domingo, agosto 14, 2011

Pessoal intransferível

escute, meu chapa: um poeta não se faz com versos. é o risco, é estar sempre a perigo sem medo, é inventar o perigo e estar sempre recriando dificuldades pelo menos maiores, é destruir a linguagem e explodir com ela. nada no bolso e nas mãos. sabendo: perigoso, divino, maravilhoso. poetar é simples, como dois e dois são quatro sei que a vida vale a pena etc. difícil é não correr com os versos debaixo do braço. difícil é não cortar o cabelo quando a barra pesa. difícil, pra quem não é poeta, é não trair a sua poesia, que, pensando bem, não é nada, se você está sempre pronto a temer tudo; menos o ridículo de declamar versinhos sorridentes. e sair por aí, ainda por cima sorridente mestre de cerimônias, "herdeiro" da poesia dos que levaram a coisa até o fim e continuam levando, graças a Deus. e fique sabendo: quem não se arrisca não pode berrar. citação: leve um homem e um boi ao matadouro. o que berrar mais na hora do perigo é o homem, nem que seja o boi. adeusão.

Torquato Neto

4 comentários:

Cleyton Cabral disse...

ué, meu comentário sumiu?

Anônimo disse...

Pretty insightful. Thanks!

My blog:
rachat credit particulier www.rachatdecredit.net

marcio_LG disse...

Não gosto das pessoas que destroem a cultura. Acho que temos sempre que dar valor às nossas tradições e tentar acrescentar algo. É muito fácil o sujeito dizer que o verso está morto, porque ele teve toda a educação fundamentada numa vida eterna dos grandes valores.
Para quem já teve isso, é fácil querer acabar com tudo para que os próximos não possam ter... Imagina se a poesia fosse apagada e substituída sempre pelo valores do momento. Onde estaríamos? É feio, triste e deprimente ver como a destruição das coisas belas é tão bem aceita hoje em dia.

.lucas guedes disse...

amo.