domingo, novembro 27, 2011

Filmes


Gosling roubando a cena com Emma Stone. Dirty Dancing, novamente, dando cria a ótimas cenas. 


Um filme pequeno e cheio de brilho. Roteiro costuradíssimo, impecável. Interpretações deliciosas. Condução de cinema. Os argentinos, mais do que superando. E o onipresente Darín encabeçando mais uma preciosidade.


Uma maravilha essa Babou de Huppert. Com esse Brasil nunca realizado, projeto de alegria de alguém que se lança loucamente à vida.

sábado, novembro 26, 2011

Torpedo

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Parece bobeira, 
mas não é possível medir o bem que me faz
essas mensagens torpedando desejos
no meu celular.











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Relógio, de Oswald de Andrade


Mais uma preciosidade da exposição.

sexta-feira, novembro 25, 2011

Habemus papam, de Nani Moretti


Bravo, bravíssimo!!!

Um papa em crise para um mundo em crise.

quarta-feira, novembro 23, 2011

Estrelas revividas em computação gráfica



Roubei descaradamente de amigos do facebook. Agora que venha novos filmes com elas.

Um dos poemas mais lindos do mundo

Oswald de Andrade.

Museu da Língua Portuguesa - Luz















Estive um bom tempo de coração partido.
Agora meu coração está dividido, assim
meio a meio
e brilha um sol
entre as duas metades.

terça-feira, novembro 22, 2011

segunda-feira, novembro 21, 2011

Virando do sábado para o domingo

Muito louco, virei a noite do sábado para domingo, num gás esquecido. Queria estar em São Paulo, e viver a cidade um tanto mais como faço se estou no Rio. E pouco depois das onze, já tinha comido no Estadão, já tinha fotografado a cidade, o Teatro Municipal, onde fui ver se conseguia ingressos para assistir a sinfônica, mas não vai ser desta vez. 



Desci na Estação da Luz para ver o show de comemoração do Dia da Consciência Negra. Músicas angolanas, moçambicanas, batidas afroamericanas, soul e samba. Dia de sol, gente ensolarada. Lindo de se ouvir. 

E corri para ali ao lado, para ver a exposição no Museu da Língua Portuguesa, do Oswald de Andrade. Menos que a de pessoa, mas uma homenagem feliz ao Oswald. Falta anarquia. Mas é querer demais para o Museu da Língua Portguesa.


Peguei metrô de novo, agora correndo pela Linha Amarela, uma viagem mesmo, para descobrir que a diferença entre o metrô Consolação e o Paulista são alguns passos e deslizar na esteira rolante.

Descendo a Augusta, descobri o sebo de um amigo que de tão velho quase não é mais amigo, o Maurício. Fucei livros ótimos, mas é preciso guardar para feirinha da USP, se é que haverá.


Descer a Augusta tem objetivo: chegar ao Shopping Frei Caneca. Tinha resolvido assistir a todo custo Os 3, de Nando Olival. Então me liguei que estava sem carteirinha, para meu espanto saquei um crachá velho de professor e só paguei cinco mangos no filme, que por ser tão barato não mereceria a crítica pesada que vou fazer e publicar lá no site Soul Art.

Depois do filme, resolvi ver a exposição do Miles Davis no SESC Pinheiros, agora bem acessível graças a linha Amarela. 

É a exposição mais bela sobre um artista que já vi em toda minha vida. Ponto. E é imperdível!



Aproveitei para comprar ingressos para primeira segunda de dezembro ir com alguns amigos assistir ao Pret-a-porter mais recente do Antunes Filho. Queria ter ficado para ver o Show do João Bosco, mas não aguentava mais me entupir de café. Isso de passar a noite em claro - um ou dois cochilos para pegar fôlego, definitivamente ficou no passado.


Cheguei cedo em casa, tempo de ver Pedrão. De jantar com mãe. De assistir Deja vu com Denzel Washinton. De pensar que se conseguisse vencer a preguiça a vida iria ser mais interessante. Sentimentalmente. Culturalmente. 



domingo, novembro 20, 2011

OS ALTRUÍSTAS


Assisti na sexta, com Cinha. Ro e Lucas no TEATRO AUGUSTA. Direção e adaptação de Guilherme Weber (da Sutil Cia de Teatro). Texto de Nicky Silver. Com Mariana Ximenes, Kiko Mascarenhas, Jonathan Haagensen, Miguel Thiré, Stella Rabello.

Estranha comédia. Pesada. Anárquica. Modernosa. Tenho que sentar e escrever. Vale. 


Luks, na noite Paulistana, com grafites eletrônicos ao fundo, projetados nos prédios.

sexta-feira, novembro 18, 2011

Óculos


Hoje encontrei Cris no centro de Santo André, para falar da sua viagem à Cuba, para combinar nossa viagem à Cuba em julho. Aproveitei para chamar o Luquinhas para nos encontrar, comer no Habbis, aquela taça imensa que  atravanca regime,  perambular no shopping, ver livrarias etc. Amanhã, teatro com irmã, terça Betha cantando Chico (que eu ando merecendo!). E um tanto de coisas (envolvendo afetos), mas não é tempo de anunciar acontecimentos recentes. Fiquemos nos outros: almoço com Tininha e irmã; jantar no Conjunto acional super mestre Djalma (me dizendo sempre as mais incríveis coisas sobre cinema e vida). Mário de Andrade de manhãzinha. Aquele olhar indubitável. Ouvidos concentrados em canções: Roberta Sá, Marisa Monte, Mariana Aydar, Marcelo Camelo, Criolo, Caetano ao vivo, e mais. Incluo nas realizações do ano quitação de impostos em atraso. Compra de roupas bacanas. Cachecol. Horas suadas de academia. Compras em supermercado. Leituras diárias e compulsivas de jornais. Séries em série. Literatura contemporânea girando vertigem. Decisão de viagem de fim de ano. Argentina. Portugal. Madri. Os convites pipocando etc. Muito a fim de sim para tudo, todas as horas. Disponível. Decisão de não ir a balada por desinteresse grande , nas velhas figuras. Pretérito. E a cidade acenando meu retorno. E eu atolado até aqui, nesse sentir novo, de novo.


quinta-feira, novembro 17, 2011

quarta-feira, novembro 16, 2011

Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato


Eles eram muitos cavalos. Obra de Luiz Ruffato. Meio livro de contos, meio romance. Encadeamento de tramas com personagens, espaços, tempos, forma, estrutura, modos de disposição na página distintos: de descrições de ambientes à orações. O centro é São Paulo, portanto, estado/cidade protagonista. Alguém escreveu que se trata de um mundo caleidoscópios. Parece filme coral, mas sem precisar exatamente os personagens, o que dispersa a leitura e aos mesmo tempo, com base nos microcosmos particulares, permite a apreensão de uma totalidade do ser-cidade construído em suas impressões variadas. Mercado árabe, algaravias. Mas de certo modo, um escritor preciosista (muito preciso), calca no detalhe as diferenças culturais (mesmo no vocabulário/linguagem)  os abismos entre o eu e a paisagem. Tensão e conflito. O autor é engenhoso, uma cruza de Guimarães Rosa e Rubem Fonseca. Inteligência pulsante. O livro é político e poético. Vigoroso e falsamente disperso. Prende, mas seu excesso também anestesia. Uma espécie de inventário da vida na cidade. Cedo ou tarde sei que também me encontrarei também dentro dele.

Leio no ônibus, nos trens, um pouco antes de pegar no sono. Comecei ha dois dias, estou na metade. 

segunda-feira, novembro 14, 2011

Três filmes

Late Bloomers - O amor não tem fim. Assisti no Reserva Cultural no domingo numa plateia cheio de idosos. E foi uma experiencia maravilhosa que enriqueceu o prazer do filme, já que envelhecer é o tema central do filme. A diretora não consegue ir longe no tema. Mas o filme tem Isabela Rossellini. E só isso vale o filme.



Sarah Jessica Parker, mais do mesmo.


Bom. Momentos líricos. Filho sofrendo com a perda do pai e passando por um processo de apaixonamento. A família como constituição do ser. O cãozinho mais apaixonante do mundo. Um filme gay como temática, como questão, afetividade etc. Também sobre relações: amadurecer/envelhecer e entregar-se à vida. Ritmo mais dilatado e poético na linha de Sophie Coppola. Apesar de tudo: insuficiente. 

sábado, novembro 12, 2011

Os 3



Triângulo amoroso nacional.

Nando Reis arrebentando sempre



Ele canta mal, desafina, tem uma vozinha de nada. Mas ele fez o melhor nos Titãs, ele fez o menor com o Mais de Marisa Monte, ele fez o melhor do melhor com Cássia Eller. E tá ele aí, ao lado da Ana Cañas, que sempre achei mediana, cantando essa deliciosa canção que me lembra muito moda de viola. Ouvi no carro pela primeira vez ao lado da irmanzinha. Viva Nando Reis.

sexta-feira, novembro 11, 2011

quinta-feira, novembro 10, 2011

Bruno Mars -



Um clipe aparentemente simples, muito bem feito.

Eu no Photoface Dashboard


Se tivesse cabelo, bem que poderia ser assim. Esse site/programa é ótimo, me diverti horrores. Recomendo.

http://host-d.oddcast.com/php/application_UI/doorId=357/clientId=1/

quarta-feira, novembro 09, 2011

Olhar crônico

Há coisas que não digo. As que digo, estão por aqui. Dizer também passa por esse filtro da perspectiva e do engano. Discussões familiares não entram aqui. Manias. Cansaço. Caronas. Decepções. E coração emparedado. Coceiras. Risos inesperados. Boas aulas. Atrasos. Tempo longo respondendo emails. A certeza de um comentário indelicado, abrupto, dito a alguém bacana, mas que não permite simplesmente recuo. Expectativa de mensagens. Encontros fortuitos. Francês e convite à dança. Logo eu. Leitura diária obsessiva de jornais que se acumulam ad infinitum. Acrescento: empilhamento nos quartos. A casa velha que se vai pintar. O mau humor. Visitas a apartamentos e indecisão: aqui ou lá no Rio onde a onda é outra e as perspectivas parecem amplas, com cara de paisagem e horizontes. Os quilos a mais. Mergulhar num azul piscina, feito em Blue. Um interesse sexual bruto e perturbador roendo dias, noites. Programas de tevê. Enfado. Música nova intermitente enquanto corro na esteira da academia onde o armário foi arrebentado mas não houve furto. Não ando perdendo nada. Nem tempo. Leio/releio velhos livros, outros largados. Comprei vários. Mas nem escrevo mais contos com enredo. Tudo em aberto. Êta Drummond, vida besta mesmo também a minha, sendo que tudo é interessante o tempo todo. Tédio. A barba por cortar corretamente. Ixi, que infinito sacolejo de Caetano em Zie. Longo percurso de Saladino à casa da irmã. O sono difícil. Adiamentos de dentistas, casos de dívidas e impostos. E conversa ampla, coletiva. Ando despudorado que só. Bonitos elogios que me fazem. Recebo. E medo. Nunca falo do medo que sinto. Ando terrivelmente intolerante. Essa varrição para baixo do tapete de urgências. Encontros, reencontros e supressões. Pressão baixa. Sono sonâmbulo. Tudo vai bem, e que aflição é essa? Et coeteras. Sabe precisão de Deus?

segunda-feira, novembro 07, 2011

No Unibanco, com Tininha





Rever é ótimo. Tininha e Almodóvar, o Unibanco, um ótimo café, e A pele que habito. Seguindo uma tradição boa de amizade saímos juntos, almoçamos com irmanzinha em Santo André. E ela me mostrou o carro novo, falou dos planos para breve de viagem à Europa, também do convite que me fez para ir para Floripa, mas não vou, é tarde. Falou também do distanciamento que teve pós-câncer, de reencontro consigo, da introspecção repentina, necessária. Disse tudo isso como quem se desculpa da ausência sentida. Fez convite. Fuçamos sebos. Livrarias. Foi quase domingo todo. Peguei na internet o bolo holandês. Nos queremos bem, assim por que nós gostamos de nos ver e temos muito a dizer um tanto sobre tudo. Não será isso o que sustenta amizades: O fato de nos sabermos no mundo um tanto menos sozinhos?

A pelo que habito, de Pedro Almodóvar


Extraordinário
Extraordinário
Extraordinário

!!!

Buika

Obrigado, Amodóvar por me apresentá-la.

This must be the Place

This must be the Place, do diretor italiano de Il Divo, Paolo Sorrentino com Sean Penn. Por que será que eu acho que esse filme será muito muito especial? Só pelos planos/travellings de filmagem e a performance de Penn acho que já tá valendo o ingresso.

Monica e Vincent dançam

Monica Bellucci e seu marido, Vincent Cassel, no filme L'appartement

Dream house


Sexta-feira, cinema de Mauá, bonzinho, falsamente fantasmagórico, mais para o suspense. Bons atores, mas um tanto fraco. 

quinta-feira, novembro 03, 2011

Reféns, de Joel Schumacher


Mais um alerta: fuja deste. Vi na semana passada, baixado aqui no computador. Cage com as caretas de sempre. Kidman um pouco passada para fazer a desiludida sensual. Vilões ridículos, aliás, condução inverossímil da história. Mais uma bobagem de Joel Schumacher que fez aquele Batman colorido, com mamilos salientes e diálogos sofríveis. Tudo aqui é ruim e óbvio. Alerto, pois sinto que alguém tinha que ter feito isso por mim.

Contágio, de Steven Soderberg


Baixei no cinema do shopping de Santo André depois de uma maratona de aulas para ver. Chamar Contágio de fraco é um elogio. Mais que fraco, um desperdício de elenco. Para começar Cotillard fazendo papel de coisa alguma; Matt Damon de marido inexpressivo traído e pai zeloso; Kate Winslet adoecendo e morrendo lentamente; e Paltrow tediosa e sorumbática até emular The walking dead. Um Jude Law oportunista, meio perdido e sem clara definição. E Laurence Fishburne fazendo papel de CSI. Até o ritmo, os efeitos e a paranóia são mal dirigidas. Filme frio, com desperdício de locações em vários pontos do globo e para piorar o inverossímil desfecho em que os americanos em auto-sacrifício acham a cura do vírus chinês. Chinês ainda por cima, ou seja já saíram dos mulçumanos, dos russos, dos vietcongs e agora, o inimigo é a China. Ridículo. Soderberg recentemente comunicou para prestes sua precoce aposentadoria. Talvez não seja uma má notícia.

Tomie Ohtake 02.11.2011







Rumo ao Tomie Ohtake para ver Chapin











Rafaela, Lucas e eu, indo para o Instituto Tomie Ohtake para ver
exposição Charles Chaplin e a sua imagem