terça-feira, novembro 30, 2010

Nome à pessoa



Observanessa, perceberenice, arriscamila, 
Embromárcia, aproximargareth, 
Conversarah, envolverônica, submetereza


Sentirene, conquistarlete, mescláudia, 
Lambeatriz, abraçabrina, 
Mordenise, amaria, beijanaína


Ligou o nome à pessoa, perdoa, pessoa...


Agradesimone, esclareceleste, buscarmen, 
Surtatiana, pensophia 
Vacilaura, enciumonique, engolívia


Desejanice, agarraquel, roubárbara, 
Ligabriela, esquecelina 
Provocarla, concordana, suplicarolina


Ligou o nome à pessoa, perdoa, pessoa...


Michel Melamed




[Sem palavras pra dizer o quanto essa letra é boa, inteligente, criativa. Estava na abertura de Mais afinal, o que querem as mulheres?]


Aliás, esqueci de postar que vi a microssérie com novo desencanto. Cenas lindas chupadas, clipadas, coreografadas com o melhor da técnica, mas que não se sustentam. Tentativa de Fernando Carvalho de agora ser o Fellini de 8 1/2 e A cidade das mulheres. Com pedra do reino ele quis ser Glauber, com Os maias, Visconti, com Capitu, ser video-clipe; em Hoje é dia de Maria, o Ettore Scola de Capitão Tornado. Afinal, o que quer ser (ou que diretor é) o Fernando Carvalho? 


Enquanto ele não desenvolve um estilo pessoal, a gente vai feliz com as belas imagens do passado atualizadas por ele.[ Chato mesmo quando a gente gosta mais do teaser do que da série.]

Feito para acabar, Jeneci


Ouvindo com gosto: As letras. O som. A voz. A alegria. O nonsense. A modernidade. O retrô. O charme. A ironia. O iê-iê-iê. 

Preferidas:

[A velocidade do hit e o refrão delicioso. muito antuniano]

[que voz! que refrão lindo!}

[tao tao Roberto Carlos}

[Excelente letra]




. "Quando um não quer os dois não fazem tempestade em copo dágua".

segunda-feira, novembro 29, 2010

Micmacs à tire-larigot, de Jean-Pierre Jeunet


Jean-Pierre Jeunet fazia filmes excêntricos e sombrios, estão aí Delicatessen e Ladrão de sonhos para provar. Então veio O fabuloso destino de Amelie Poulain, e parece que ele descobriu a cor e a felicidade, levando à hipérbole sua Paris particularíssima, retrô e moderna, com cores fortes, gritantes. Em Micmacs ele volta à alegria numa fábula anti-bélica. Como sei que ou demora ou nunca chegará ao Brasil, baixei no torrent. Não sinto culpa. Sou fã de Jeunet, como desgostar de um autor com um estilo tão marcante? Ele é um criador de universos paralelos. Se não inova, enche os olhos. Jeunet sempre nos garante o impacto visual, o estarrecimento por cenas de surpreendente poeticidade. E não falta ao filme aqueles achados deliciosos de edição/narracão, usando fusões, splitscreen, olho de peixe, iris, etc etc. As obsessões dos personagens, o insólito, o abuso de referências ao cinema mudo, tudo lá. Deslumbrante, do começo ao fim. E deixo imagens, para encher os olhos.




Fisicamente falando


Descobri pela foto que estou muito grande. E acho isso legal.

E fomos ao teatro

Quando a gente sabe que é amor verdadeiro

Domingão com a família

domingo, novembro 28, 2010

sábado, novembro 27, 2010

DESPEDIDA



meu bem, não acredite em mim. eu minto. eu digo essas coisas todas que são uma espécie de avesso do que vai em mim. é que eu mesmo não sei quem sou. e não saber quem sou me faz cometer erros colossais. o que eu sei é que sinto, e sinto muito. sinto muito tudo demasiadamente. e por sentir demais é que tudo dói com mais intensidade, que toda alegria também é a maior do mundo. como se eu fosse todo lábios. fique para você essa imagem de mim: a boca semi-cerrada no meu rosto, a hipótese de um sorriso, e esse mar batendo ao fundo as coisas que, de verdade, eu desisti de te dizer. 

LIVROS NOVOS

Na feira de livros da USP

O beijo e outras histórias, de Tchekhov
O santo sujo - a vida de Jayme Ovalle, de Humberto Werneck (Cosac)
Alice no país das maravilhas, Lewis Carroll (Cosac)
Bartleby, o escrivao - uma história de Wall Street, Herman Melville (Cosac)
Clarice - uma vida que se conta, de Nádia Battela Gotlib
BiblioGráficos, Jason Godfrey (Cosac)


Os ensaios, de Montaine (Penguin)
A sociedade do espetáculo, Guy Debord
64 contos de Raymond Carver

(Os que Guilherme comprou para mim. Tks.)

No Centro Cultural O b_arco

Essa história está diferente, dez contos para canções de Chico Buarque
Trabalhos de amor perdidos, de Jorge Furtado
Meu tio matou um cara, de Jorge Furtado


No Rio

Betinho - sertanejo, mineiro, brasileiro, de Carla Rodrigues
Flores raras e banalíssimas, de Carmen L. Oliveira
Achei que meu pai fosse Deus, Paul Auster
A hora da estrela, Clarice Lispector (Rocco, audio)


Em São Paulo (recentemente)

História da sexualidade 1, a vontade de saber , de Michel Foucault
Mínimos, múltiplos, comuns, de João Gilberto Noll
Os cem menores contos brasileiros do século, org. Marcelino Freire
Cachalote, Daniel Galera e Rafael Coutinho
A origem das espécies, Charles Darwin
A interpretação dos sonhos, Freud
O príncipe e escritos políticos, Maquiavel


Para resenhar

Nós que adoramos um documentário, Ana Rüsche

quarta-feira, novembro 24, 2010

Perda

Sabe escrever um longo longo logo e difícil ensaio, ficar irretocável, e de repente o computador desligar e perder tudo? Pois é. 

E não venha me falar de backup.


Logo posto aqui um poema lindíssimo (eu considero o melhor do livro) da Ana Rusche, que li em sala de aula e metade da classe pediu por email. Mas ficou tudo no outro computador, não neste improvisado. E nada mais a declarar.


segunda-feira, novembro 22, 2010

The walking dead, série


Assistindo e gostando um tanto. Aquele início copiado do filme Extermínio (28 days later), os já decrépitos zumbis de Romero, reciclados e reciclados. Qualquer crítica à sociedade de consumo, ao comunismo, aos conflitos raciais nos EUA, tudo já diluído, no passado. No centro, a lei (o policial) em busca da família, salvo por pai e filho religiosos. Ou seja, valendo sempre os valores burgueses/cristãos. O que me instiga é pensar por que de tantos filmes nos últimos 5 anos sobre zumbis. A que o gosto das massas revela de seu inconsciente. Talvez o pânico da morte, da decrepitude dos corpos, numa sociedade que esconde os mortos e tem no envelhecimento/finitude seu maior medo. Diametralmente ao gosto pelos vampiros, eternos, jovens, reprimidos/sexualizados, ávidos por gozo veloz e morte. Como drogados: cocaina e craque. Para pensar. 


28 Days Later…) – 2002

Imitacão da vida, Douglas Sirk


Um clássico absoluto do melodrama. O diretor, Douglas Sirks, pai do cinema de Almodóvar, em absoluto domínio da inverossimilhança. Filha renega a mãe negra querendo passar-se por "branca". Lana Turner com sua interpretação de folhinha. Sandra Dee com sua inocência debiloide. Aquele mundo em tecnocolor, belo, composto, sem um fio fora do lugar, e com todos os podres roendo as bordas. Mulheres ultrajadas, sentimentais, piedosas - a beira de um ataque de nervos - se degladiando com uma sociedade opressora, preconceituosa. Tudo é fake e, ainda assim, maravilhoso. Talvez um dos filmes mais racistas de todos os tempos, porém ao mostrar como os negros eram vistos no cinema/sociedade americada mostra-nos que inverossímel mesmo é a América, décadas depois, eleger um homem negro para presidência. 

Charlie St. Cloud


Sim, eu continuo gostando de filme inócuos para espairecer. Filmes sentimentais, com algum viés mistiquinho, algum efeitinho especial, e previsível. Esse filme não decepciona, arregimenta TODOS os clichês melodramáticos de fantasminhas. Resumo: filme i-see-dead-people: irmaozinho do Zac morre e volta todos os dias para jogar baseball com o irmão que vira gerente de cemitério, vê mortos e se recusa a velejar e ir para faculdade. Menina aparece, sofre acidente, ele a salva e deixa o irmão ir para luz. Aquela frases típicas de filmes imbecis: voce vai ser meu irmao, for ever, for ever, for ever. Terminado o filme, não há resquício de pensamento crítico. Melhor que meditação: caminho mais próximo do nirvana?

Wall Street 2


Continuação. Oliver Stone lembrando-se que sabe dirigir. LaBeouf sempre adolescente, sempre eficiente no que faz. Douglas correto num filme que o roteiro não lhe deu suporte para chegar ao fundo de Gekko. Carey Mulligan, com uma personagem incipiente, mas cujo carisma/vulnerabilidade ela concede simpatia incomum. Em determinados momentos o filme parece que se tornará clássico, com sua condução a la filme de gangster. Mas de repente desaba num fim insosso, e num prólogo no mínimo vergonhoso. Melhor planar com a eficiência que sucedia em todo o processo.  Oliver é um moralista que se mete a falar de política, sobre o que é ser americano. Melhor quando era menos condescendente.


domingo, novembro 21, 2010

Sobre o curso de Assis Brasil


Fui fazer o curso do escritor Assis Brasil - que ministra uma pós no Rio Grande do Sul - sobre escrita criativa. De lá saíram bons escritores contemporâneos. Eu, que tive meu desejo de escritor castrado pela faculdade de Letras, sempre nutri a maior curiosidade sobre esse processo. Adorei estar entre os vinte selecionados. A direção do Sesc-Pinheiros deixou muito a desejar: sala improvisada, horário de inicio retardado por conta da organização, faltou mesa para todos os participantes, sem lousa/painel para escrita para anotações do professor no tempo certo e muito ruido (barulho, gargalhadas, interrupções) e até água (no 2o. dia) chegou no fim da aula. Mas Assis Brasil surpreende, pela clareza de exposição, atenção para com os participantes, erudição e simpatia. Anotei umas tantas referências de livros com boas estratégias narrativas. Adorei ouvir o modo apaixonado com que descreveu o livro que está preparando, assim como seu método e estrutura.  Contudo, constatei que muito ali não me era novo não só por que sou formado em Letras (elementos como personagem, foco, espaço, tempo etc não são desconhecido), mas pela proximidade com o ensino de roteiro, livros que li, aulas que já tive na ELCV e aulas que ministrei sobre construção da história/narrativa. Claro que não foi perda de tempo, o foco nos personagens foi excelente, com pontos luminosos que enriqueceram meu conhecimento; além indicação de autores e narrativas desconhecidos para mim. Senti mesmo, pelo pouco tempo para conhecer as pessoas em torno da mesa (o tempo impediu apresentações), cujo diálogo seria maravilhoso, pois acho que nós que escrevemos carecemos mesmo de interlocutores e de troca. O que ficou foi o prazer de conhecer o processo, e saber que não estou longe do caminho, acrescentando a tudo algo que antes me faltava e que não houve tempo de se discutir no curso: o domínio de uma linguagem.


agora

A montanha russa de  2010 não cessa. Mandei à merda aquele velho sentimento, fiz um curso legal, recebi uma ótima notícia, assinei contato com aulas duplicadas, e ganhei bolsa para uma viagem internacional. Férias chegando, mudança de casa, baladinhas felizes, produção de curta, viagem. 









Agora só falta você.













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sábado, novembro 20, 2010

Oficina Assis Brasil

Hoje, primeiro dia da oficina Construção de Personagem, com Luís Antônio de Assis Brasil. Sesc-Pinheiros.

Essa história está diferente


Novas aquisições.

sexta-feira, novembro 19, 2010

Balada Literária 2010



Show de Fabiana Cozza, Emicida e trupe.
[Eu e irmanzinha, muito felizes]

Fabiana Cozza


Divinal.
No Centro Cultural B_arco
2010

quinta-feira, novembro 18, 2010

Irmandade


Eu e meus irmão incríveis, mais o Pedrovski.

quarta-feira, novembro 17, 2010

Summertime



Eu gosto tanto tanto tanto de Janis. Summertime marcou demais um tempo maravilhoso da minha vida.

Balada Literária 2010

Soube agora mesmo que amanhã será dia de simulado, portanto, liberado para Balada Literária. Como se eu tivesse planejado. Vou.

12 festa do livro da USP 2010

Triste

Hoje eu acordei triste. Acontece assim, acorda-se triste. Mas tudo está bem. Mas acordar triste não depende de nós. Acordamos, estamos. Uma amiga diz que no mundo eu sou o que não tem por que se me lamentar, que as coisas acontecem, e eu sempre tenho alguém que me queira. Sinto que realmente estou no tempo certo; mas ainda sinto esse buraco no peito. Talvez a distancia. Eu fico solitário e triste. O fim de semana foi intenso. Hoje estou triste. Há esses projetos no prelo, compromissos, esses mil mundos de descoberta. Ainda assim, isto: ando triste. Parece frescura, mas não há muito que fazer sobre isso, entrar em contato com amigos, conversar, vir aqui e escrever. Fazer da tristeza algo dito, visível, quase concreta criatura para, enfim, descarta-la. Isso que faço, quando estou tão triste.

terça-feira, novembro 16, 2010

Norah Jones




Eu e o Lucas no show da Norah Jones, no Parque do Ipiranga, 14 de novembro de 2010.

Nós, num café chique do Ipiranga


Eu acho que não só pelo fato de ele ser um cara sensacional (a melhor das companhias para passeio), mas raramente deixar de topar convites vindos de uma hora para outra, faz-me buscar sempre a companhia dele. Ou o que explica mesmo é afinidade. Gostamos de ir a lugares legais e sofisticados, e compartilhamos o gosto por arte, teatro, cinema e adoramos fotografar. Agora ele tem quinze anos. O legal da passagem do tempo talvez seja só esse, o de ver os pequenos crescerem, fazer uma espécie de participação especial na vida deles, e ver/saber que eles vão voar. Fico imaginando o quanto teria sido legal ter filhos. Na falta deles, estão aí os primos/sobrinhos, sem o nó gigante de pai, mas para amar sem compromisso de amor, gasto, cobrança. Só o grande afeto.

segunda-feira, novembro 15, 2010

Balada Literária 2010



Acabo de descobrir que estarei na Balada Literária de 2010, num dos cursos mais concorridos. E me sinto mais do que privilegiado.