segunda-feira, dezembro 03, 2012

O silêncio interior insuportável

Acho que hoje é o dia em que definitivamente mudei para casa nova. O guardarroupa chegou meio torto e incompleto. Dois dias, e os caras vieram reparar, ainda sem a parte que lhe cabe. Mas tá aqui no quarto, lindão. Subi do sexto para o sétimo com um bando de cabides e sacolas. Coube tudo. Cabe um pouco mais dessas coisas que não tenho usado muito. Hora quase de doar. Problema é organizar. Mas isso me motivou a não ir pra academia e faxinar a casa. Essas coisas de varrer, limpar banheiro, pôr as coisas da cozinha no lugar. 

Gordo, torto, morto

Estou ainda sem cama, o que torna o sexo uma prática inusitada. Tenho tédio para ver filme em casa. Fui ver o Verônica, o Crepúsculo final (minha porção masoquista), etc. Acho tudo chato. Lendo livros simultâneos: Cordilheira, do Galera; João Gilberto, Histórias verdadeiras, da Sophie Calle, Cidade de Deus. Pois é, caotico-anti-metódico.

Ontem recebi uma chamada do Marcos que me arrastou, com Rose, para a Freguesia do Ó, para um lugar bacana chamado Frangó, especialista em todo tipo de cerveja. Ótimo mignon à parmegiana. Lugar lindo, bacana, caro. Tudo agora me parece caro, pois é tempo de economia. Mas rever amigos e rir é ótimo sempre. 

Agora Sérgio e Elaine estão de celular novo, mas nem sabem ainda. Vão gostar. Vão adorar. É bom quando se pode dar um presente digno para quem a gente ama.

Morro de saudades do menino Pedro. Amor é uma coisa estranha. Amor me empobrece financeiramente, já percebi. Aliás, cadê o Lucas? Tá no Chile, eu sei. 

O silêncio do apê grande não me incomoda em nada. Mas este silêncio interior (hoje), esse aqui em mim, está insuportável. 

Tanta coisa inconfessável aconteceu no Rio, vontade as vezes de dizer sem por que o quanto ando enlouquecido por ai, mas que narcisismo exibicionista é este? Então insinuo e calo. E foi tão bom ir para a Providência e estar com a Jô e conversarmos tanto, e depois sair, e o encontro no PACC foi excelente, me chacoalhou e outros sentimentos tantos também. Aquela sede. Faltou mar. Mas sempre falta. 

A vida emergente. 

Vou levando. 

E o cada dia agora de dezembro parece uma despedida e uma entrada brusca nos 40.

2 comentários:

Jeannine Xavier disse...

Mudança é sempre bem vinda...
\o/
O problema são as consequências... rs economia, arrumação...

Anônimo disse...

"Gordo, torto, morto". Que inusitado! Parece-me bem feliz, pelo menos, a imagem diz e elas falam.

P. S. Um corpo já é uma cama, portanto,...