terça-feira, julho 24, 2012

Relatório de Buenos Aires



Cheguei aqui no sábado as 12h30. O hotel fica em San Telmo, delicioso bairro cheio de hoteis e hostels, que assuntam pela quantidade de brasileiros. Tanto que todo canto aceita pagamento em real, que aqui varia de 1 peso, por R2,00 ou R2,50. A crise faz um dólar valer de 4,00 a 6,00 pesos. O que me faz ficar puto por nao ter convertido no Brasil o dinheiro em dólar, ou mesmo trazer em real. Não é oportunismo, Buenos Aires é uma cidade cara, não só nesses espaços mais turísticos.

PERDI por minutos a compra do cuentos completos de Roberto Bolaño na Calle Corrientes, Jesus ajude que compre amanhã. Andando naquele metro (subte) labiríntico, um tanto decadente e totalmente cortazariano, na esperança de encontrar um Borges ceguinho (um aleph ou um zahir) por la. Fotografo e "filmo" demais, com minha cam, a intensão é colocar num curta experimental que quero montar. A Argentina são abazos partidos com medianeras. Linda linda linda de não se acreditar. E só encontro pessoas gentis quando me perco nas ruas. A comida é otima, mas estranho tanta carne e tanta batata frita. E aqueles anos de espanhol não me valeram nada, morro de vergonha em portunhol. E tudo aqui se descarrega porque as tomadas tem três pinos estranhos e não encontro adaptador. Esqueçam peças de couro, vinho. Tudo está caro como o cão. Esperem que volto mais pobrezito e mais feliz. Na tevê agora está passando Maria del barrio. A invasão de brasileiros é tão incrivel que não dá para saber como são os argentinos. Mentira, argentinos são os integrantes da banda los hermanos depois de três dias de bebedeira e outros sem dormir, e que mergulharam no guarda roupa: estranhos, elegantes/deselegantes e um tanto distantes. Quando chega as onze, saio para jantar. Amanha tento acordar bem cedo para provar o café, que é farto de pão e doces, café e suco de limão - um limão avermelhado, enorme, que quando criança chamávamos em casa de limão galego. Saudades por enquanto nenhuma de ninguém, e de todos, que gostaria que estivessem aqui comigo. 

Fotos, impossiveis. Não trouxe cabo para descarregar, e o cartão de memória não entra nesse notebook nem com a ajuda de cronópios e famas. 

Amanhã planejo um longo tour pelo bairro de Palermo.


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2 comentários:

Cinha disse...

Amore! Ainda bem que deu noticias,
curta bastante e não esqueça do meu Blue Jeans.BJs

Cleyton Cabral disse...

Delícia. :)