sexta-feira, agosto 31, 2012

Contra interpretação


Diatribes

Bom descer lá na casa da palavra para conversar com Cris sobre teatro, cinema, sobre literatura; comer pipoca e ver esvair-se aquele meu indefensável mau humor;

Desci numa dessas lojinhas de um-e-noventa e nove e trouxe essas bobagens para casa que adiei - de pano de patos a escorredor de louça - deu tempo ainda de correr atrás de um bom tapete para agasalhar o chão e convidar os amigos para virem aqui; 

Dos livros que comprei na Cosac & Naif (por uma estranha promoção que pôs tudo pela metade do preço), a esperança que logo cheguem embora não haja tempo para ler;

Luquinhas mandando as boas novas fotográficas;

Uma saudade do cão de Pedrerico;

Uma saudade grande do cão Big;

O regime de fome imperando com cenouras cozidas na geladeira;

Correr na esteira ouvindo ainda as canções que preciso trocar;

E o frio que chegou desacelerando a urgência que tenho de tudo.

quinta-feira, agosto 30, 2012


Hoje, dia 30, é aniversário da minha maravilhosa irmã Márcia (ou Cinha ou Marismárcia, como eu gosto de chamar). Que seja cheia de alegrias e realizações. Com todo amor, do seu irmão Eduardo.

A greve de Eisenstein em grafite



Bela transposição artistica de A greve, de Seguei Eisenstein (e também de Guernica, de Picasso) para o grafite. Em exposição no Sesc Santo Amaro. Mais AQUI.

Luiz Ruffato e Coletivo Lugar-comum


Hoje, quarta, estive no Sesc-Pompeia acompanhando o coletivo de Recife Lugar-comum, e aproveitei para conhecer o escritor Luiz Ruffato, que estava lá para um bate-papo. Ele é um dos autores contemporâneos que mais admiro, e foi ótimo poder falar diretamente com ele sobre seu processo de criação e vários outros aspectos de sua obra. Além do mais, ele é simpaticíssimo e bem disposto para dialogar. Tenho que agradecer ao Conrado, que me levou até este Sesc e me apresentou também o coletivo de artistas do qual particípa, umas pessoas incríveis e com as quais eu também me propus a ajudar em trabalhos de cinema e vídeo. 

segunda-feira, agosto 27, 2012

O Redentor e a Monalisa


Em todo canto do Rio a gente consegue ver o Cristo. Desconfio que existam vários Cristos estrategicamente colocados em vários cantos desta cidade para enganar os turistas. Sabe ilusão do sorriso da Monalisa?

Triste Bahia


Triste Bahia! Ó quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vi eu já, tu a mi abundante.

A ti trocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado,
Tanto negócio e tanto negociante.

Deste em dar tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sagaz Brichote.

Oh se quisera Deus que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fora de algodão o teu capote!

Gregório de Matos



[Caetano continua me surpreendendo. Procuro um soneto satírico do Gregório de Matos e esbarro no Youtube com este, mas musicado por Caetano ainda na fase tropicalista. Extraordinária a entrada de berimbaus, no toque da capoeira, na cadência africana e nordestina em que sua voz se dobra e desdobra lindamente, virando baião e inserindo pontos de macumba e música folclórica. Eu, vindo de ônibus do Rio, de repente, escuto isso na estrada, à noite, com aquelas faixas brancas de asfalto passando por meus olhos. E fiquei pensando em como tudo, a vida, a arte e o Brasil são extraordinários. A vida é sempre mais. De um poema acusatório de Gregório de Matos sobre a decadência moral econômica da Bahia/do Brasil, Caetano reverte e encontra e ressalta, só no seu canto, a grandeza. Lindo até não caber mais. Devo dizer que isso me emociona e encanta profundamente? E que fico triste pois me lembra a minha imensa defasagem no ponto de vista de criação? Tudo que pudendo não realizei?! Haverá tempo?]

Samba na Lapa com Jô




26.8.2012.

Sobre mortos, cemitérios, monumentos e perenidade


O acúmulo local dos mortos na igrejas, ou nos pátio das mesmas, tornou-se repentinamente intolerável, ao menos para os espíritos "esclarecidos" da década de 1760. Aquilo que durava há quase um milênio sem provocar reserva alguma já não era suportado e se tornava objeto de críticas veementes. Toda uma literatura menciona o fato. Por um lado, a saúde pública estava comprometida pelas emanações pestilentas, pelos odores infectos provenientes das fossas. Por outro, o chão das igrejas, a terra saturada de cadáveres dos cemitérios, a exibição dos ossários violavam permanentemente a dignidade dos mortos. Reprovava-se a Igreja, por ter feito tudo pela alma e nada pelo corpo, por se apropriar do dinheiro das missas e se desinteressar dos túmulos. Rememora-se o exemplo dos anciãos, sua devoção aos mortos atestada pelos restos de seus túmulos e pela eloquência de sua epigrafia funerária. Os mortos não mais deviam envenenar os vivos, e os vivos deviam testemunhar aos mortos, através de um verdadeiro culto leigo, sua veneração. 



Os túmulos tornavam-se o signo de sua presença além da morte. "Uma presença que não suponha necessariamente a imortalidade das religiões de salvação, comoo Cristianismo. Era uma resposta à afeição dos sobreviventes e à sua recente repugnância em aceitar o desaparecimento do ente querido. Apegavam-se a seus restos. Chegava-se mesmo ao ponto de conservá-los à vista em grandes frascos com álcoo como Necker e sua mulher, os pais de Madame de Staël. É certo que tais práticas, se foram preconizadas por alguns autores de projetos utópicos sobre as sepulturas, não foram adotadas de maneira geral. Mas a opinião comum quis conservar os mortos em casa, enterrando-os em propriedades da família, ou ter a possibilidade de visitá-los, caso estivessem enterrados em um cemitério público. Para ter esta possibilidade, deviam estar em sua própria morada, o que não era o caso na prática funerária tradicional, em que ficavam na igreja. Antigamente, enterrava-se diante da imagem de Nossa Senhora, ou na capela do Santo Sacramento. 


Agora, queria-se não só que se voltasse ao lugar exato onde o corpo havia sido colocado, mas também que esse lugar pertencesse, como propriedade exclusiva, ao defunto e a sua família. Foi então que a concessão da sepultura tornou-se uma certa forma de propriedade, subtraída ao comércio mas com perpetuidade assegurada. Foi uma grande inovação. Vai-se, então, visitar o túmulo de um ente querido como se vai à casa de um parente ou a uma casa própria, cheia de recordações. A recordação confere ao morto uma espécie de imortalidade, estranha ao começo do Cristianismo. A partir do fim do século 18 na França - principalmente no decorrer dos séculos 19 e 20, anticlericais e agnósticos -, os descrentes serão os visitantes mais assíduos dos túmulos de seus parentes. A visita ao cemitério foi - e ainda é -, na França e na Itália, o grande ato permanente de religião. Aqueles que não vão à Igreja vão sempre ao cemitério, onde se adotou o hábito de pôr flores nos túmulos. Aí se recolhem, ou seja, evocam o morto e cultivam sua lembrança. 


Trata-se, portanto, de um culto privado, mas também, desde a origem, de um culto público. O culto da lembrança imediatamente estendeu-se do indivíduo à sociedade, seguindo um mesmo movimento da sensibilidade. Os autores de projetos de cemitérios do século 18 desejam que estes sejam ao mesmo tempo parques organizados para a visita familiar e museus de homens ilustres, como a catedral de Saint-Paul, em Londres. Os túmulos dos heróis e grandes homens seriam venerados pelo Estado em tal local. (...) Pensa-se, e mesmo sente-se, que a sociedade é composta ao mesmo empo de mortos e vivos, e que os mortos são tão significativos e necessários quanto os vivos. a cidade dos mortos é o inverso, sua imagem, e sua imagem intemporal. Pois os mortos passaram pelo momento da mudança, e seus monumentos são os signos visíveis da perenidade da cidade. 


in História da morte no ocidente, de Philippe Ariès. pp 77-78.


A serpente, de Nelson Rodrigues


Assisti ontem, 26/08, na Caixa Cultural, no Rio. Absolutamente decepcionante. Confundiram intensidade com histeria. Uma leitura equivocada, já que a proposta de Nelson para A serpente, era a criação de uma peça sintética. Por isso, pensou-a curta - em um único ato -, de modo que ela fosse composta quase que exclusivamente de momentos climáticos. Nessa montagem aeróbica, o cenário é um gramado ladeado pelas arquibancadas/platéias (sim, postas no palco), um banco de praça, uma rampa representando a beira da janela do edifício onde personagens ameaçam se lançar.

Como aproveitamento da cena, corridinhas desnecessárias, des/interpretações aos gritos, sem cuidado com as palavras, e numa aceleração (a peça dura exatamente uma hora) que impossibilita o envolvimento empático/emotivo de um texto de alta densidade psicológica e poética. Piorando tudo, inserts de canções (em inglês) equivocada, quebrando clímax e banalizando o texto. A récita-metralhadora e o desempenho lamentável dos atores (tanto na voz quanto ao trabalho de corpo), só acirra em mim o desejo de rever no futuro A serpente rodriguiana sem o ranço de montagens pretensamente modernetes que criam uma cisão (não-significativa) entre obra e encenação. 

Posto o cartaz, indubitavelmente, o melhor desta "montagem".


sábado, agosto 18, 2012

Rodriguianas tragédias para rir


Assisti neste sábado no Centro Cultural Banco do Brasil - São Paulo. Superou minhas expectativas essa deliciosa adaptação para o teatro de alguns daqueles folhetins rodriguianos de A vida como ela é. Cheio de boas saídas teatrais, atores afiados, humor, excesso, nonsense e alegria. Espetáculo de teatro de primeira, fazendo Nelson oscilar entre a ópera e o teatro de bonecos. Trilha sonora de cair o queixo, cena muito limpa, muito econômica e investimento no over das atuações, nas caricaturas, na replicação de um personagem no outro, até tudo tornar-se farsesco, máscaras coladas à cara para o ridículo da vida, para o trágico das convenções no qual nos engessamos, engessamos o amor e socialmente nos aprisionamos em convenções. Humor maiúscula, mas não aquele humor vazio, posto que nunca abdica à ironia; mandando para casa do c. o politicamente correto (ou politicamente hipócrita). Bati palmas lá, entusiasmadas depois de vários Nelsons insossos. Bato também aqui, por/para esse trabalho e esses atores abençoados que fizeram meu sábado mais feliz. 

Restaurante na Liberdade de Massa Chinesa



Quem apresentou foi o Tiago, e fomos lá, eu, ele e Marcela.

Ulysses e Paulo Coelho




O livro de Joyce resistiria até hoje construído em torno do vazio?

MARCELO TÁPIA
ESPECIAL PARA A FOLHA

Folha de São Pualo, 17 de agosto de 2012.

Pois é: "Ulysses" está na ordem do dia, novo de novo. O relato sobre o dia 16 de junho de 1904 vivido por Leopold Bloom, Stephen Dedalus e Molly Bloom reaparece questionado em seu "conteúdo". Numa frase: toda a vida e a vida toda cabem nas horas de "Ulysses".

Noventa anos depois de publicado, o livro resistiria por um fator que lhe fosse externo, algo como um "fetiche do difícil", construído em torno do vazio?

A questão está no que se quer encontrar no romance-marco do século 20. Ele não foi feito para ser entretenimento fácil -embora seja divertido- ou de utilidade relativa a carências do leitor, sejam elas quais forem.

Mas nele se encontram o homem comum, a morte, o amor, o ódio, o sexo, o adultério, a carne, a perda de um filho, a razão, o delírio, a mudança, a culpa, a descoberta, a grande aventura do mundo. É difícil e fácil como o mundo, pois criado à semelhança dele.

"Estilo" e "conteúdo" são indissociáveis no texto de Joyce. Nele, a linguagem também é personagem: para cada capítulo, um narrador, um modo de contar e de criar; para o todo, obras, formas, fatos, pensamentos que se cruzam.

Homero e referências díspares de toda a história literária convivem em "Ulysses".

Num dia em que aparentemente pouco acontece, há a chance de um tempo marcante, eterno, que tudo contém. Nele há espaço para um café da manhã, para um enterro, para um sabonete com aroma de limão siciliano.

Para o "pai de todos", por vezes imponente, por vezes uma lânguida flor flutuante; para todo o corpo da mulher, o topete do amante, os carnívoros palitando a dentuça, a cama, a lembrança, o reencontro, a alma, a transmutação, o pai, o filho e o espírito santo.

Como escalar o cume desse dia? Com coragem e alegria. Há diversos meios de acesso; a jornada desafiadora traz recompensas.

Para enxergar as graças de "Ulysses", não se pode caber em si: é preciso enfrentar o indefinido, às vezes indecidível. E, como que por um buraco de fechadura, um mundo excitante, uma história imensa, até aparece, revelando-nos como pode ser imortal o emaranhado da consciência, o enredo da vida e da escrita.

Para evocar uma opinião célebre, leiam-se versos da "Invocação a Joyce", de Jorge Luis Borges, aqui traduzidos: "Que importa nossa covardia se há na terra/um só homem valente,/[...]que importa minha geração perdida,/esse espelho vago,/se teus livros a justificam.[...] Eu sou todos aqueles que teu obstinado rigor resgatou. Sou os que não conheces e os que salvas".

Marcelo Tápia, poeta e tradutor, é doutor em teoria literária pela USP, diretor da Casa Guilherme de Almeida e organizador do Bloomsday em São Paulo.


A falecida, de Nelson Rodrigues


Assisti nesta sexta, no Teatro Popular do Sesi. Descarnado, desmembrado, destituído de corpo.

História da morte no ocidente, Philippe Ariès


Um livro de ensaios geniais que descobri nessa coleção da Saraiva.

Saraiva e seus livros de bolsos


E as belas ilustrações do Loredano. Aqui.



sexta-feira, agosto 17, 2012

Batman, o cavaleiro das trevas renasce


Registre-se. Batman no Imaxx com Marcos e Ayrton na quarta passada às 22h. E foi bacana demais.

quarta-feira, agosto 15, 2012

Atores e suas acrobacias


Cafeteira Studii


Minha cafeteira oficial, pois não me lembro se ja postei aqui a felicidade desta aquisição.

Meu amigo Marcos


Então estava no facebook, entra o Marcos, conversamos e ele pergunta se já almocei (era 12h) e se não quer que ele passe aqui pra gente ir comer lá no Bexiga. Demorou. Mas juro, que se soubesse que vinha de moto tinha recusado. Acho que faz mais de um ano que estive com ele presencialmente, mas toda vez que conversamos parece que foi ontem, ainda no 2o ano do colégio. Sabe amizade assim, de pouco menos que vinte anos? E ele pilota tranquilo, e a moto dele é sensacional, que acabo sempre topando e indo tranquilo. 


Comemos lá numa cantina bem italo-paulistana, rua ao lado onde estão armadas as barraquinhas para festa da Nossa Senhora da Achiropita. Lugar bonito, bacana, e conversamos sobre nossas viagens recentes, ele mostrou fotos dele e da Rose no ipad. E falamos de mudanças, planos, tecnologias, oportunidades, filmes, amigos pretéritos e o futuro. Estamos sempre olhando para o futuro, não é isso que faz as amizades durarem? este presente de presente, este nunca se acomodar nas memórias mesmo de uma amizade que já dura tanto?



Casa


Chegou meu MacBook Pro Apple

MacBook Pro Apple MD101BZA com Processador Intel Core i5 2,5GHz, 4GB de Memória, 500GB de HD, Tela 13,3 ´ e OS X Lion + Microsoft Office Mac 2011.


- MAS confesso que ainda não estou apaixonado.

terça-feira, agosto 14, 2012

Boca de ouro, no Teatro Popular do Sesi


Sábado fui com Luquinhas ver Nelson Rodrigues. Esbarramos com Okuma e esposa. Ficamos de cara para a cena, no melhor lugar.

Marco Ricca está ótimo, mas falta algo à montagem, pois me parece um Nelson sem sujo, um Nelson por demais domesticado. A peça se converte então em culto, ainda mais quando as rubricas são passadas ao público em voz alta, desnudando continuamente a encenação. Acho a cenografia o fim! É cheia de vãos e embora se converta em Sapucaí, é uma Sapucaí de camarote vip, carente do suburbano, do periférico. Sem empostar o texto - para dar a dimensão do absurdo do farsesco - não se perde o impacto da palavra, aqueles diálogos magistrais que vazem Nelson, Nelson? E o que dizer da descarnada interpretação de todo o elenco, naquele tom de novela do Manoel Carlos?

Parece uma peça pensada para o público que frequenta o fim de semana da Paulista: uma montagem que aproxima esse Boca... daquela adaptação bem feitinha e anódina exibida na Globo: A vida como ela é. A vida não tinha que ser mais? Que simboliza esse nobre ouro na boca de um escroque? Achei leve, peso pena. Tudo que Nelson nunca foi e não deveria ser: aquela coisa palatável do Daniel Filho. Nelson depilado, lisinho. Amortizado, para o bom gosto da família.

Mas o grande de Nelson não está justamente em pôr em cena aquelas taras e recônditos de que todo mundo tem vergonha por que sente e faz? A violência do desejo ante a norma, o desbunde entre quatro paredes da luxúria, em tudo o tesão dando desordem ao fino da vida, causando o desnorteio que encaminha, muito burguesinho, para um final com punição na morte. Como essa anestesia?! esse Boca sem dor e orgia?! esse Ouro sem brilho?! esses dentes sem morder?   

No parque.


Mais longe.


Mais perto.


domingo, agosto 12, 2012

sábado, agosto 11, 2012

Cantiga de amor


Se em partir, senhora minha,
mágoas haveis de deixar
a quem firme em vos amar
foi desde a primeira hora,
se me abandonais agora,
     ó formosa! que farei?

Que farei se nunca mais
contemplar vossa beleza?
Morto serei de tristeza.
Se Deus me não acudir,
nem de vós conselho ouvir,
     ó formosa! que farei?

A Nossa Senhor eu peço
quando houver de vos perder,
se me quiser comprazer,
que a morte me queira dar.
Mas se a vida me poupar,
     ó formosa! que farei?

Vosso amor me levanta a tanto!
Se, partindo, provocais
quebranto que não curais
a quem de amor desespera,
de vós conselho quisera:
     ó formosa! que farei?

Nuno F. Torneol

Show da Martinália

Ontem fui com irmã e Rô assistir ao show da Martinália no Sesc-Santo André. De quebra encontrei vários amigos maravilhosos, Maristela que não via há séculos, Margarida com suas mil novidades, Cris e Grande. Gente de mais alta qualidade. 


E o show foi aquela beleza que curti demais, embora com aquele cansado de quem volta pra academia, mas sem querer paz.



E ficam as fotos do celular já convertidas por aquele programinha ActionSnap que compensa a precariedade do aparelho e preserva o movimento, quase como se fosse cinema.




 Neste 10.8.2012