sábado, agosto 18, 2012

Rodriguianas tragédias para rir


Assisti neste sábado no Centro Cultural Banco do Brasil - São Paulo. Superou minhas expectativas essa deliciosa adaptação para o teatro de alguns daqueles folhetins rodriguianos de A vida como ela é. Cheio de boas saídas teatrais, atores afiados, humor, excesso, nonsense e alegria. Espetáculo de teatro de primeira, fazendo Nelson oscilar entre a ópera e o teatro de bonecos. Trilha sonora de cair o queixo, cena muito limpa, muito econômica e investimento no over das atuações, nas caricaturas, na replicação de um personagem no outro, até tudo tornar-se farsesco, máscaras coladas à cara para o ridículo da vida, para o trágico das convenções no qual nos engessamos, engessamos o amor e socialmente nos aprisionamos em convenções. Humor maiúscula, mas não aquele humor vazio, posto que nunca abdica à ironia; mandando para casa do c. o politicamente correto (ou politicamente hipócrita). Bati palmas lá, entusiasmadas depois de vários Nelsons insossos. Bato também aqui, por/para esse trabalho e esses atores abençoados que fizeram meu sábado mais feliz. 

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