sexta-feira, julho 30, 2010

Clarice, filmes e você


Quase não consigo soltar a biografia de Benjamin Moser sobre Clarice Lispector. É tão bonita e tão "assertivo" o tom do texto dele, que surpreende. E ele pontua passagens com trechos de romances, contos, cartas de Clarice às irmãs, fragmentos de entrevistas, então é encanto e descorberta. Ele pende bastante para questão judaica (ele também é judeu), e o tempo todo atento ao sagrado, ao místico. Leio saltado, gostando demais.




E TENHO ASSISTIDO A BONS FILMES

Escritor fantasma, de Roman Polanski. - um filme de cair o queixo.
Chico Xavier, de Daniel Filho - comovente
É proibido fumar, de Anna Muylaert - deliciosamente interpretado pela Glória e Miclos
Herbert de perto, de Roberto Berliner - documentário sobre Herbert Viana, forte e emocional

Nos intervalos em que estou aqui, ou visito amigos, ou saio pela cidade, ou vou mergulhando neste tal encontro  próximo/distante que anda me fazendo dormir menos cada noite. 


quarta-feira, julho 28, 2010

De repente

acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo
acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo
acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo
acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo
acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo
acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo
acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo
acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo
acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo
acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo
acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo acontecendo

segunda-feira, julho 26, 2010

Depois da notícia

A (boa) sensação de um fim (de ciclo) e começo (promissor) de outro.

A calma do esquecer para entrada do novo e sorrisos se abrindo em novas águas.

A paz sem vigilantes listas
a bondade
o prazer das conjuntas descobertas
e a essencial alegria que afastam fantasmas



passo a passo tudo sendo novo
por estarmos tão nós
que já não nos sentimos sós

e a certeza do que somos
e que merecemos demais
o bem da vida


e a humildade
de deixar tudo finalmente
para trás.



Foto do Fau.

domingo, julho 25, 2010

Amigos


Ana, yo e Rubinho.
Amigos.

Arte cibernética no Itaú Cultural

Visitei aquela exposição sobre arte cibernética no Itaú Cultural. Emoção Art.Ficial. Dessa exposição, a minha costumeira impressão: os artistas não sabem o que fazer com as possibilidades tecnológicas. Tudo que vi me parece pobre de conteúdo, paupérrimo se pensarmos que há avanços maiores acontecendo em videogames como wii, outros jogos eletrônicos, realidade aumentada, celulares com touch, fora as aplicadas em mecatrônica. O que vi na exposição é tecnologia como mistificação, o objeto em performance para uma "interação" tímida ou "forçada" do visitante, para justificar uma imersão interativa com o objeto-arte. No final, tudo fica parecendo pré-teste de novas "atrações" para um parque de diversão. Não, nenhum impacto emocional ou fruição racional diante de "peças" que se oferecem como brinquedos a serem manipulados ou contemplados com admiração, mais pela proporção do que pelo "significado artístico em si". É uma mostra que pouco traduz um tempo de mudanças radicais. Pouco ou nada realmente memorável. Engraçada aquela gama enorme de monitores gentis que parecem vigilantes de plantão, mas que estão lá para explicar/dar sentido a uma arte, -- que por fim, está aquém das "velhas artes" -- por ser incapaz de falar por si. 

sábado, julho 24, 2010

Hoy


L A S C Í V I A, 






{e não me pergunte mais}

sexta-feira, julho 23, 2010

Microcontos

Tive um surto de escrita assim que acordei, e escrevi num caderno uns 30 microcontos. Quatro dos que mais gostei são esses, três de temática religiosa:

PEDOFILIA
Lavou as mãos com água-benta.


POSSESSÃO
Nunca foi santa, por isso fazia o diabo na cama. 


PAIXÕES
Confessou o seu amor ao padre, mas ele era fiel a Jesus.


À QUEIMA-ROUPA
Sempre foi uma mulher fria, antes e depois dos cinco tiros.

Sesc-Consolação - Rebu



Rebú, 
Sesc-Consolação - 21h - 22.07.2010
[Carol, Margarida, Guilherme, Márcia, eu e Marcos (no clique)]





Obs. Faltaram Cris e Luquinhas que não puderam vir, mas outras oportunidades...

quinta-feira, julho 22, 2010

Splice


Esse filme de horror (científico) é um dos melhores filmes do gênero que já assisti, com todas aquelas taras e vísceras que o aproximam de um filme de David Cronemberg. Cientistas envolvidos na criação de um novo ser por manipulação genética criam um híbrido humano que a cada mutação os surpreende, com sua delicadeza, sedução, perversidade e violência. Ou seja, por aquilo que faz todos nos humanos. Uma obra prima do gênero. Recomendo.

quarta-feira, julho 21, 2010

Partir



- a maior das grandes decisões - essa de estar longe - me angustiando a alma, por abandonar as pessoas mais amadas - adeus e recomeço - o destino diante do mar -

Rebú ou No dia que me apresentaram ao Antunes Filho

"No dia que fui ao SESC-Consolação fui cumprimentar o Audi (que tinha me convidado para ver o "Lamartine Babo") e ele me apresentou ao Antunes Filho, que agradeceu à maneira dele a "crítica" que fiz ao Policarpo Quaresma. Disse primeiro "obrigado", depois retificou e disse "parabéns", pois a peça era realmente boa, eu é quem tinha acertado na crítica, onde vira coisas interessantes. Eu claro, fiquei com cara de bobo e sem graça, como fico quando pego no pulo. Porra, era o Antunes Filho, e o Antunes é o cara. Não é de desnortear para logo depois deixar o ego inflado?"



Lembrei disso, pois quinta tem a peça "Rebú", que vou assistir na companhia de pessoas maravilhosas.

segunda-feira, julho 19, 2010

Shrek



[Perdeu a agilidade, o deboche, boa parte da "anarquia" do primeiro, que já tinha sumido no outro. Mas ainda diverte. E é bacana ver a rave com centenas de bruxas lésbicas. O resto, é para valorizar a tediosa vida sem cor e sentido de umShrek completamente domesticado.]

E(c)lipse



Tem jeito não, é preciso ir e ver que o negócio é pior do que a gente imaginava.


[Um filme sobre desejo, mas sem sexo. A arrastada e enfadonha ladainha do amor idealizado e acéptico (e ascético). O longo e angustiante gemer sem gozo da protagonista. Um menage trois de teenagers indecisos, a ponto de não se realizar. Sub-galãs inexpressivos. Muitos meninos que são meninas, e meninas que estão sempre histéricas por conta de seus homens e desejos. Nas historinhas paralelas, o sexo como um instrumento de perdição, estupro, controle, assassinato, obsessão. Em toda aquela longa verborragia um tanto debilóide (diálogos de fazer corar até o Manuel Carlos), a exaltação da libido e do coito interrompido. Tristes jovens que brocham na cama como brocham na vida]. 

Subjetividade crônica



Continuo errando. Invisto no incerto. As coisas vão muito bem, obrigado, bem talvez demais, bem em demasia. Eu é que ando diferente. Eu mudei pra cá, e abandonei a casa com tudo dentro, eu saí quase com só o necessário na mochila verde. Dias viraram semanas e agora são meses, não estou sem rumo, mas agora ele não me parece o certo. Ir para o Rio é uma possibilidade constante. Eu quero estudar fotografia. Tenho três contratos renovados e não posso dizer que esteja faltando grana (isso não se fala pela internet). Ontem eu dormi cerca de 14 horas seguidas. Os dias anteriores foram de extenuante trabalho. Anda frio embaixo dos cobertores e na alma. Eu ando com uma algema presa no passado recente e passo dias e dias pensando. Há pessoas que me param e perguntam se eu estou bem. Durante os catorze dias que minha irmã esteve em Pernambuco e Paraíba, eu me afeiçoei às suas plantas cuja obrigação minha era regá-las. Eu visitei aqueles dois apartamentos em SP, que não eram para mim, e deveriam ser pois estou com um aspiração botânica para criar raízes. Razão maluca que faz com que me sinta não pertencendo nem aqui ou lá. Eu andei tanto, e malhei tanto, e dei tantas aulas que "tanto" virou um advérbio banal. Foi bom conversar com Ana e Rubinho, amigos de faculdade e da vida, e com outros, com ou sem a distância da webcam com que eu fui esvaziando essa minha solidão desassistida em grandes esperanças de amor. O destino será finalmente a amizade? Comprei roupas pois ando "o" vaidoso. Eu falo com constância com aquele pessoal bacana no msn. Disse que a uma semana recebo proposta de casamento? Por dias eu não sinto a necessidade de escrever uma linha. Terminei aquela gama de livros dos contistas contemporâneos. Reviso trabalhos e dou consulta para amigos sobre literatura via email. Eu ando pela Paulista atrás de novidade. Encontrei, por exemplo, para Diene e Jocelene as câmeras que querem comprar. Tenho nas mãos ingressos para teatro e shows que eu mesmo fui nos lugares comprar. Fui dia desses com uma turma de teatro para um inferninho de tequila e blues. E sim, tenho dormido com gente demais até para meu gosto. Dois diletos pupilos me animam vez ou outra: um foi pra Itália e outro me fez uma lista completa (com direito a vip) de todas as baladas maneras de sampa onde eu devo ir quando estiver triste. Já não sei se ando ou sou sempre assim, meio personagem sonâmbulo de Caio Fernando Abreu. Só que diferente, eu não tenho certeza de nada; não quero queimar a vida sorvendo tudo. Mas eu não sei mesmo o dia certo que vou sair desse estado, mas é breve. Se eu não tivesse perdido aquele contato, meu destino hoje seria BH. Perdi, por exemplo, uma passagem de avião sem chance de reembolso no Rio. Eu sou louco, e não tive nenhum pudor de ir pra casa da pessoa que sentou do meu lado naquele avião. Aqueles dois livros perdidos que importância têm diante da grande perda que eu só fui dar conta tarde demais? Assisti a uma missa esses dias e rezei por mim, por minha mãe, por amigos, essas pessoas que amo um tanto desesperado e de um jeito errado que magoa. Eu rezei para esquecer, eu que sou lesado, sem memória. Eu queria a existência daquela máquina do Brilho Eterno de uma mente sem lembrança. Tirando isso eu estou, como nunca antes, vivendo marteladamente os acontecimentos, com epifanias explodindo em meio ao caos. E está frio. O frio me deixa sempre triste.

quarta-feira, julho 14, 2010

Nasi - Vivo na cena



[Eu Odeio o Nasi. Pronto, falei! Mas esse disco é tão sensacional, tão sensacional! Ouvi na Livraria Cultura tocando na loja, e aí não resisti e perguntei pra atendente. É do Nasi solo, ela disse. Eu retruquei: Não é possível, esse disco é bom! E ela concordou comigo. E pois é: "Ogun", "Bala com bala" (Sim, do João Bosco), "Rockixe" (do Raul), - ia nomear as canções do cd que gostei, mas não conseguiria. O disco INTEIRO é sensacional, sensacional mesmo. Pior é que não consigo baixar, só ouço na Rádio UOL. Vou ter mesmo que comprar o disco do NASI (logo eu!), para por no MP3 e alcançar feliz com o disco aquele abdómen sonhado.] 


Deixo link

Super



Na sala de aula, bancando o super-herói.

terça-feira, julho 13, 2010

Tropicalismo


Minhas férias estão chegando, serão duas semanas. Quase nada. Mas vai ser bom. Eu quero que sejam boas. Quero viajar, quero renovar a situação atual. Há uma urgência em mim que não havia. Mas há chuva nesses dias, um boicote atmosférico. Não importa. será uma felicidade úmida, regada, para que essa nova estação me faça aspirar a veredas, jardins, bananeiras e papagaios papagaiando meus sonhos tropicais. 

domingo, julho 11, 2010

Macbeth, dez de julho



Sesc Pinheiro, 9h às 12.
Macbeth, direção de Aderbal Freire-filho.
Cadeira 1 e 2.

[Não, não é ruim. O elenco belo, com texto na ponta da língua. A cenografia limpa, a luz competente. A gente sai do teatro e diz, ok, foi bom; mas é um espetáculo que carece. O que mais se sente é a ausência dos personagens: só há atores em cena, mas personagem/criatura humana, talvez apenas em alguns momentos de Lady Macbeth. Tudo frouxo, sem tensão, sem grandeza. Um Shakespeare à rés do chão, ou seja, um Shakespere rebaixado, sem drama ou tragédia, sem exaltação. Os palcos-mesas distanciando, dilatando a ação física (Macbeth sem luta? sem confronto?), texto que se arrasta sem que os atores consigam erguer palavras que são acre-poesia, pura arte, balão. A carência de rigor no trabalho de corpo dos atores. A voz deficiente do protagonista, a dicção ruim que rói o primor das máximas de Shakespeare. Uma peça sobre encenar, sobre o falso, sobre o mal, sobre a inveja e a traição, uma peça de engodo, enlouquecimento, um texto que a todo tempo se mostra superior ao que se vê em cena. No palco, a ausência de vigor e rigor grita, ri-se do que não deveria ser riso, melhores intenções ditados no "programa da peça" que alcançado. Uma tragédia sobre ambição sem ambição. Shakespeare sem altivez, sem altura, sem grandeza (para parecer que todo homem é humano?), por isso tudo exacerba a limitação impressionante dessa montagem. É, às vezes não vai. Não foi. Sigamos.].

Na ELCV, sexta



Fui visitar Margarida na ELCV, rever amigos, atores, vê-la em ação. Tá aí, um curso que não fiz e me pareceu o máximo, tanto que quero fazê-lo na próxima edição: direção de atores. 

sexta-feira, julho 09, 2010

A introdução do Fragmentos...

A necessidade deste livro se apóia na seguinte consideração: o discurso amoroso é hoje em dia de uma extrema solidão. Este discurso talvez seja falado por milhares de pessoas (quem sabe?), mas não é sustentado por ninguém; foi completamente abandonado pelas linguagens circunvizinhas; ou ignorado, depreciado, ironizado por elas, excluído não somente do poder, mas também de seus mecanismos (ciências, conhecimentos, artes). Quando um discurso é dessa maneira levado por sua própria força à deriva do inatual, banido do espírito gregário, só lhe resta ser o lugar, por mais exíguo que seja, de uma afirmação. Essa afirmação é em suma o assunto do livro que começa. 
 
Roland Barthes, Fragmentos de um discurso amoroso

quinta-feira, julho 08, 2010

Na água passada dos moinhos me afogo

Na água passada dos moinhos me afogo."



[Às vezes um post nasce de uma frase que colando nos ouvidos puxa  outras. Por isso tenho que correr para  escrevê-la, se não perde-se a fagulha da chamada inspiração. Essa restou e todo texto que se seguiria está perdido. Fica o bonito desse verso que aspirava a soneto.] 

quarta-feira, julho 07, 2010

Fragmentos de um discurso amoroso


Esse livro é daqueles que explodem a cabeça da gente, que tem que recompor pedaço a pedaço, depois, com as peças trocadas, passa a ver o mundo sobre outra perspectiva. E quer tema mais espinhoso do que o amor, o discurso amoroso, que é o não-discurso a que todos, cedo ou tarde, empregamos? Não bastasse,  tem aquela introdução dos sonhos, o melhor texto que abre um livro de ensaio que conheço. Invejo e indico com paixão.

Roland Barthes



Eu que não fumo, mas deixo na vida quem queira fumar, fico intrigado. Será que havia algo de especial na composição química dos cigarros franceses? Reparou que todo intelectual brilhante sempre tinha à mão o terrível companheiro?

segunda-feira, julho 05, 2010

Retrato com o cão




Do domingo no Guarujá, tenho tantas e tão fantásticas fotos que se colocar aqui, a cara vai ser ainda mais de fotolog, pois nos últimos tempos são mais as imagens que as palavras que me interessam. Talvez tenha a ver com o momento de introspecção colado à redescoberta de mim. Vou evitar, por isso, a profusão de fotos. A hipérbole (o excesso) de imagens acaba impedindo que se fixe qualquer uma delas. Então o que há de belo e bacana se esvai. Posto então só estas: eu e o cão. 



E aproveito para falar daquele cachorro de rua que apareceu quando a gente - eu e o Fabiano - estava brincando de fotografar no gramado. O cão veio miudinho, me circulou escolhendo o melhor lugar, então parou ao meu lado: cão sentado à espera do clique fotográfico. No começo eu tive receio ou medo, ou tudo era para mim espanto e surpresa. Reparei que a pata dele estava ferida, e ele de repente me pareceu nobre demais, pomposo com aquela sua cara de cão triste. Sem latido, ganido, ou ameaça. Ele não tinha nenhum medo de mim, de nós. Ele era o último cão do mundo. Ele era um daqueles cães de Saramago. Ele tinha que chamar Argos. Ele parecia aceitar (ou exigia) a retratação, e foi assim, por três, quatro ou outros cliques mais. Depois levantou-se, foi embora. Um momento assim, irrepetível. Eu sou um cara a quem a vida concede a dádiva dos pequenos milagres. 


Graça


Foto do Fau.

Presente Perfeito



Ganhei do Fau este quadro incrível. Letras que colidem sem nunca formar palavras, sem formar frases, sem dar o texto, e no entanto, tudo está lá. A tensão que comprime esse ó central, núcleo atômico para elétrons-letras a orbitar em seu eixo. Gosto desse "redemunho rosiano", esse ó jocoso e erótico para qual tudo converte. Gosto desse é-vermelho que soa bonito na palavra "poeta", preterido acento agudo que ele pôs para fazer o verbo ser. Gosto desta hipótese de poesia que se concretiza na diversidade de tipos/fontes que se encontram e se atravessam, aglutinadas, vivas, pulsantes. É. Como coisa que se move, as potencialidades todas de dizer no caos das letras-fonemas inquietas a se movimentarem. 


Pop, preto no branco, divertido, instigante. É. Preciso que meus escritos façam juz ao quadro puzzle-poético do Luís Fabiano Teixeira.


domingo, julho 04, 2010

E pra você que disse que eu tinha que gostar mesmo mais de mim



Sim, estou me gostando.


beijos


Cris.

R$ 70,00

Num sebo incrível quase ao lado do SESC Consolação, encontrei uns livros que queria possuir há muito tempo, em especial os dois primeiros. Paguei a quantia que é título do post. 

Tenho livros demais, e sou leitor de menos, moroso, promíscuo. Leio aos saltos, às vezes largo, mas se me apaixono, retomo e releio obsessivamente. É o que já estou fazendo com Farewell do Drummond, com aquele poema que já postei aqui sobre Greta Garbo. E deixei um pouco de lado o livro Coração Apertado, que está tão chatinho. 

O livro do Moacyr Scliar eu li no surto que tive no ano passado, mas de empréstimo de uma biblioteca. Eu sou leitor de surtos, engreno a ler um autor e leio quase tudo e com grande velocidade, depois um pouco que desencanto, largo mão; poucos são os que ficam. 

Já o Miltom Hatoum não me interessa, mas Literatura é minha profissão então leio sem gosto, para conhecer, compreender. 

Fragmentos... do Barthes volta à cena por conta dos trabalhos que vou escrever e que tem sempre essa coisa de amor que me interessa hoje, demais, entender. 



- Fragmentos de um discurso amoroso, Rolland Barthes
- Farewell, Carlos Drummond de Andrade
- Órfãos do Eldorado, Miltom Hatoum
- Contos reunidos, Moacyr Scliar

Lucas Hebert


Meu sobrinho é o cara.

sexta-feira, julho 02, 2010

Brasil desclassificado

Brasil FORA. Muito triste. É a vida, e sigamos...













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De Antonio Vieira na folha do dia 26.06

"Deus deu vida a Adão, porque a vida do homem é vento."

"Pouco valem as palavras quando quem as pronuncia não entende o sentido delas."


[do Índice das coisas mais notáveis.]

Goethe

"Também os livros têm sua vivência, que não lhes pode ser subtraída"



O pequeno Nicolas


[Sabe um filme que deixa a gente feliz? É uma adaptção de um livro infantil francês, tem aquele encantamento da infância inocente, com tudo se descobrindo de maravilhoso num mundo que se começa a conhecer. Há algo de nostálgico neste filme que parece (no modo de ser conduzido) tirado de O fabuloso destino de Amelie Poulan. Os personagens/atores são irresistíveis. Os pais do Nicolas são maravilhosos, deliciosamente engraçados. E de certo modo é a bela infância que todos nós quisemos ter].