sábado, abril 30, 2011

PERDA

E não é que mexendo na câmera nova acabei formatando tudo que eu fotografei recentemente. Sorry Cleyton, sorry Rod. Baixei um programa pra recuperar. Oremos.


Abraço

quarta-feira, abril 27, 2011

LONGA

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e hoje, do nada, o roteiro inteiro, começo ao fim, deste longa que eu gestava interiormente. o título vou roubar do cleyton: PARAÍSO, 15h30. agora é acreditar para realizar.







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segunda-feira, abril 25, 2011

Um dia depois de ver o Escher

Garganta (inflamada) aos gritos. Roupas trancadas dentro de casa. Pedrerico esfuziante. Mama en su vestido muy lindo. Encontro com o menino das Relações Públicas, mas que trabalha naquele café do aeroporto de Congonhas. Encontro com Cleyton na Paulista. Leituras postas à prova. Fotos na rua. Massa naquela cantina nos Jardins depois de longo périplo. Os tênis bonitos que parecem desenhados nos pés. As lojinhas de eletrônicos para perder horas. As mil mensagens de eu te ligando sem que sobrevenha em alô amoroso. A espera na livraria Cultura. A mensagem que veio atrasada e me atordoou. O livro de entrevistas do Júlio Cortázar sobre contos de inacreditável preço. Exposição de autômatos na FIESP. O disco novo do Marcelo Camelo que me acompanha para casa, e que me irrita um pouco com aquela palavra solidão em todas as letras. Esses filmes que assisto ao chegar em casa e que não me animo em por aqui. O disco pascal de Calcanhotto que Conrado me indicou por email. Longo período respondendo correios, pesquisando sobre os contemporâneos que leio incessante e que me formulam ideias para novos trabalhos. Nada mais adiado. Os apartamentos que ruem ao meu olhar. E tudo vibra brilhante na minha câmera que rouba imobilidades. A cidade um pouco fria. O tráfico de olhares. E você que não pode vir ao meu encontro. Como sozinho. O ensaio rascunhado à mão, finalizado afinal. Amanhã leciono sobre a literatura fantástica. Ando cheio de revelações. Vou à academia. Não ando mais com inspiração (ou talento) para dizer outra coisa no Revide senão das coisas práticas. Mas breve, volto a enlouquecer com bons planos e amigos reunidos ao pé do sofá com planos explosivos para fazer a diferença em tempo em que nada acontece. E me martela a frase cínica do Vonnegut: "Se Deus não estivesse morto, ele seria ateu."

domingo, abril 24, 2011

noite

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neste madrugada, meu coração está rareando de amor. 


                       sabe certa porção de desencantamento?

Cin, no CCBB




Fotografando ontem, na Sé
23.04.2011


Oito regras para escrever um conto, de Kurt Vonnegut lista oito regras para escrever uma história curta:

 1. Use o tempo de um completo estranho de tal maneira que ele ou ela não sinta que o tempo foi desperdiçado.

2. Dê ao leitor ao menos um personagem pelo qual ele pode simpatizar.

3. Todo personagem deve desejar algo, mesmo que seja apenas um copo de água.

4. Toda sentença deve fazer uma ou duas coisas: revelar o personagem ou avançar na história.

5. Sempre que possível, comece sua história pelo ponto mais próximo do seu final.

6. Seja sádico. Não importa quão simpáticos e inocentes sejam seus personagens principais, faça coisas terríveis acontecer com eles para que o leitor perceba do que eles são feitos.

7. Escreva para agradar apenas uma pessoa. Se você abrir uma janela e fizer amor com o mundo, assim dizendo, sua história vai pegar uma pneumonia.

8. Dê aos seus leitores o máximo de informação o mais cedo possível. Que se dane o suspense. Leitores devem ter um entendimento tão completo do que está acontecendo, onde e porque, para poder finalizar a história por eles próprios se as baratas comerem as últimas páginas.

Em “Bagombo Snuff Box: Uncollected Short Fiction”, Kurt Vonnegut. 
[Tradução de João Paulo Oliveira, site “Mais 1 livro”].

quinta-feira, abril 21, 2011

A arte de produzir efeito sem causa


Relendo para concluir um ensaio inacabado, com o estranho título de "O filho eterno de Lourenço Mutarelli".

quarta-feira, abril 20, 2011

Eu e Petrovich pela câmera nova


16 de abril de 2011.

Tumas (minhas) do Henfil Mauá

Estes são meus alunos de 2011. 
Eles são incríveis; e eu tenho o privilégio de ser o professor deles.

 Turma/Manhã - Terça

Turmas/Tarde e Noite - Terça

Mudança ou Quando nada muda

Há dois dia o mundo todo mudou pra cá. Mãe, Péque, Elaine, gato, cachorro. A casa está aquele profundo agito, logo depois daquele longo período de quebra-quebra das construções. 

terça-feira, abril 19, 2011

Rio: samba exaltação


Assisti em dias de virada, a Rio, animação de Carlos Saldanha. Chamar de deslumbrante é o de menos. Rio é um samba-exaltação, e como exaltação é tendencioso, reduz mazelas, intensifica a beleza. Impecável animação, ritmo, e roteiro mínimo, diluído, como se tratasse de um musical. E é quase que isso. É sobre canto e sobre pássaros. A começar pelo enredo:

Blue é uma ararinha azul macho, capturado no Brasil/Rio -- e essa conformidade entre os dois sons, faz que ambos sejam sinônimos (aos de fora), o que aborrece aos de dentro (brasileiros). Trancafiado e traficado para os EUA, acaba nos braços de uma americana que vive na gélida Minesota. Blue é descoberto por um ornitólogo brasileiro que convence sua dona a levá-lo para o Brasil a fim de acasalar-se com a última fêmea da espécie, Jade. E faz-se a viagem, o encontro. Traumatizado, ele não voa, mas voará até o final da trama, que envolve um tanto de aves brasileiras no cenário do Rio de Janeiro, das praias, morros, favelas. E neste processo também sua dona irá descobrir o amor, e uma nova "família" se fará um um trombadinha-de-rua preto-carente-samba-no-pé. Todos os clichês da brasilidade estão no filme, bunda, samba, futebol, natureza, sensualidade, liberdade, jeitinho, festa, cores. Até a música é filtrada pelo Sérgio Mendes, por Carlinhos Brown e um tanto americanizada Black eye peas, para ser ainda mais tipo exportação. Tem tudo para irritar aos brasileiros, que como representação do Brasil sempre preferem os filmes-favela, barra pesada, onde acham que está "a verdade".

Eu não.

Eu bato palmas para o Samba exaltação de Saldanha. Nunca o Rio/Brasil foi tão lindamente representado, com vigor, alegria e força. E quem assistir ao filme saberá que sim, não é retória, o RIO DE JANEIRO e o carioca/brasileiro são as verdadeiras estrelas do filme. Veja lá: é o contato com os pássaros/pessoas locais que engendram transformações, canto de liberdade, desejo de beleza? E o impacto visual do filme está na representação da cidade, ou melhor: a busca uma síntese de sua geografia, tão fiel, que são facilmente reconhecidas partes inteiras da paisagem e da arquitetura carioca. O Rio (explícita homenagem até no título), parece ter seduzido/enlouquecido seus animadores, talvez por que é ele uma declaração de amor de Saldanha. E por que é um "filme de amor", ele se presta a toda liberdade dos apaixonados. Passamos sem pudor de uma ponta a outra do Rio, o que move a trama (que quase não há), é o trânsito pela cidade, o périplo: de bondinho, aos Arcos da Lapa, (olha ali, o Circo Voador) depois para Santa Tereza, e de lá para o Sambódromo, e de lá para "favela" com suas ruelas, escadarias, passagens estreitas; feia e belíssima também no negro da noite.

E agora soube que o filme está fazendo um sucesso enorme dentro e fora, superando filmes que pareciam insuperáveis. Eu fico pensando em todos esses brasileiros que vão torcer o nariz, - muitos de outros estados (eu sou de São Paulo), que preferem ver o Rio/Brasil como cenário da violência e contradição (que é), mas espetacularizando o mundo-cão, como está nos noticiarios e em filmes que vão lucrar belamente e nada contribuirão de fato para mudar o que está, talvez por que em grande parte omite o que há de bom, taxando de marginais todos os habitantes das favelas, e de preguiçosos todos aqueles que vivem com mais intensidade o lugar onde vivem. Fico pensando num filme, exaltando o caos do transito paulistano, por exemplo, e a obsessão pelas 12 horas de trabalho como valor. 

Já eu opto pelo método americano, que de tanto exaltar o melhor do seu país e de sua gente, criou uma imagem que fez o mundo querer ser norteamericano, consumir produtor norteamericanos, fazer do seu pais um tanto dos Estados Unidos; e de tanto desejar, fazer realmente ser. Entre o mundo workholic/consumista que hoje é modelar, eu prefiro esse bem-viver que (não sendo real o tempo todo) está espelhado no filme. Então eu opto pela fantasia, o sonho, essa alegria que iguala, mesma que ela só seja plena como utopia festiva, da qual ainda estamos distantes, destes veem o Brasil com olhos de saudade, frente ao mundo que cada vez põe a felicidade em segundo plano. Nem precisava falar tudo disso. O filme é uma animação, destinada a crianças e alguma parcela de adultos, não é tese, não tem compromisso com a realidade. Lembro que ninguém questiona a Sidney de sonho mostrada em "Procurando Nemo", mas como o ódio do Brasil ao Brasil é fato antigo (ah, o Tom Jobim já falava, e antes, o Carlos Gomes), fazendo um post simplório sobre o Rio a gente tem que se pontuar. Ainda mais por que a imbelicidade grasna em tempos de agendas culturais (essas sim, os replicadores de idéias feitas; clichês) e pouco raciocínio próprio.

Eu fico com a alegria de Blue, do blues, que para nós, dá em samba.


domingo, abril 17, 2011

Hoje é meu aniversário



Hoje é meu aniversário
Corpo cheio de esperança
Uma eterna criança, meu bem
Hoje é meu aniversario
Quero só noticia boa
Também daquela pessoa por lá
Hoje escolhi passar o dia cantando
De hoje em diante, eu juro felicidade a mim
Na saúde, na saúde, juventude e na velhice
Vou pelos caminhos brandos
A minha proposta é boa, eu sei
De hoje em diante, tudo se descomplicará
Com o nariz de palhaço
Rirei de tudo que me fazia chorar
Cercada de bons amigos, me protegerei
Numa mão bombons e sonhos
Na outra abraços e parabéns

Hoje é meu aniversario
Corpo cheio de esperança
Uma eterna criança, meu bem
Hoje é meu aniversario
Quero só noticia boa
Também daquela pessoa por lá
Quero paparicações no meu dia, por favor
Brigadeiros, mantras, música
Gente vibrando a favor
Vamos planejar um belo futuro pra logo mais
Dançar a noite toda, pela rua de Benjor e Clara

Hoje é meu aniversario
Corpo cheio de esperança
Uma eterna criança, meu bem
Hoje é meu aniversario
Quero só noticia boa
Também daquela pessoa por lá

Parabéns Bianca, parabéns Felipe, parabéns Micael
Parabéns Mateus, parabéns Artur, parabéns Luiza
Parabéns Eu, Parabéns Eu
Parabéns Brendo, parabéns Kika, parabéns Maiana,
Parabéns João, parabéns Duda, parabéns Drica
Parabéns Eu, Parabéns Eu

 Vanessa da Mata

Aniver(S)auro



aniver(s)auro


Porque me sinto completando milênios
[mas sabe que isso já não me parece tão ruim?]

17.04





sábado, abril 16, 2011

Meu presente

Antecipado.


Rebel T2i Importada
duas baterias
filtro
case

18mgpxel
fullhd


sexta-feira, abril 15, 2011

Dos que se matam (plágio)



Eu não entendo realmente os que se matam.
A vida, para mim, de tão extraordinária 
que é 
o tempo todo.

A vida chega a doer.

Vagarosa

Livros à mancheia

Comprei vários livros hoje na PACOBELLO e NOVA ALEXANDRIA, sebos de Santo André.

23 histórias de um viajante, de Marina Colasanti
Duas tardes, de João Anzanello Carrascoza
O vaso azul, de João Anzanello Carrascoza
13 maneiras de amar - 13 histórias de amor, de Adriana Falcão e vários outros
Minha bela putana, de Walter Piroli
Os visitantes da noite - contos, quase-memórias, de Silvio Fiorani
Faca, de Ronaldo Correia de Brito
Armazém literário, ensaios, de José Paulo Paes
Ninguém é inocente em São Paulo, de Ferréz
Sala de armas, de Nélida Piñon

Esperando Godot, de Samuel Beckett

quarta-feira, abril 13, 2011

Fotos estranhas

A MOSCA

Pequena Mosca,
Teus jogos de estio
Minha irrefletida
Mão os destruiu.

Pois como tu,
Mosca não sou eu?
E não és tu
Homem como eu?

Eu canto e danço e
Bebo, até que vem
Mão cega arrancar-me
As asas também.

Se é o pensamento
Vida, sopro forte,
E a ausência do
Pensamento morte,

Então eu sou
Uma mosca travessa,
Mesmo que viva
Ou que pereça.

William Blake


[Hoje, o Guilherme apareceu lá no Henfil com este poema, que está analisando para faculdade. Tão bonita essa tradução do José Paulo Paes, que não resistindo, boto aqui para confirmar meu apreço]

terça-feira, abril 12, 2011

ABBA




Não sei explicar, mas acordei achando ABBA meio revolucionário. Por que é tão tão tão ruim que chega a ser muito bom.

segunda-feira, abril 11, 2011

Confissao turistica


Não fiz nada, absolutamente nada, de excepcional no Rio desta vez: fui ao teatro joão caetano, ajudei jô na tese, assisti às aulas do pacc, vi o mar da janela do ônibus, encontrei o andré por acaso, barzinho e botecos chifrins, fiz um refogadinho com cenoura e batatas, fui a feira e ao mercado, tomei mineirinho, comprei um livro futil sobre hollywood, comi pastel, comi demais, comi muito bem, dormi horrores, li um quadrinho ótimo (ainda no prelo), zanzei muito sozinho pelo rio nuns bairros que não conhecia. nao choveu. nada de grandes turismos. contudo, a viagem foi tão boa, que acabando hoje (daqui a pouco) queria que perdurasse, queria não ter que voltar em voo matutino para rotina aulas-ônibus lotados-engarrafamento. queria mudar pra cá e trazer somente o estritamente necessario, uns livros, umas roupas etc. mas é tarde, manha. 

domingo, abril 10, 2011

As centenarias


Hoje, aqui no Joao Caetano assisti a essa del'icia de pe'ca.

segunda-feira, abril 04, 2011

Meu texto sobre o livro de Ana Rusche


Meu texto sobre o livro de poesia de Ana Rüsche saiu hoje na Revista Z Cultural, com o título OS INDÍCIOS DA PERDA - Uma leitura de Nós que adoramos um documentáriode Ana Rüsche.

LINK

Espero que gostem.


Abraço

domingo, abril 03, 2011

Alunos


Henfil/Santo André/2011.

Meus alunos


Alunos de sábado. Henfil/Santo André. 2011.

Adjustiment bureau

Os agentes do destino


Trama de Phillip K. Dick. Misteriosos homens de chapéu manipulam o destino e as pessoas, e tudo fazem para impedir que o casal protagonista fiquem juntos. Achei fracas as soluções, mas é um filme delicioso.

sábado, abril 02, 2011

Eu vi o rei chegar

Um rei assim
Que não escuta bem
Que adora luz
Mas não vê ninguém
Prefere olhar
O horizonte, o céu
Longe daqui
é tudo seu

Seu sangue azul
Ninguém diz de onde vem
De que sertão
De que mar, que além
E para nós
Ele jamais se abriu
Só uma vez
Quando partiu

Um rei assim
Cultiva solidão
Sombria flor
No coração
E claro é
Que o pêndulo do amor
Às vezes vai
Até a dor

Devo dizer
Que eu não sofri demais
Mas devo dizer
Que acordei
Mesmo sem ser
Tudo que eu imaginei
Devo dizer
Que eu o amei

Antônio Cícero