domingo, setembro 30, 2012

O ridículo do politicamente correto


O ridículo do politicamente correto numa charge iluminada.

Ai, Luchino


A beleza de O leopardo. (Il Gattopardo), Luchino Visconti

sábado, setembro 29, 2012

Pessoas Absurdas

Hoje fui assistir com Alex, esta comédia que estava doido para ver, lá no teatro Jaraguá - Pessoas Absurdas. Ótima comédia com excelentes atores.


quinta-feira, setembro 27, 2012

Billie Holiday





Dia desses Djalma mandou por email Billie Holiday, e eu achei estes outros dois vídeos do Youtube. Não me canso de assistir. Posto aqui essa extraordinária cantora em duas inacreditáveis interpretações.

Peter Funch e suas replicações prosaicas e insólitas






terça-feira, setembro 25, 2012

Red Lights

Pense num filme ruim;

Pense mais, num filme muito mal dirigido;

Ótimo. Pense em cerca de duas horas perdidas da sua vida já tão curta.

Tá aí, assista agora por sua conta e risco.


P.S. Este filme mostra que alguns grandes atores deveriam realmente ter morrido jovens.

segunda-feira, setembro 24, 2012

Bienal de Artes de São Paulo

Hoje, com Cris, Bruno e Alessandra. Sem excluir ótimo encontro com Jéssica e Talita que estão trabalhando lá e que me deram dicas do que não poderia perder.
























Uai?



domingo, setembro 23, 2012

Tropicália


Assisti hoje na Paulista com Luks. Sabe o que é assistir a um filme bom? A sensação de felicidade. Multiplique, pois aqui estamos falando de algo transformador de toda uma cultura, de um movimento que é musica, cinematográfico, teatral, gráfico, literário, poético. Mas a beleza que é igualmente a edição, o texto e a edição deste documentário merece um prêmio. Os documentários estão anos luz a frente da produção fraca de filmes que tem saído por aí. E nós estamos anos luz atrás do que foi feito por essa trupe de grandes grandes grandes artistas. Tropicália é um sol e faz sim, a gente crer que o Brasil é e pode ser ainda mais. 

3 Bachyards

Drama chato, xaropado, de ritmo lento e estranho, muito estranho. Coisas boas para roubar na construção de um filme melancólico. 

sexta-feira, setembro 21, 2012

Agora é oficial, tenho um H4n


Depois de dois anos namorando este microfone para fazer meus documentário, minha amiga Maristela que viajou pra Nova Iorque, trouxe na bagagem. 300 dólares, um super equipamento que aqui sairia uma fortuna. Sabe doce para criança. Eu. E fica o registro.

Lucas Rios, agora no models.com




http://models.com/newfaces/dailyduo/23635


Meu sobrinho Lucks detonando.

quinta-feira, setembro 20, 2012

Foto de família


Esta foto é deste ano (agosto de 2012), festa de aniversário da minha irmã Márcia. Fiz questão não só de manter os olhos vermelhos, como usar um filtro para acentuar ainda mais o fato dela parecer ter sido tirada com filme Kodak. O enquadramento, a imagem, as expressões e a qualidade da imagem tem algo de tosco dos retratos dos anos 80; da imperícia e impossibilidade de descarte do "erro". Hoje, tudo brilha limpo, nítido, posado, perfeito em mil megapixels como foto de revista nos álbuns em cd das famílias. E eu agora amo aqueles imperfeitos instantâneo em Love descartável do passado. Acho que naqueles tempos família parecia mais família: as pontas arredondadas para simular delicadeza. Estão aí minha mãe, o Sérgio, a Lê e a aniversariante. Detalhe especial para cara do Pedrerico, que dá sentido a tudo o que eu falei: ao tosco, ao verdadeiro, ao amorável. Mirem como todas as mãos, braços e rostos se inclinam nesta foto meio que para sua direção, neste sentido de proteção, afeto e amor.

Acho que esta foto - com toda sua grande imperícia - fala muito daquilo que queremos imortalizar do que foi/era/é uma família: um instantâneo do sempre incapturável Amor.

Inferno feliz

Hoje inscrevi meu livro de contos Inferno Feliz num concurso, embora ainda falte revisão e pelo menos três contos para acrescentar. Quem sabe isso não me estimula a concluir e mandar as cópias pelo Correio?


Moonrise Kingdom, de Wes Andersen


Um filme que quero assistir.

Grace Jones


terça-feira, setembro 18, 2012

Da predileção pelos contos


Gosto de contos curtos, incisivos, desses que cravam os dentes, deixam marcas. 
Cicatrizes de "A bela e a fera" e o "Búfalo", de Clarice, trago na coxa esquerda. 
"A terceira margem do rio" me marca a nuca. 
"A cartomante", do Machado, quase me fura os olhos. 
A minha cegueira tem muito do Ficções. 

Embora uns contos do Cortázar me encham a vista, prefiro relatos soturnos. 
Fui educado nas sombras de Poe e Kafka confundidas com as narrativas feéricas dos Grimm. 
Minha catequese foram também aquelas ilusões de robô de Asimov e K. Dick. 
O mal-gosto da escrita de Stephen King fez casa em mim, mas fui salvo pela jocosidade de Scliar e Loyola, pelas introspecções de Vilela, pela elegância de Lygia. 
Também Tchecov me iniciou no peso do silêncio.

São contos demais para listar; suas leituras também me remetem a situações; construíram em mim memórias pessoais difíceis de apartar.
Falar de contos é falar do ato de ler, de escolhas de autores, obras. 
E essas escolhas me definem como leitor amoroso e crítico experto.

Há uns que doem mais que outros, como aqueles do Caio de Morangos Mofados, destroçando e revelando que o pior estava por vir. Gabriel Garcia Marquez viria então me apaziguar com seus contos encadeados travestidos de romance. Realismo fantástico ou brutal.

Alguns contos, por mais que vertam sangue (penso no Rubem Fonseca), me enchem de alegria. 
Será que alimentam em mim certo sadismo insuspeitado? 

Contos são instantâneos de criação, simulacros de uma verdade possível, em que o escritor tanto espelha quando se rebela com Deus reivindicando para si também o papel de criador. 
Há muito de profético (e herético) no ato transgressor de escrever.

Da parte do leitor, destaco a predisposição de todos estes a voyeurs. 
Prazer de travestir-se também na perspectiva do outro.
Quem negaria a excitação de mirar a vida que desfila desnuda (às vezes sub-repticiamente) entre parágrafo e ponto? 
Toda fábula - construída período a período, compacta e condensada, 
- não terá esse objetivo onanista de fricção, tensão e gozo?
Toda narrativa seria a simulação de um coito ou sua sublimação? 
Não é isso o que textualmente se lê nas páginas finais do Ullysses, de Joyce?

Leio um livro aos saltos, como faz a agulha da velha vitrola saltar sobre as faixas que seguem. 
O factual, o prosaico, o poético, o grotesco, o introspectivo, o absurdo, o fantástico, o estilizado: todas as dicções me interessam. 
Seguirei sempre meio claudicante daquela "Cadeira", de Saramago.

Leio os contemporâneos, os europeus e os negros/brancos-africanos; os anônimos, os autores-grifes, os do passado (e a intuição que eles tiveram do futuro).
Leio os novos sem-qualquer-visão (esses contemporâneos que negam influências, seus ismos e querendo muito ser originais) 

Curto, ao conto somam-se périplos.

domingo, setembro 16, 2012

Pai e mãe



Olhando assim, a constatação de como meu pai e minha mãe eram bonitos.

Fuck enólogos


Frida Kahlo e sua fotos sensacionais


Para que beleza quando se tem estilo, quando se tem talento, quando está anos a luz do que o mundo é e será. Aliás, para que qualquer tentativa de classificação quando se é Frida Kahlo.

Ryan Gosling


Quem assistiu a este filme sensacional chamado Drive, vai entender tudo.

sábado, setembro 15, 2012

As lindas montagens do Rio




Achei na internet, não resisti e posto essas lindas imagens do Rio, já com alguma dose de saudade.

Tá combinado


Então tá combinado, é quase nada
É tudo somente sexo e amizade
Não tem nenhum engano nem mistério
É tudo só brincadeira e verdade

Podemos ver o mundo juntos
Sermos dois e sermos muitos
Nos sabermos sós sem estarmos sós
Abrirmos a cabeça
Para que afinal floresça
O mais que humano em nós

Então tá tudo dito e é tão bonito
E eu acredito num claro futuro
De música, ternura e aventura
Pro equilibrista em cima do muro

Mas e se o amor pra nós chegar
De nós, de algum lugar
Com todo o seu tenebroso esplendor?
Mas e se o amor já está
Se há muito tempo que chegou
E só nos enganou?

Então não fale nada, apague a estrada
Que seu caminhar já desenhou
Porque toda razão, toda palavra
Vale nada quando chega o amor

Caetano Veloso



[Não resisti, tenho escutado continuamente esta canção desde que postei o vídeo com o Caetano e a Gal cantando e dançando de modo tão bonito. Ouvi então muito atento à letra, e pronto, despertou em mim essa estranha VONTADE DE APAIXONAMENTO que ando esperimentando agora que todos os pretensos amores naufragaram].