fiz faculdade, com capacidade para 30 detentas, abrigando na realidade bem mais de 200 colegas. Prefiro, a lançar uma antologia de poesia para crianças de qualquer idade sem Manuel e Cecília. É inadmissível que, por conta de imbróglios de adultos, crianças percam a oportunidade de desde muito cedo ter noção da importância das vozes dos dois poetas no contexto histórico e estético da poesia brasileira. Justo eles, que escreveram e publicaram livros inteiros para elas e com isso inspiraram mais poetas a escrever também. Me prendam, por favor, quero cometer o crime, de lesa pátria, doloso e duplamente qualificado (praticamente um triplo carpado), e já ir respondendo por meus atos, que sou do Rio Grande, e a vida é curta.
Os dois magníficos poetas têm perambulado por coletâneas atuais, sugerindo que quem os representa lê uma hora ou outra a correspondência, mas aí precisei embarcar na turnê do Prêmio da Música Brasileira e achei que não seria o melhor momento para me encafifar no xilindró. Não seria visto como muito profissional da minha parte, e assim, felizmente, o livro está nas prateleiras, com poetas extraordinários, fundamentais, obrigatórios, mas sem os dois grandes líricos.
Assim, antes que o jornal de hoje seja separado para o cocô dos cachorros amanhã, agradeço comovida aos compadres que chegaram até esta frase, de meu incontinente desabafo. Pobres crianças. Pobres Manuel e Cecília. Pensemos em coisas boas.

sábado, julho 13, 2013

Ontem vi Antes da meia-noite


Qualquer duração pressupõe mudanças de percepção. É o que a trama do filme alude, bem como o tema do possível novo livro de Jesse, com personagens tomados por diferentes modos de percepção, do déjà vu ao não reconhecimento de si e dos outros. Este livro ainda por vir é como um retrato metafórico da atual relação entre Jesse e Celine: um amor que se percebe diferente com o passar dos anos. Tudo aquilo que dura, que resiste ao tempo, também se transmuta, se transfigura.

É neste choque de realidade que o filme se coloca em um lugar bem diferente do lirismo de Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-Sol. O amor não é só poesia, nem sonho, tampouco idealização. Em Antes da Meia Noite, não existe mais aquele encontro fortuito, que só persiste até o momento de pegar um trem ou um avião. O que insiste é a convivência e como se reinventar diante dela. Como sobreviver ao que dura?

A questão implica gestos que escapam do egoísmo de uma relação a dois. Não é a toa ser a primeira vez que vemos Jesse e Celine interagir concretamente com outros personagens além deles mesmos. Seja o filho de Jesse na sequência inicial do aeroporto – curiosamente o garoto e sua mãe serão o extracampo que motiva as principais discussões com Celine –, ou mesmo os casais que conversam à mesa sobre suas próprias histórias de amor.

Com Antes da Meia Noite, descobrimos que Jesse e Celine não são especiais ou únicos. A descoberta se faz com o próprio filme: os longos planos-sequência em que os dois caminham juntos e conversam em um mesmo enquadramento cedem lugar à dolorosa troca de campo e contracampo que se revela na discussão do casal no quarto de hotel. Existe um abismo entre eles. Para transpor, é necessário ceder. É ter a coragem de enfrentar mais um lado a lado, ainda que ele seja difícil de lidar.


[Trecho de matéria publicada em O POVO online, sem crédito do jornalista]

quinta-feira, julho 11, 2013

Lacuna

Ando meio preguiçoso de reflexões mais complexas. Sem poesia. Sem prosa. Puro recolhimento. O desejo ainda de conseguir dizer. E por enquanto, o REvide fica, sem palavras. 




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A genial síntese dos chargistas






Coreografia para Amantes Pasajeros, de Almodovar

quinta-feira, julho 04, 2013

A alegria, a peça


E sentamos eu e Ana Palindrômica e sequenciamos A alegria, peça infantil (aparentemente) sobre o tema da mobilidade infantil e a rigidez do mundo adulto. O cenário é a escola pública, mas a alegria, de contraponto está no pátio. Poucos diálogos e muito musical. Referências: Pina Bauch, O baile, trechos de Chicago e colagem de várias brincadeiras infantis, incluindo também um boneco de posto de gasolina e o Hino Nacional.

Stalag 17, de Billy Wilder


E sigo na missão de rever todo Billy Wilder a fim de fazer um ensaio digno sobre este diretor sem par.

Los amantes pasajeros, de Pedro Almodovar



 Extremamente vulgar, hiper sexual, repleto de bichices, uma espécie de antídoto ao politicamente correto acrítico dos nossos dias. Preciso sentar e escrever longamente sobre tantas coisas geniais que ele nos dá sempre. Que abertura! Que cena linda inicial com Banderas e Penelope Cruz. E que show o desfecho no aeroporto vazio. E o encontro entre as espumas, quase um outro céu. 

A espuma das horas, de Boris Vian por Michel Gondry


Encontrando com Mafalda


Luquinhas modelando na Italia/Alemanha


Saudades do menino.

quarta-feira, julho 03, 2013

Evil dead 2013

Os cartazes são ótimos, e o filme é uma droga. Não por tratar-se de um remake, ou ser um filme de terror mais "físico", mas por que o comportamento dos personagens (leia "enredo") é tão inverossímil que compromete todo o filme. Some a isso um emaranhado de clichês. O original era também cheios deles, mas havia o humor escatológico, o grotesco excessivo e uma série de brincadeiras técnicas e criativas na movimentação da câmera e montagem. O filme de 2013 se mostra tecnicamente melhor, com som de primeira e alguns climas bens construídos, mas o humor é quase inexistente, ficando apenas os clichês martelados em mil filmes ruins e um tratamento "sério" que piora muito aquilo que um dia foi original. Um remake pago pelo autor original, tinha que no mínimo avançar, e este faz o contrário. Estranho, pois Te arrasto para o inferno é um filme ótimo. Este, acreditem, é decepcionante. 






O risco das manifestações


Onde está Wally?


terça-feira, julho 02, 2013

Guerra mundial Z



Adoro filmes catástrofes, e ainda mais este de apocalipse zumbi, filmado como super produção. Muito na linha exata de Eu sou a lenda, mas um tanto mais frenético. O mundo amparado nas costas de um outro astro, agora louro, a cura e a solução final em nome da família. Caos e morte. Gostoso de assistir roendo todos os membros. E a certeza de que o JK é o melhor cinema do mundo.

Literatura X entretenimento


Moby Dick X Seriado Lost


Quixote X Angry Birds


O pequeno príncipe X game

TV Samsung Smart TV 3D UN55ES7000 LED Plana 55 Polegadas

Comprei hoje.


Anteontem ontem hoje

Assisti ao fantástico UNIVERSIDADE DOS MONSTROS com Sérgio e Pepe no shopping de Mauá. Pipoca, bis, água e coca. Cinema misteriosamente vazio, para um domingo, até que sou informado que é justamente final do jogo da Copa das confederações em que o Brasil ganhou de Espanha por 3xO. Cheguei a tempo de assistir em casa com a mãe.