segunda-feira, agosto 22, 2011

Sem pensar, no TUCA


Ontem fui ao TUCA, no maior frio para ver SEM PENSAR. Culpa do Dom, que comprou pro domingo, pra primeira fila, e eu atrasado, saí correndo, cheguei com a peça já iniciada. Eu não tenho escrúpulos. E a peça é toda limpa, arejada, bonita. Denise Fraga está aquele sol maravilhoso que ela é. E tudo está certo nesta peça inglesa escrita por uma moça de 19 anos para um curso e que fez sucesso fora, e no Tuca a casa estava lotada para peça e para o debate que houve ao final com atores. A peça funde drama de casal, comédia de costume e pedofilia soft. Oscila entre drama, clichês e comédia. Termina abruptamente a meu ver, como se fosse um espirro interrompido. Termina quando o fim exigiria um desenvolvimento, num movimento anticlimático (assim eu senti). Gosto da divisão da ação em planos da casa, do timing da peça, da atuação de Denise, de pequenos gestos do elenco todo. Há algo de cena/cinema/tv que o diretor/marido Luiz Villaça põe no palco. Não é uma obra-prima dramatúrgica, tem sim uma marca  grande demais de teatro infanto-juvenil, algo de crônica-cômica cotidiana a qual dizemos ok., e a crise do casal é aquela mesma velha crise de casal que nada acrescenta ou transcende no plano da arte. Não nos decepciona, pois a vemos com grande empatia do melhor que foi feito dentro desse texto de curto alcance. Não é o bastante, mas o suficiente para um domingo frio. 

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