segunda-feira, maio 31, 2010

Homem de ferro 2


Sim, eu gosto de filmes de heróis, de aventura, de efeitos especiais, adaptações de quadrinho, etc. Mas sabe um filme ruim, um filme ruim sem precedentes, um filme que entedia de tanta ação inútil. Esse. Fique longe. Paguei 4 mangos em Mauá para ver numa tela gigantesca, e não vale. Fica a dica. 

Reencontro no Facebook

Então, depois de décadas de contato perdido, encontro [no FACEBOOK] aquele que foi Na memória da infância, das crianças a mais querida; e sei de sua mãe Sarolta - que sempre amamos demais e de quem toda família sente uma falta imensa. E esperamos que venham outros contatos que façam cessar a distância enorme e o tempo, que não reduziu em nada nosso afeto.

domingo, maio 30, 2010

Sobre gatos


O homem gostaria de ser peixe ou pássaro, a serpente gostaria de ter asas, o cão é um leão confuso, mas o gato quer ser somente gato e todo gato é um puro gato desde o bigode até o rabo. 

(Pablo Neruda)


[Roubei isso do blog do Edilson, Lua2gatos. Como tenho juntado muitos textos sobre gatos e produzido outros tantos, sem no momento saber por quê, posto mais esse aqui, muito bonito, do Neruda.]

Silencioso


Depois haverá mais, além do recolhimento, das fotos (que fiz, gosto, postei). Virão detidos comentários sobre o que me espera no Rio; sobre amores novos demais para se querer futuro eterno; a maratona de trabalho, a mudança de ar e casa; as brigas de ontem e anteontem e dias atrás porque não ando tolerando nem olhar atravessado. E a chuva que não peguei, e o café com leite excepcional que há no posto. E motéis caríssimos iluminam de neon meu deserto caminho para casa. Horas andando de lá para cá de Prefeito Saladino à Ana Neri. Magro magro mas não minguando. O desinteresse por baladas, cenários, gente de plástico e futilidade. Conversas intermináveis no msn, coisas que não vão dar em nada. Aquele bom reencontro com Wesley no metrô, e o segundo com tantos entusiasmados agradecimentos. E o prazo definitivo se aproximando para zerar a maré, excluir, ratificar. No meio de tudo, esse passeio que vem me renovar as forças. Mas tudo dito depois, melhor, pensado e pausado. Vou ao banho. É sábado à noite. Amanhã nenhum desesperado compromisso que não seja para me trazer felicidade. Durmamos em paz.

quinta-feira, maio 27, 2010

Maiakóvski no Ostengruppe



A expo traz cartazes desenvolvidos pelo Ostengruppe, grupo de designers de Moscou. Eles se destacam pela técnica utilizada no processo de criação das obras, feitas sem o uso de recursos e efeitos visuais mais elaborados, valorizando sempre a força da idéia. Uma visita imperdível para os amantes das artes gráficas!
CARTAZES RUSSOS CONTEMPORÂNEOS

Quando: até 20/06, de terça a domingo, das 11h às 20h

Onde: Instituto Tomie Ohtake (av. Brig. Faria Lima, tel. 0/xx/11/2245-1900)

quarta-feira, maio 26, 2010

Mudança de destino

Hoje - de repente - quando nada esperava de bom a não ser o movimento que ando fazendo para tudo ficar melhor - chegam para mim as melhores notícias do Rio de Janeiro. 







26
02
2010












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O fim de LOST

LOST chegou ao fim, e os capítulos finais foram hiper-emocionantes, o que não significa que foram satisfatórios. Eu que gosto de tratar de tudo e que acompanhei a série toda - com prazer e sem neurose, - queria tempo para parar e rascunhar os motivos de ela ter se tornado um sucesso. Mas até isso é óbvio: em primeiro lugar, um ótimo roteiro, depois, personagens carismáticos, bons atores, e grana que permitiu que tudo fosse tecnicamente perfeito, cinema na televisão, ou para além disso.

LOST espraiou-se por outras mídias, contou com um elenco multirracial e globalizado, obrigou mudanças na distribuição com seu enfrentamento com a piratarial em escala planetária e "legião" de criadores de "legendas" em velocidade jamais vista. Mas isso nunca foi o que me interessou pensar, e sim na trama em si.

Penso que os episódios da última temporada se arrastaram demasiadamente, e o desfecho, de certo modo, corresponde àquilo que os fãs "intuíram"/comentavam/blogavam/twittavam durante todo o período que LOST existiu. Na verdade, a sensação é de que os criadores/roteiristas forçaram a mão para que o desfecho correspondesse às especulações dos telespectadores, numa tentativa de satisfazê-los. Mas "espectadores" não são bons construtores de tramas, pois emaranham-se em clichês, e sim, a forçação de verossimilhança chegou às raias da loucura no derradeiro desfecho.

A impressão que tive no começo (e não sei se escrevi), é que LOST era uma resposta a esses realitys shows, tipo "no limite". Se passava numa floresta, com personagens com personalidade antagônicas tendo que sobreviver com base na lei do mais forte, com armas que iam da habilidade intelectual jogadora, passando pela força e o uso da sedução. Nos primeiros episódios sempre um personagem era eliminado, todos postos em paredões. E na tensão revelavam suas personalidades. Casais se formavam, e se desfaziam, mistérios se acumulavam, metendo LOST cada vez mais dentro da ficção, do imaginativo, do fantástico: entre a ciência e o místico. Dramas humanos, traições, separações, tudo que costura uma boa trama, e suspense. 

LOST surpreendia pela sintonia com a percepção desses tempos novos de internet, velocidade, excesso de informação, bombardeio de mídias e mudanças galopantes. Tudo isso em seus planos paralelos, sobrepostos, a exigir que a trama se montasse na cabeça. Daí, cada episódio imprescindível para não desabar o conjunto. No início, a brilhante construção dos personagens por meio de uma ambiguidade que não permitia cataloga-lo de cara como mocinho ou bandido. As contradições, as suspeitas, as lacunas (mais que as revelações) botando a trama para frente. Algo de místico - sagrado - religioso - etc, fundamental para potencializar "significados", com questões como fé, livre arbítrio, destino, catarse e epifania punha LOST numa outra chave, concedendo-lhe uma "aura" que mascarava sua natureza mercadológica. Daí também se tornar "culto",  e gerar naqueles espectadores tão carentes de credo em tempos de descrença, a também "mistificá-la". Havia, igualmente, algo de videogame em LOST, de jogo, de regras de tabuleiro, nas estratégias, nas simultaneidades, no plano que virava tudo e se podia recomeçar, como naquelas cenas em que o avião tornava a explodir e se dava o recuo no tempo. 

LOST foi uma delícia. Não foi uma perda de tempo. E diz muito mais para quem souber ver/ler sobre como anda a cabeça do ocidente, seja como diversão ou desejo ontológico de fazer-se ver. Não tenho dúvida que vão ressuscitar LOST sempre que necessário para ganhar uma grana, e porão em alvoroço os fãs. Para mim ela já disse tudo que tinha de dizer: o fim é o fim. E foi bom, e sempre haverá os dvds, para quem não viu e deseje conhecer.

Bodeado

(bo.de.a.do) Bras.
a.
1. Desanimado, aborrecido.
2. Sem energia e sonolento.
3. Prostrado devido ao uso de tóxicos.













terça-feira, maio 25, 2010

La Chapelle


Dos artistas por mim mais gostados, La Chapelle nos brinda com essa imagem símbolo da Igreja de Joseph Ratzinger. Sobre os despojos da Santa Igreja, na megalomania do poder, o martírio do que é puramente humano. 

O maníaco do olho verde, de Dalton Trevisan

Estranhamente, desgostando.

segunda-feira, maio 24, 2010

Chloe


Um filme de Atom Egoyan, e aí claro: sexo, desejo, traição. Mas nunca, um cenário de tão impecável riqueza e glamour. A entrega de Julianne Moore aqueles papéis que ela parece adorar: mulheres frustradas que "despirocam" e se lançam ao desejo. Tudo com altas doses de erotismo, nudez, lesbicianismo com Amanda Seyfried, toda desejo de mostrar-se uma grande atriz. O crescendo em ritmo de suspense, à espreita o insano e misterioso comportamento da ninfeta. E o desarme, com um fim um tanto convencional, um tanto butterfly. Eu querendo que tudo fosse mais, que o filme fosse mais fundo na ambiguidade do desejo. Eu queria talvez Perdas e danos? Um pé na jaca menos plástico. Filme que gostei demais de assistir, mas que nunca fica grande. Porque lhe falta.  

Recado



E aí eu te liguei, e falamos. Gosto de te saber bem. A distância longa, bastarda. Os últimos créditos para te dizer o convite. Gosto deste tu com conjugações erradas. E quero que esteja bem, sem essas angústias sem solução. A vida é mais para o nosso merecimento. Nada de abalos sísmicos de entortar colunas, pôr umidade demais nos olhos, dobrar o compassivo coração. Então nos desastres e nas alegrias me ligue, fico sempre bem te ouvindo; e sempre estou à disposição para quem gosto. 

domingo, maio 23, 2010

Auto-retrato sobre a tela com luz e sombra

Impressões sumárias

Tempo de exaustão, as palavras vão ficando escassas. E a grande expectativa dos últimos dias abrindo caminho para outras realizações. As intermináveis aulas, bons alunos, livros a ler, roupas novas, filmes, dinheiro que vem, gastos que aumentam, séries que ainda estão por serem vistas. Gente em profusão chegando, e as quais me entrego com paixão. Ao mesmo tempo, uma constante desconfiança. Prementes urgências cobrando ações, decisões que adio. Todas as decisões que também não dependem de mim para que o melhor se passe. O horóscopo contra mim, e as orações onde está Deus para o desvio do destino dos astros.  Confessionário sentimental no msn e conversas intermináveis sobre tudo. Ganho de massa muscular em supinos de academia.  Sorriso bonito restaurado pelo dentista. Fotos em que estou cada vez mais parecido com quem quero ser. O  Inferno  Feliz onde realizo aquela vocação de literatura adiada (também).  Amanhã segunda, o dia mais meu da semana. Eu quero transformar o presente em meu presente.


sexta-feira, maio 21, 2010

HOJE


A decisão de um tênis ALLSTAR.

Os quadros bonitos do Luís Fabiano


Os quadros/ilustrações dele são tão bonitos, que um dia eu quero ter um deles numa apê/casa futura que existirá para merecê-lo.

Policarpo Quaresma, do Antunes Filho


[Sou fã de carteirinha do Antunes Filho. Então, meu coração estava doído achando que não ia ver Policarpo Quaresma porque os ingressos se esgotaram. Então o Sr. Guilherme vai lá e resolve tudo, pega dinheiro, liga, confirma. E agora vamos. Vamos todos. E acho que vai ser legal, só pela companhia dos moços e das moças.]

quarta-feira, maio 19, 2010

MANTRA

Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

CAZUZA


[Porque estou gostando cada vez mais de tudo, e porque tudo, de repente, ficou muito feliz.]

Fotos da Tininha

terça-feira, maio 18, 2010

Aniversário do REVIDE que passou batido

De repente, um amigo me disse que tenho um blog desde 2004. Então me liguei, e hoje fui ver quando estreei o REVIDE, e descubro que o 13 de maio, dia que postei no blog dos trinta, foi justamente o dia quando comecei este blog que tem me feito bem contente. Já são 6 anos de postagens quase diárias. De repente, um orgulho danado de em meio ao caos manter este registro de acontecimentos, idéias, imagens, fotos, pessoas, e criações. REVIDE é meu guardar/compartilhar, espaço para reminiscências/rememoração. Ele me lembra de que tudo muda depressa demais, como estava escrito no primeiro post real que fiz no REVIDE: o soneto de Camões "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades". O que me faz pensar que eu sou muito fiel a mim mesmo.


REVIDE
13 de maio de 2004
2h22

inauguro REVIDE 

segunda-feira, maio 17, 2010

Virada


[Domingo. Centro Cultural Banco do Brasil. Simplesmente, eu. Clarice Lispector. Beth Goulart. Irmã, amigos. Insuportáveis com programa e foto, eu e o famigerado Fabiano. 16.05.2010.]

Virada Cultural


[Márcia e Tininha na Virada Cultural - 2010]

sábado, maio 15, 2010

Exorcismo


[Porque há em mim esse demônio que precisa, por fim, ser expurgado.]

quarta-feira, maio 12, 2010

terça-feira, maio 11, 2010

David Lynch

De David Lynch, meu filmes em ordem de predileção:

Mulholland Drive (2001)(Cidade dos sonhos)
Blue Velvet (1986)(Veludo azul)
Wild at heart (1990)(Coração Selvagem)
Twin Peaks: Fire walk with me (1992)(Os últimos dias de Laura Palmer)
(na verdade, tenho paixão mesmo pela série)
Duna (1984)


Agora, recém-assistido, acrescento à lista The straight story (Uma história real), de 1999. É o filme de Lynch menos Lynch que existe, e tão essencialmente Lynch, que impressiona. Um road movie sem movimento, um épico anti-eloquente. Nele não se assistirá os mistérios, as perversões, os sonhos, os delírios, o sado-masoquismo e o grotesco que sempre há em tudo que é do autor. Também  a narrativa transcorre de forma clássica sem planos de sonho e realidade, estranhas fusões, inversões. O diretor investe no realismo cru, nos personagens caipiras com suas indefectíveis camisas xadrez, no nonsense das ações e reações insólitas dos personagens, aqui sim, onde  subjaz tudo o que é grande na criação de David Lynch. 

A cena inicial é uma obra-prima. Aqueles gramados anódinos, aqueles personagens obesos, prosaicos, caipiras, - de repente, um som por trás de uma porta fechada, e tudo se principia, pequeno e vital no evento do desmaio de Alvin, o velho que protagoniza o filme. Gosto das reações emocionais estranhas dos personagens, especialmente da filha com atraso mental - magistralmente interpretada por Sissy Spacek. Tudo é contado de modo lentíssimo, como a cada passo, da luta de Alvin para visitar o irmão com quem deixou de falar ainda na juventude, já que este acaba de enfartar. A longa viagem atravessando grandes estados/campos americanos em cima de um carrinho de cortar grama. Os encontros. A revelação da bondade sem pieguisse, do conto moral sem reduções politicamente-corretas. Duríssimo, e belo até no seu quase anticlimax final, daquele difícil encontro quase sem palavra, sob as estrelas, que é sob as quais os irmãos, na infância, eram mais unidos apesar de todas as carências. Um filme dificílimo de gostar, mas com uma narrativa tão sofisticada (falsamente tosca) e sutilmente construída que faz deste filme algo memorável.

Narcisismo extremado








[Eu, que detestava minha aparência aos dezessete, estou gostando cada vez mais da minha cara, da minha careca, e dessa coisa brucutu que me tornei à beira dos quarenta.]

segunda-feira, maio 10, 2010

sábado, maio 08, 2010

Palestra


[Fui convidado pelo Prof. Juarez Ambires para apresentar uma aula/palestra sobre o Sagrado na obra do escritor moçambicano Mia Couto no Centro Universitário Fundação Santo André. Foram quase quatro horas de leituras, explanação, perguntas. E o  clima foi esse, de encontro. Para mim, sempre o maior privilégio poder falar sobre minha pesquisa com pessoas inteligentes que compartilham gosto e amor pela Literatura Africana.]

Maris, flores, fotos e escadaria


[Ela tolera que eu a dirigida nas fotos.]