segunda-feira, agosto 27, 2012

A serpente, de Nelson Rodrigues


Assisti ontem, 26/08, na Caixa Cultural, no Rio. Absolutamente decepcionante. Confundiram intensidade com histeria. Uma leitura equivocada, já que a proposta de Nelson para A serpente, era a criação de uma peça sintética. Por isso, pensou-a curta - em um único ato -, de modo que ela fosse composta quase que exclusivamente de momentos climáticos. Nessa montagem aeróbica, o cenário é um gramado ladeado pelas arquibancadas/platéias (sim, postas no palco), um banco de praça, uma rampa representando a beira da janela do edifício onde personagens ameaçam se lançar.

Como aproveitamento da cena, corridinhas desnecessárias, des/interpretações aos gritos, sem cuidado com as palavras, e numa aceleração (a peça dura exatamente uma hora) que impossibilita o envolvimento empático/emotivo de um texto de alta densidade psicológica e poética. Piorando tudo, inserts de canções (em inglês) equivocada, quebrando clímax e banalizando o texto. A récita-metralhadora e o desempenho lamentável dos atores (tanto na voz quanto ao trabalho de corpo), só acirra em mim o desejo de rever no futuro A serpente rodriguiana sem o ranço de montagens pretensamente modernetes que criam uma cisão (não-significativa) entre obra e encenação. 

Posto o cartaz, indubitavelmente, o melhor desta "montagem".


Um comentário:

Anônimo disse...

Sinceramente, essas fotos com movimento são IRRITANTES!!! ta fazendo falta as boas fotos (antigas), que sempre captava um ponto e uma msg....

essas, pelo contrário, não mostram movimento, apenas uma sequencia que se faz disso.

volta pra antigas...

tks!