segunda-feira, novembro 19, 2012

Relatos de mudança e antes da viagem


Correria para terminar ensaio, relatório e me preparar para mesa de debate sobre literatura e periferia no Rio. Em casa, ainda sem internet. Hoje vieram medir as paredes. O tanque caiu, espatifou-se e quase em cima do meu pé. Perdi o show da Céu em Santo André, e levei outro bolo no encontro marcado. Cris me ligou exatamente dois minutos depois, me tirou de casa e me levou para ver um documentário sobre obesidade infantil do qual não me lembro o título. O guardarroupa que comprei é tão grande e lindo que merece dois rr da nova ortografia. 200 reais me cobraram para desmontar os armários da cozinha e levar para casa nova. 

Cadê o cara da telefonica que errou de apartamento? E a internet móvel que continua imóvel e inoperante. A casa é clara mas não tem paisagem, dá de ambos os lados para rotina de gente que não conheço e desfilam vexados a vida comum de todos nós. Mas a estante é estupenda. De diversão, zuretar o vestibular, reler Verdade Tropical, do Caetano aos saltos, e ler também Cordilheira, do Daniel Galera que é uma beleza. Sinto saudades de todo mundo, até de quem não deveria sentir. Lugares são pessoas, trazem pessoas. Maravilha comer omelete naquele restaurante bárbaro da Augusta cercado de gente bonita.

Gostando do silêncio da casa com malzebier. Brincando um tanto no celular, que é uma alegria. Filmes para ver? Ted, mais um sobre o adulto que não quer crescer, só que à maneira americana, fazendo tudo de um modo risível e feliz. Antológica a cena do ursinho espancando o cara. Vi Pedrão no final de semana, está aquela alegria esfuziante. Tenho saído e conversado muito com minha irmã. Amor da vida toda. Quando voltar digo mais.




Mística Márcia


sábado, novembro 17, 2012

Mudanca e correria

Sem internet na casa nova, adio o momento de vir aqui postar foto e contar muitas coisas bacanas que acontecem, no meio da correria de sempre. Amanha, deus queira, vejo Ceu em Santo André.

terça-feira, novembro 13, 2012

Microconto que Ana Guimarães postou no facebook






‎- Escuta! A música do nosso primeiro beijo!
- Mas eu nem te conheço.
- Calma, a música ainda não acabou...

(autor desconhecido, pelo menos pra mim)

Minha irmã agita-se mui lindamente


Tatuapé, antes da sessão de Gonzagão, pouco antes de vermos os móveis para casa nova.

A felicidade numa persiana de madeira


Quando a gente fica tremendamente feliz por ter pago várias contas e ter chamado um marceneiro especialista em persianas de madeira. Ele vem, cobra 150 reais e faz a gente subir e descer 7 andares com uma escada comprida de alumínio. Ele acaba com a pintura da parede, regateia para pôr óleo na engrenagem e você regateia em dobro fechando nos 120 reais. No final, está lá a persiana dos anos 50 correndo como se tivesse nascido ontem. E foi hoje. Olhar para ela consertada, correndo macia no caixilho ao trilho, me deixa bem orgulhoso de mim. Algo besta assim bem próximo daquela famigerada felicidade. Vai entender?! Entende?

domingo, novembro 11, 2012

Paisagem da janela

Mudo, ganho espaço e perco o horizonte. Por isso esses instantâneos colhidos com urgência da janela antes de partir para o pátio fechado onde vou morar.
 Vida que passa acompanhada, vida que permanece solitária.


Um flagrante do fotógrafo, e uma pose amistosa.

 A passarela da Santa Efigênia 
com seus cones que fazem dela uma ciclovia

 Cão guia


 Pai e filho


Um animadíssimo Dia dos mortos
ou Dia de finados



Dos paradoxos



Toda não resposta já é uma resposta.











sábado, novembro 10, 2012

E o Airton esteve aqui hoje.

Um velho amigo que vc reencontra no facebook e se propõe a vir te visitar no começo da noite. Chega com tablete de chocolate, e te felicita pelo ape novo. Um papo que vai levando tempo, falando de planos, ouvindo histórias, contando outras, falando do amor perdido/achado, de coisas do passado, trazendo contos que escrever para voce ler e comentando também os seus. Café com leite ninho na máquina expressa com pão de coco, em cima de um colchão velho no apartamento vazio sem luxo algum, e partindo de moto na garoa tímida com um abraço. Isso simples assim, atualmente me parece o máximo, naquilo que tem de singelo, surpreendente e singular.

quarta-feira, novembro 07, 2012

Filmes top

Mudança para novo ape

Sábado foi de limpeza com a Elaine. Domingo o Scasso me ajudou a levar umas caixas para o 87. E tudo sucedendo lento que só. Mas ontem levaram torneiras, chuveiro, lampadas, então o apartamento atual tá interditado e faço tudo lá. O trabalho vai ser linha telefônica e arrastar todo o restante. Achar tempo para comprar cama nova, armário novo. E dívidas. O problema agora vai ser estabilizar contas. e para piorar, o golpe daquele Speedy novo, só eu entrando nessas conversa nova da Vivo/telefônica e me onerando. 

segunda-feira, novembro 05, 2012

Quintalzão de casa.

Callas, calemo-nos

Maria Callas - Lucia di Lammermoor - Regnava nel silenzio

Eleanor Rigby, por Cassia Eller

Fantástico, tenho obsessão por essa levada reggae d Cassia num momento iluminado.





Extraordinário, quer já assimilado por todos, ouça o original. Intérprete tem que reinventar, não emular o que já foi feito (qual o sentido de cantar igual ao modo que os Beatles cantaram, isso é coisa de cover medíocre, cantor de barzinho e festa de formatura). Artista tem que ser Deus: botar o sopro e dar vida. Quem não entende isso é ignorante, e não gostar muitas vezes é simplesmente questão de gosto individual, então por que lançar pedras?

Eleanor

E há esses sites de relacionamentos onde você preenche o cadastro com seus dados, gostos, manias, predileções e taras, e por meio de complexos algoritmos localizam em um sem fim de gentes o seu par no mundo. Adão e Eva não, reabilitados os andróginos platônicos há o fogo, a terra, a lua. Ao computador, cabe unir o que Júpiter fendeu em dois sexos, gente partida, corações estilhaçados. 

Preencheu o cadastro sabendo-se singular, mas inequivocadamente unido a todos pela solidão, que é extrema e que amigos, o amor da mãe, dois sobrinhos, pornografia e sexo casual atenuam; além (é claro) do álcool - e duas ou três drogas ilegais anestesiando a vida - e fazendo-a tão patética quanto todas as vidas patéticas.

Não fumante, ex-miope, todos os dentes obturados, uma estranha dor no joelho esquerdo, oscilações de humor, certo sadismo que equilibrava seu caráter passivo-agressivo. Mentiu sobre tudo, mas também isso já estava previsto pelo programa que "consertava" cadastros cotejando dados de diversas fontes: imposto de renda, plano de saúde, seguro de carro, livros comprados, consumo em cartões de crédito, lugares reiterados em GPS, música ilegal baixada, videozinhos ridículos do Youtube, chamadas telefônicas . Porque as mentiras que dizemos, a ficção que fazemos de nós mesmos, também nos revelam.

No banco de dados, a informação processava em misteriosos caminhos. A resposta viria em três dias. Não veio. Nem em uma semana, duas. Ligou na agência, houve um silêncio por trás da linha enquanto aguardava ao som de Eleanor Rigby em ritmo de bossa-nova. Era necessário que aguardasse email, questão de inconsistência de dados; e um novo sistema se instalava no momento criando conflitos com sistemas anteriores. Não havia culpados. Tudo que era originalmente uma brincadeira, afligia-o agora, tão apenas ele no mundo. Impar, feito um panda comedor de bambu. 

[um conto em progresso...]

domingo, novembro 04, 2012

Escuadras, por Franny Glass



Amo este cd com versões em espanhol das canções de Calcanhotto. E Esquadros/escuadras soam magnificos em duas verões.

Arte no celular


Automicando-me na academia.

Arte no celular


Clicando o Scasso rumo ao Copam.

Djavan, Rua dos amores


Aquele mais do mesmo, mas bem abaixo da media. Os velhos huuuuuuuus e bossinhas djavaneadas manjadinhas de sempre. Triste vê-lo tão acomodado e sem tesão ao compor e cantar. Virou um Djavão, um Dchavão. Talvez este não seja um cd tão medíocre como o anterior, mas faz mesmo a gente ter saudade daquele samba linda, antiquíssimo e novo, que fez para Gabriela. O ocaso de um artista. E não venha me dizer que sou nostalgico, é necessário reinventar-se sempre, veja aí Caetano e Bethânia arrebentando tudo. 

sábado, novembro 03, 2012

Muitos filmes no Cinema Marabá


Quando um bom ator começa fazer filmes medíocres é sinal de decadência. Fiquei decepcionado pelo Ethan Rawke fazer um filme com um enredo tão tosco, o velho escritor que vai para uma casa onde foram cometidos assassinados, pira e põe a família em risco. Deformação de O iluminado piorado a enésima potência, e repleto de cenas constrangedoras.


 Fraquíssimo, degeneração de O exorcista com exorcismo judaico. 


Como é possível uma animação tão perfeita, com personagens carismáticos seja feita sem um enredo descente? O resultado é uma ótima premissa transformada num filme enfadonha, realmente infatiloide (não infantil) e de tantos clichês insossos, um filme sem novidade e imediatamente esquecível. Não vale nem baixar.


Estranho filme de James Bond, um tanto arrastado, profundamente edipiano e tocando o tempo todo no fato do Daniel Craig estar velho demais para o papel. Então por que não trocaram? Muito reflexivo, com a peripécia parecendo menos necessária que a relação entre Bond, M e o vilão, temos mesmo é que bater palmas para os diálogos sagazes. O mais inusitado ocorre entre James Bond e o vilão gay. 

Insinuando-se para Bond preso numa cadeira, abrindo os botões de sua camisa cheio de malícia, ele diz:
- Por que você sabe, sempre há uma primeira vez.
E Bond, para espanto geral:
- E quem disse para você que essa é a primeira vez?