quarta-feira, outubro 31, 2012

terça-feira, outubro 30, 2012

Sintomas




Insônia. Dificuldade de concentração. Compulsão alimentar. Mau humor e/ou oscilação brusca de humor. Tendência ao isolamento. Tremores nas mãos. Suores. Visão subitamente turva. Ansiedade. Apneias. Procrastinação.  Libido desenfreado. Angústia. Displicência em relação aos compromissos urgentes. Agressividade. Algo deprimido sem razão. Vitimização. Autocomplacência. Irracionalismo. Paradoxalmente: ensimesmamento e hiper-exposição.



[Sim, uma fase complexa.

Mariene de Castro


Das fotografias que me orgulho de ter feito.

segunda-feira, outubro 29, 2012

Duolingo


Surrealista e brilhante síntese.


Livros que comprei no Rio


Não gosto do João Ubaldo Ribeiro, mas ele é um fato na literatura 
contemporânea, então está aí, para ser lido.


Mario Prata é outro que acho banal, 
mas o assunto e a ideia do livro são boas.


A famosa antologia polêmica do Ítalo Morriconi que conheço desde o lançamento, mas não tinha para mim. Talvez não sejam os cem melhores contos, mas muitos deles são, além de apresentar autores ótimos ao grande público. E a polêmica foi mais que válida, pois é um livro que está em todo lugar, inclusive por 20 reais num sebo.


Está aqui porque gosto do Daniel Galera, ele escreve sujo, mal,
mas cada vez faz isso melhor; e gosto muito dele, 
e para compensar paguei dez reais neste romance.

e
O banquete
de
Silviano Santiago

domingo, outubro 28, 2012

Haddad, prefeito de São Pualo 28.10.2012


O slogan diz o seguinte: O homem novo para um tempo novo. HADDAD PREFEITO DE SP.

Não acredito em nada. Acho-o absolutamente inócuo e incompetente. Espero que o projeto partidário de levá-lo à presidência, faça-o se empenhar e administrar dignamente São Paulo, pois sua passagem na Educação não é motivo de orgulho para ninguém capaz de ver a situação atual deste setor no país. Mas tenho que aplaudir/comemorar porque Serra não dá mais mesmo.


Dia de eleição e hoje nós no Garopa


Mãe com Pedrão ao fundo.

Brincando com o celular novo.


Gonzaga - de pai para filho, de Breno Silveira


Assisti sexta à tarde em Mauá depois de receber bolo de todo mundo que convidei para assistir comigo. Ainda nos créditos um "poema" é recitado em off por Gilberto Gil que parece falar da entrada de Gonzaga no céu, e de como Gonzaga vê seu legado à distância. Já é um início acima da média. Depois surge Júlio Andrade de Gonzaguinha, numa atuação é transformação/incorporação quase inacreditável, para quem conhece o ator, para quem conhece o cantor. Ele consegue fazer a curva entre realismo e melodrama, dando dignida a Gonzaguinha com força, sem vitimização. É um show, um ator que precisa ser descoberto pelo grande público, pois a atuação dele é belíssima. Já João Miguel faz uma participação de minutos na trama, e a gente precisa se ajoelhar diante desses instante que mais uma vez ele nos surpreende.

Os três atores que interpretam o velho Lula nas três fazes são maravilhosos, uns embora limitados como atores, superam e compensam pelo carisma (e isso é para pouco) tais deficiências. A fotografia é linda e a condução de Breno Silveira é elegante, clássica, mas aí também surgem problemas. 

O filme não tem aquele timing impecável de Dois filhos de Francisco, chega a ficar muitas vezes arrastado, fraco de ritmo e o diretor/roteirista acha uma estratégia muito ruim para dar unidade às partes, que é o recurso do fadeback (saida pro passado com retorno à cena no presente) e o pior, o uso do off pontuando passagens e muitas vezes ilustrando toscamente o que é visto.

Breno trabalha o tempo todo na chave do melodrama, carregando a mão no sentimentalismo: um amor perdido que vai reverberar em todas as decisões da vida; o filho que é abandona sucessivamente pelo pai; uma mulher dividida entre o amor e o mundo e que adoece e morre; uma madrasta megera que oprime um rapaz, pobreza extrema com viradas mágicas para um auge súbito. São fatos da história dos protagonistas no plano do real, mas que o roteirista agudiza/enfatiza e bota como centro de modo construindo elementos para provocar no espectador sentimentos comuns quase arquetípico. Melodrama mesmo.

Mas aí vem o salto, pois embora imperfeito, o filme tem SALTOS extraordinários, principalmente nos momentos em que entram as apresentações musicais que são complementadas com cenas documentais de Gonzaga e Gonzaguinha que excedem tudo, mesmo aquilo que parecia pura manipulação. Então temos a dimensão, a grandeza de ambos, e é inescapável reconhecermos neles o que há de melhor no Brasil. 

Então no final, estamos tão entregues, tão felizes diante da presença, canto, das dores de pai e filho que são tão comuns nos conflitos de gerações que todos nós humanos - cedo ou tarde - temos que passar, que nos deixamos emocionar por completo. É um belo filme para um público grande, que espero que alcance, e que segue nesta linha dos filmes que estão sendo lançados: uma revisão do papel importantíssimos de figuras chaves do Brasil, das periferias, e da cultura nacional em tempos de balelas sobre desterritorização e globalização.

Chorei horrores. Eu que só consigo chorar em filmes. 

quinta-feira, outubro 25, 2012

O partido das coisas, blog do Bruno


Agora o Bruno tem um blog com o título ótimo de O partido das coisas. Vai publicar artigos, e precisa ser lido porque ele é um sujeito brilhante. Clique aqui para conferir. 

Cucaracha, de Jô Bilac


As atrizes da Cia Teatro Independente são extraordinárias sempre, mas a peça Cucaracha, que vi o teatro do Centro Cultural Banco do Brasil quinta passada não surpreende. Estava esperando que depois do sucesso de Cachorro! e Rebu, o dramaturgo Jô Bilac, o diretor Vinicius Arneiro e os atores da companhia fossem buscar outro caminho, para não se repetirem. Sai aquele excesso histérico, mas permanece certo nonsense. O melodrama é contido nessa versão que parece inspirado no "Fale com ela" do Almodóvar. Enfermeira e paciente em como num diálogo insólito revelador de paixões (principalmente da enfermeira) melodramático, mas cheio de silêncios, e busca maior de contensão e delicadeza. O problema é que crescem os vácuos, e a peça alça voo curto, aquém das expectativas, sem divertir ou emocionar suficientemente. Jô Bilac com menos verve e menor histrionismo/nonsense parece menos Jô Bilac. Agora eu, querendo mais e rezando para rodar por aqui novamente as primeiras peças para os amigos verem estes jovens que fazem do teatro uma experiencia feliz.

quarta-feira, outubro 10, 2012