quarta-feira, abril 13, 2011

A MOSCA

Pequena Mosca,
Teus jogos de estio
Minha irrefletida
Mão os destruiu.

Pois como tu,
Mosca não sou eu?
E não és tu
Homem como eu?

Eu canto e danço e
Bebo, até que vem
Mão cega arrancar-me
As asas também.

Se é o pensamento
Vida, sopro forte,
E a ausência do
Pensamento morte,

Então eu sou
Uma mosca travessa,
Mesmo que viva
Ou que pereça.

William Blake


[Hoje, o Guilherme apareceu lá no Henfil com este poema, que está analisando para faculdade. Tão bonita essa tradução do José Paulo Paes, que não resistindo, boto aqui para confirmar meu apreço]

2 comentários:

Daiianee disse...

Saudades do Gui,Henfil.
Saudades do Prof Eduardo :D

Eduardo Araújo disse...

É so aparecer. beijos, amore.