quinta-feira, julho 30, 2009

Terry Richardson, fotógrafo







Shepard Fairey



Ah, Shepard Fairey é um gênio.

http://www.maissoma.com/2008/7/2/nelson-leirner

Descobri na TVCultura esse espaço de arte em São Paulo.


Tem site. Obras de artistas novos. Como tudo me interessa, isto me interessou mais ainda. Lá a gente encontra coisas geniais, como a imagem abaixo, de Nelson Leirner. Dizer mais o que?


Como aquele personagem do Woody

Nessas duas semanas de férias, eu um tanto "assim", como aquele personagem do Woody Allan que, quando captado pelas câmeras, está sempre fora de foco. Pois é. Eu ando fora de foco.

quarta-feira, julho 29, 2009

Clube da luta


Reassistindo, e fazendo nova videoteca motivado por alunos e uma revista Bravo que saiu com lista de cem filmes definitivos. Este, aliás, não está lá, mas está na minha listinha.

Meio querendo ser super-herói

E aquela blusa que quando uso faz todo mundo rir.

Sabe amor de irmãos?

terça-feira, julho 28, 2009

Madonna

Ai, Jizuis!!!!


Porque todo mundo vai envelhecer e morrer.

Bocage, na ABL

ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

CONVIDA

para a exibição do filme Bocage, o triunfo do amor,

do cineasta Djalma Limongi Batista.

Dia 29 de julho, quarta-feira, às 18h30min,

no Teatro R. Magalhães Jr.

(Av. Presidente Wilson, 203 / 1º andar - Castelo)



BOCAGE, O TRIUNFO DO AMOR

baseado em livro de Manuel Maria Barbosa du Bocage

Drama - 85min - 1998

Elenco:Victor Wagner, Francisco Farinelli, Viétia Rocha, Majô De Castro, Lineu Dias, Eugenia Melo e Castro, Cristina Marinho, Ana Maria Nascimento e Silva, Denis Victorazo, Gabriela Previdello, Malu Pessin, Diaulas Ullysses, Kennedy de Oliveira, Nehle Franke, José Pando.
Sinopse: Filme inspirado na vida, obra e lenda do poeta português Manoel Maria Barbosa Du Bocage, símbolo libertário da sexualidade dos países de língua portuguesa. Em um painel que abrange poemas de todos os gêneros, o filme abre com o episódio baseado no poema que conta a história da bela e requintada cortesã Manteigui que, ao apaixonar-se pelo poeta indomável, acaba redimindo-se no amor. Também é narrado o episódio baseado na poesia que conta a história de duas amigas, Olinda e Alzira, seduzidas e enganadas por Bocage disfarçado. Há o episódio da morte de Josimo, fiel amigo de Bocage, no qual o poeta canta a saudade, sentimento maior da lírica da língua portuguesa.

[Um dos filmes mais importantes do meu professor-mor Djalma Limongi Batista.]

segunda-feira, julho 27, 2009

Preparativos para exposição na EMIA






Gratificante sempre, mas trabalhoso, como tudo na vida. Fotos do espaço onde eu dou uma força com textos e algumas idéias para exposição de fotos do meu amigo Celso Cardoso, que me ajuda em todos meus mirabolantes projetos. Hoje, 27.07.2009, reconhecimento de campo e definição de suportes.

Escola Municipal de Iniciação Artística Aron Feldman. Santo André/SP.


[Pois é, por que a gente não veio para essa vida de passeio, e bom mesmo é criar.]

Aniversário do Sérgio

A cidade ilhada, de Milton Hatoum

Comecei e acabei assim, rapidinho, lendo os contos saltados, e anotando às margens com minha lapiseira 0.9. Gostei muito mais do que esperava, na contramão de seus romances. Uma escrita clássica, num ponto e noutro roçando o Gabriel Garcia Marquez dos Doze contos peregrinos, e umas maneiras de Borges, talvez a sobriedade. Manaus unipresente. Estrangeiros lá e aqui, mas sempre a Amazônia, e assim algo de exótico reverberando. Engenhosa habilidade de Hatoum de construir suspense e algum mistério. Num dos grandes contos: o que está em Machado de Assis (mas com desfecho mal resolvido) é bonito modo de Hatoum de arejar nos contos aquela tendência neo-regionalista que há em sua prosa. A fingida memória (familiar, no limite da crônica, mas e as palavras). Com ele, nada de brechtismo: sabe ele bem esconder o verso do bordado. Nele, tudo soa ponderado, mil vezes visto revisto. Literatura calculista? Literatura de fardão? Onde a espontaneidade, a seta certeira? E o tempo presente? (a quem interessar possa?) Todos os velhos críticos sossegados. Hatoum não quer inspirar paixão, é amor de esposa amantíssima, dona-de-casa honrada. Não puxa o tapete. Não foge com o vizinho. E eu ouso dizer que gostei até demais, pois tudo é belo (porque sem sobressalto), tudo amorável até no que lhe falta: aquele quê de transcendência que fazia dos poetas e prosadores mais antigos uma espécie de milagre.



Contos:

Varandas de Eva
Uma estrangeira da nossa rua
Uma carta de Brancroft
Um oriental na vastidão
Dois poetas da província
O adeus do comandante
Manaus, Bombaim, Palo Alto
Dois tempos
A casa ilhada
Bárbara no inverno
A ninfa do teatro Amazonas
A natureza ri da cultura
Encontros na península
Dançarinos na última noite.

A cidade ilhada. Milton Hatoum. Cia das Letras. 2009.

sábado, julho 25, 2009

Sobre Gal (impressões)



Mas aqui ela estava magnífica, não só fisicamente. Tinha aquele prazer de cantar, a alegria esfuziante. Hoje se fossilizou no papel de prima-dona da mpb, e canta bossa nova com pura técnica e nenhum fio de gosto. A divindade em Gal no que antes era profano.

Comparar tempos? Mesma coisa que dizer que não há mais Drummonds, Cabrais, Bandeiras. Cada qual floresce e traduz a força do seu tempo e no seu tempo (e quiçá perdurar). Gal Costa cantando na Virada Cultural foi das coisas mais tristes já vistas, burocrática, sem energia, show caça-níquel. Não tem a fúria santa de Bethania ou de Elza Soares (muito mais velha do que Gal, e mais do que nunca se reinventando). O disco que Gal lançou em 2005 ("Hoje") é de uma beleza incrível e mostra que ela pode ainda muito mais, mas parece que cansou. Pena. Dizer que "ontem se fazia melhor", que é a maior e não haverá mais é decretar o fim das possibilidades da arte. Além de mostrar alguém fechado à novas percepções. Nestes casos, o que sobra é o olhar saudoso. Você já escutou Fabiana Cozza? Os caminhos de Céu? Monica Salmaso e Roberta Sá (que têm técnica mas nao se encontraram). É preciso também estar aberto e querer ouvir.

Sobre comentar em blogues

Às vezes vou aos blogs que mais gosto e comento. Mas é sempre meu "achar", não é palavra definitiva, não é para pôr ponto-final. Às vezes não há uma questão posta, é só esse meu "achar" seguido do "meu dizer" que nem ao menos tenta roçar a VERDADE. A VERDADE, essa difícil e inapreensível utopia, porque mudamos, e tudo muda no entorno, e o que somos traduz só aquele fugaz momento da enunciação, que se perdeu, dentro de um tempo irremediável quando aquelas palavras traduziam uma perspectiva.

Retorno à ordem da minha argumentação: é só um "achar", uma "impressão" fugaz como toda impressão, desse eu que sou neste instante (em 2009), este eu falível, fadado a alterar-se e perecer. A convicção (eu digo com verbos no modo indicativo, tudo parecendo "o absoluto", deveria preferir a outro aspecto verbal, mas eu sou essa voz que fala com a certeza de dizer ao tempo presente, sem querer "remendar" o que todos dizem, ou ir além do senso comum, sair do lugar comum. Digo sem esperança de convencimento. Há os que nada comentam. Respeito-os, mas não sou desses. Retomo (retórico): só o meu achar (Como escrever o "achar" de outra pessoa?)

E ao contrário do achado (como tem que ser) não agrado sempre a quem me lê. Se me julgam rude, assim me lêem (eu gosto do circunflexo precedendo duplicações, sou da escola antiga, da norma velha) ou lêem rude o texto, as palavras na sintaxe torta que cultivo. Eu gosto de pensar que seja uma troca, aquele espaço dos blogues, não para incensar, para ceder ao "dono", "proprietário" da página. Achei que quem ama o texto, a poesia, a prosa, a palavra, quem se expõe com texto quer o diálogo, não a mera concordância. Pois afinal, crescemos também na discordância, revendo os conceitos pretéritos (pré-conceitos?). Só que não mais. E eu penso no quanto das vanguardas floresceram o belo/ápero com poetas-críticos sem inibição para pensar na contramão das teorias, com ou sem manifestos; sempre inquietos/intranquilos. As atraentes dissonâncias contra o que ali se tinha por harmonia. Não falo desarmonizar, desafinar (mas também os tolos carecem ser ouvidos, ou não), "contra o coro dos contentes". Tudo fundando-se derrubando-se ao som das trombetas e as muralhas eternas ruindo.

Mas é tempo - não de censura - mas de um tempo sem diálogos reais, sequenciar o coro. E eu querendo opinar, querendo "achar". Melhor monologar aqui, revidar o Revide, falar comigo mesmo, falar sozinho. Ideal dos tempos de "pensamento único". Como um tolo na tempestade ante Lear, flagrando aquele momento de sanidade absoluta: o humano tão absolutamente humano.

[E eu gosto tanto tanto dos clows de Shakespeare].

Depoimento (antigo) de Orkut, sobre meu amigo Conrado

Conrado eu conheci graças a uma amiga inesquecível chamada Maria Cilene. Depois ele esteve por aqui em sampa, num tour rápido para ver shows, entrevistar novíssimos etc. Conrado é um cara brilhante. Ele é um garoto (ah ah ele vai odiar isso!) e já é brilhante. Tem algo de triste que eu não sei bem de onde vem. embora esteja certo de que ele supera isso. Vai ser um advogado musical, ou um músico a favor das causas impossíves. Como os santos, seu credo é a Música-Maiúscula, de preferência nas vozes femininas do Brasil. Tem o péssimo hábito de "remendar" os RRRRs paulistas, e às vezes -- por causa da coisa intelectual --é bastante intimidador. Leu "A bolsa amarela", mas agora prefere coisas mais radicais. Um dia talvez descubra "Júlio Cortázar": será amor a primeira vista.


[Ponho por que relendo gostei, e aqui é onde arquivo minha memória e apregoo minhas amizades.]

sexta-feira, julho 24, 2009

Rever David Lynch




Rever David Lynch e reaprender, ver o que não via. Sempre fascinante experiência. Ainda acho a primeira temporada de Twin Peaks coisa de gênio. Cada um desses filmes, especialíssimo. Um mundo estranho, perverso, mas com a perversidade do desejo com alucinações magníficas. Mas hoje meu preferido é Mulholand Drive

quinta-feira, julho 23, 2009

A FACE HORRÍVEL

Liberdade. Liberdade pessoal. A gente fez da liberdade uma base muito forte. Dançou nas tentativas. Talvez isso não dê certo com o amor, não sei. O amor é totalitário. A gente não esperava que houvesse sofrimento.
(...)
Começa é com a gente separando uma pessoa pra gente, e querendo que ela separe a gente também. E separar é isso, é, é tirar do bando, é querer pra gente. Não pode fazer com o bando o que faz com a gente. Claro que é ciúme.
(...)
Nesse tempo eu constatei que há uma energia perversa, um lado horrível no amor. Um amante sempre cobra do outro toda a entrega, todo o aniquilamento e a emoção intensa que consumiu no amor. Precisa disso até pra continuar amando. É uma forma cruel de retomar os pedaços de si que deixou no outro, para voltar a ser um inteiro. Essa cobrança é feita tiranizando o outro, enchendo o saco, ferindo, agredindo, não conversando, desentendendo, sofrendo e até batendo. Ela é menor no começo, mas aparece mesmo aí, nos intervalos de entrega e felicidade; depois a cobrança cresce, e aí a felicidade diminui, mas o amor não acabou: é ele mesmo que tá lá, na sombra, mostrando a face horrível dele.

(...)
Do tanto que um tem de ceder pro outro, da invasão da vida do outro. Uma porrada de coisas. Do humor, claro. Tanta coisa, e tudo é tão miudinho, tão reles. As pessoas se sentem à vontade pra deixar aparecer uma proção de defeitos, sabe?, coisa mesquinha que normalmente escondem de todo mundo. No casamento, não. As pessoas abrem a guarda e vão mostrando intolerância, autoritarismo, dependência, infantilidade, agressividade, possessividade. Já tava tudo lá dentro delas, claro, mas vem pra fora. (...) Você não vê isso numa amizade, por exemplo. Você vê um amigo apanhar do outro, levar um tapa na cara e continuar amigo? Não vê. Em casamento isso é comum. (...) Você vê um amigo insultar o outro, menosprezar o outro, não ligar pro que ele fala, escravizar o outro, e continuarem amigos. Não tou falando de criança, é de adultos. Isso não acontece.
(...)
Olha: não é só issonão. Casamento põe pra fora também o que as pessoas têm de melhor: solidariedade, capacidade de sacrifício, resistência, dedicação... Agora imagine tudo isso agindo junto, esses contrários, a loucura que é. Espera, me deixa falar. Tem o segredo. É. Um esconde dos amigos e parentes os defeitos que descobriu no outro. É como se reservassem só para eles o prazer e o martírio da batalha. E também ninguém vai querer mostrar que vive com uma pessoa cheia de defeitos, não é verdade?, abaixo do que merece. Do que acha que merece. Mas quando dá na vista, aí tem o samba-canção pra consolar e umas frases feitas do tipo ele é meio grosso mas não deixa faltar nada em casa; ela é meio burra mas é ótima mãe.

[Eu li este conto no trem indo dias desses para São Paulo, o título é "A face horrível", mesmo título deste livro de contos de Ivan Ângelo, que é um autor que estou gostando demais de ler. Esse conto é uma obra prima, uma beleza, daqueles que a gente adoraria ter escrito. Ponho aqui um trecho e a sugestão.].

Alice no país das maravilhas, de Tim Burton




quarta-feira, julho 22, 2009

Frida Kahlo - imagens documentais

Só(L)










Hoje a única coisa que aconteceu num dia tristíssimo foi um email. Mas que email! Algumas palavras precisas para iluminar essa desolação.

Curta

Coloquei um curta que começava bonitinho, aí vi o final fantasminha e brochei. Ninguém merece filminho que termina

1) tudo era um sonho
2) o personagem era um fantasminha e nós só descobrimos no final (yes, virou clichê)
3) lição de moral ou auto-ajuda

terça-feira, julho 21, 2009

domingo, julho 19, 2009

TAUro, TAUto

taurocéfalo: que tem cabeça de touro (taurokephalos)
tauromaquia: arte de tourear
tautócrono: síncrono/isócrono
tautofonia: repetição excessiva do mesmo som
tautologia: vício de linguagem, que consiste em dizer sempre a mesma coisa, por formas diferentes
tautograma: composição poética, em que todas as palavras principiam pela mesma letra
tautometria: excesso de simetria, que resulta em vício, monotonia
tautossilabismo: repetição de sílabas iguais, formando palavras populares ou familiáres: Lulu, Mimi, Dodó.

sábado, julho 18, 2009

Vidas amargas



[Eu choro a cada dez minutos deste filme. No Brasil ganhou o título de Vidas Amargas, mas no original (como na obra literária de John Steinbeck) é A leste do Éden. Comovente ver a luta do filho (feito por James Dean) para que o pai o ame, a necessidade de destruir o irmão perfeito (preferido do pai), de descobrir o segredo de sua origem. Claramente inspirado no texto bíblico (Em Cain e Abel). De uma infelicidade sem fim. Trata-se de um melodrama, mas qual o problema? Meu cinismo se despega da cara com Kazan. Eu fico todo ouvidos, olhos, bocas, me entorto no ângulo da câmera, a panorâmica sobre o trem, vejo de baixo a mãe passar, estou sobre a grande sombra do corredor, balanço no balanço e baixo a minha cabeça sobre a árvore. Eu vivo cada grande movimento e acredito naquele ingênuo e difícil amor de Dean pelo pai. E por que está ali algo que não me falta, sigo revendo-o vezes e vezes. É que o que me faz amar os filmes de Elia Kazan (Sindicato dos ladrões e Um bonde chamado desejo são dois dos maiores já feitos, e que ponho ao lado deste, e este em primeiro), é por aprender que não só eu padeço desse mal chamado "angústia existencial". Quanto a James Dean, neste filme percebe-se por que ele era único (como Marlon Brandon, também único). Esqueçam atuações realistas e/ou naturalistas de novela e embarque nesta hiper e viceral interpretação de Dean: cada gesto e expressão querendo-se maior que a vida. Estava ele no uso do Método - Actor Studios - mas já transcendendo-o, quase operístico, (mas não à maneira que se viu em Rocco e seus irmãos, do Luchino Visconti, uma outra coisa), um transbordamento interior que grita em cada gesto. Assistam, entendam, revidem. Eu ando na vida bem carente de bons interlocutores até para derrubar umas e outras convicções que fui roubando de impressões alheias. ]

Se eu fosse um livro seria

Fiz um destes testes de internet para saber qual livro eu seria se fosse um livro,
caiu uma biografia da Carmen Miranda, O Alquimista do Paulo Coelho (!!!!) e este aí abaixo do qual me orgulho. Quase como um horóscopo diz o seguinte:


"Memórias póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis

Ok, você não é exatamente uma pessoa fácil e otimista, mas muita gente te adora. É possível, aliás, que você marque a história de sua família, de seu bairro... Quem sabe até de sua cidade? Afinal, você consegue ser inteligente e perspicaz, mas nem por isso virar as costas para a popularidade - um talento raro. Claro que esse cinismo ácido que você teima em destilar afasta alguns, e os mais jovens nem sempre conseguem entendê-lo. Mas nada que seu carisma natural e dinamismo não compensem.


"Memórias póstumas de Brás Cubas" (1881) é considerado o divisor de águas entre os movimentos Romântico e Realista. Uma das expressões da genialidade de Machado de Assis (e de sua refinada ironia), há décadas tem sido leitura obrigatória na maior parte das escolas e costuma agradar aos alunos adolescentes. Já inspirou filme e peças de teatro. É, portanto, um caso de clássico capaz de conquistar leitores variados. Proezas de Machado.

Faça o teste aqui.

sexta-feira, julho 17, 2009

MATÉRIA sobre blog das 30 pessoas no VÍRGULA/UOL

O meu (nosso) chefe/camarada, Lucas Guedes, deu uma entrevista no VÍRGULA, revista eletrônica da UOL, sobre o Blog-coletivo do que participo (no dia 13) na boa companhia de mais 29 nove incríveis colegas blogueiros: o BLOG DAS 30 PESSOAS. Adorei tudo, e orgulho redobrado de participar neste blog que só tem me dado alegrias. Clique no título deste post, para ler na íntegra a entrevista e saber mais sobre o blog/coletivo/projeto.







quinta-feira, julho 16, 2009

MiM

Hoje, na correria, eu só pensava numa coisa: eu preciso de uns dias só para cuidar bem de mim

quarta-feira, julho 15, 2009

Som & Fúria

A vida é só uma sombra: um mau ator que grita e se debate pelo palco, depois é esquecido; é uma história que conta o idiota, todo som e fúria, sem querer dizer nada”



[Para dizer que estou gostando da minissérie da Globo, e dizer que não encontrei uma foto descente aqui para postar. Vi aqui e ali bons elogios pela internet, mas a audiência despencou (o que não significa muita coisa, em questão de mérito artístico/ qualidade da série), embora o veículo "televisão" exija - para existir - boa audiência (mais do que qualquer outro). Também por aí muitos elogios a empreitada nacional - encabeçada pelo "internacional" Fernando Meirelles (não sou eu que assim o qualifica, mas a imprensa, o dito Jornalismo Cultural). Porém, é preciso lembrar que se trata de uma "adaptação" de uma série homônima canadense, (ele não esconde isso) então até onde o nacional de fato? Os atores estão ótimos: Felipe Camargo ressurgido das cinzas, e Andrea Beltrão (e Zelda, adoro) parece que se descobriu como atriz. Aquela menina flor, que me parece sempre tão insossa, a Cazé (feia até não poder mais) compondo uma personagem com os arremedos de si mesma, e o Dan Stúbaque (ai preguiça de googlar o nome) canastra de personagem, todos atuando como nunca, dá para notar a felicidade de realizar esse trabelho. Achei só que doze capítulos é tempo demais para uma série que exige tanto de um público insone que não sabe quem é Shakespeare, raramente/nunca foi ao teatro, e que inevitavelmente irá se engasgar no ritmo e nas tramas entrecortadas da série. Mas não deixa de ser bela utopia esse desejo de sofisticar um aparelho que se liga sem pestanejar para transmitir o suprassumo do lixo dramatúrgico Os mutantes, ou o folhetim de Lady Abravanel.]

MEU CORAÇÃO SÓ

Meu coração não quer acreditar
Não quer me ouvir
Não quer saber
Quer só querer
Quer só lembrar
Quer só você

E para onde quer que eu vá ?
Meu coração só quer voltar
Pra aquilo que fomos
Você e eu
E para tudo o que o amor nos deu

Meu coração só não quer ser só meu
Só quer sonhar
Só quer gostar
Só quer fazer
Com que as noites voltem a passar
Quer disparar em marcha ré
Meu coração só não perde a fé
Meu coração não quer saber o que sabe
Meu coração da escuridão
Quer milagres

Meu coração não quer saber
O que sabe

Adriana Calcanhotto

terça-feira, julho 14, 2009

Leituras

Novos livros, uns que ganhei, outros comprados nos sebos do Rio e de São Paulo, a maior parte de contos, pois pretendo daqui por diante centrar meu foco apenas no conto brasileiro contemporâneo.

Falo de mulher, Ivana Arruda Leite
Ao homem que não me quis, Ivana Arruda Leite
[Thanks Lks]

A máquina extraviada, José J. Veiga
Os cavalinhos de Platiplanto, José J. Veiga
Meu tio Roseno, a cavalo, Wilson Bueno (romance)
A cidade ilhada, Milton Hatoum
A morte de D. J. em Paris, Roberto Drummond
Feriado de mim mesmo, Santiago Nazarian (romance)

Anteriores

A face horrível, Ivan Ângelo
A orelha de Van Gogh, Moacyr Scliar
Entre vida e morte, Fernando Bonassi
Gasolina, Júlio Menezes (romance)
Música anterior, Michel Laub
A cabeça, Luiz Vilela
Crimes à moda antiga (contos verdade), Valêncio Xavier
Novelas nada exemplares, Dalton Trevisan
Livros de histórias, João Ubaldo Ribeiro
Cidade de Deus, Paulo Lins (romance)

E o mais que obrigatório

Contos escolhidos, Luigi Pirandello

Noturno na Lapa

Julho.2009

segunda-feira, julho 13, 2009

quarta-feira, julho 08, 2009

Vagarosa - Disco novo da Céu

Disco novo da Céu já é um princípio de felicidade.


[Achei aqui, mas me obrigo sempre a comprar da Céu, (e outra poucas cantoras), o original. Além disso, preciso, urgentemente, vê-la ao vivo num show.]

Copiar colar

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

[Meu lado professor às vezes grita em mim]

Adiamentos

Preparando exposição. Passando vídeo. Recebendo. Pagando. Baixando trabalhos para corrigir. Cobranças várias. Tudo corrido. Agora, viagem. Cansaço grande antes da partida. Nem nos trinta deu tempo de chegar, e o vídeo que queria preparar fica para o outro mês. E o resto, para quando voltar.

segunda-feira, julho 06, 2009

Testemunho

Têm as pessoas que dançam, e eu não sei dançar. As que cantam para outros ouvirem. Sapateadores. Os que modelam. Gestos rápidos de prestidigitação (os mágicos, os mímicos, os místicos). Os que desenham, e os que sabem levar na conversa. Uns sobem no palco, interpretam. Há os que tocam instrumentos. Que cozinham e têm mão para planta. Eu só sei das palavras. Eu só sei esse discurso truncado, que levou anos para dominar, mas sobre o qual -- o exato sentido -- eu nunca dou conta. [Cada um, nas entrelinhas, lendo-me alegre triste apaixonado fingidor (mal-magoado) sinistro ou insincero.]E eu queria ir além do testemunho, eu queria o salmo santo, a multiplicação dos peixes, o perdurável, já que me sinto perdendo. Estou perdendo sempre. A memória. A fortuna. O dia. Aquele grande insensato sentimento. Só não perco essa angústia que bate vezenquando, e melancólico me deixa sem dormir.

Então eu ouço a Calcanhotto e aquele segundo disco do Rubi.

domingo, julho 05, 2009

Cores de Calcanhotto


Clique aqui ou no título para ver o clipe.

http://www.youtube.com/watch?v=ZELQWIsp7RI

sexta-feira, julho 03, 2009

REVIDANDO o Blog das 30 pessoas

Um mês do Blog das 30 pessoas. Eu quero dizer do prazer de fazer parte. A expectativa de descobrir pelo texto cada pessoa. A surpresa de cada postagem. O gosto de comentar, e ainda maior, de ler os comentários (um segundo prazer). A tensão do dia em que "nossa" postagem se avizinha, e certo medo (justificável?) da recepção atenta. Pois, o que sinto é que a maior parte procurou (até no meio de certa angústia) brindar os 29 com o seu melhor. Houve, eu creio, uma diversidade legal, embora às vezes predominasse uma monocórdica melancolia (minha também). Mas por que o bom não pode ser feliz? Nesses casos, estou com Rosa: engole o choro e vamos a vida, afinal a gente vive mesmo é em dia de semana.

De um modo geral: mulheres mais instrospectivas, homens usando verbos de ação. Mas tudo fazendo do blog a viva experiência, um blog meio que novo a cada dia. E como tinha anunciado (uns me desaconselharam, mas no Revide, eu revejo/revido/e mando eu), fiz questão de apregoar a todos os cantos aquilo que mais me fez feliz (e/ou me pôs atônito) neste Blogs30; uma seleção muito pessoal desse sujeito viciado em adjetivos esdrúxulos:

# O espantoso 4 de julho da Paulete Miletta, delicadeza e ousadia;
# O poema luminoso do dia sete, com título equivocado que desviou a atenção da bela escrita da Lubi;
# O itinerário interior do 15 de julho, do Rodrigo Artur;
# O danado do "Dust in the wind", música que detesto, mas texto que conjuga leveza e lirismo;
# O segundo (ou primeiro) mais belo post do mês: "A puberdade da alma", de Mayra Massuda, no dia 24 (mas lá eu disse tudo quanto podia dizer);
# E o dia 30, numa mudança de tom detonante, salto mortal dos contos/introspecções com o texto irônico sagaz e estiloso do Pavarini.


Ainda ponho em pauta, a descoberta do Cleyton Cabral. Se não meto aqui o "Conto de fodas", no meio do que achei melhor, não posso deixar de jeito nenhum o blog dele de fora, pela delícia dos textos que descobri lá. [Mas aí estou deixando de dizer o tanto de "meninas" incríveis que detonam nos seus blogs (os quais frequento), e outros tantos dos caras]

Como não podia deixar de fazer, escrevo aqui (e não lá) elogio a um tal Lucas, e uma questão: qual o segredo para conhecer tanta gente boa e satanicamente talentosa?!!! se nunca achei gente pra fazer nem um fanzine decente?! Mistério sagrado de Lucas-evangelista?

Mas quero evitar me alongar demais, só para fazer constar que o blog das 30 pessoas me deu 29 blogs para ainda mais gostar. E estou ansioso para ver o rumo novo desse blog (de tão pop) noticiado e plagiado.

Local para futura exposição


EMIA - SANTO ANDRÉ, junho de 2009.

Foto do Celso Cardoso

Fins e Começos

Sábado passado,
encerramento com coquetel da turma da ELCV.

Segunda agora,
encerramento da turma de Pós-graduação na Fundação Santo André.

Esta semana,
metido já nas gravações/preparações da exposição da EMIA com o Celso.

Viagem mais que breve para o Rio.


E seguimos.

Abaixo, um dos (10) curtas que fizemos com a turma mirim da ELCV.
Lá estou como professor de roteiro.
Este curta é uma produção coletiva dos alunos.

PRIMEIRO DIA

quarta-feira, julho 01, 2009

Exercício da levitação


Dupla homenagem



Homenagem à bailarina/bailadora/dançadora/coreógrafa Pina Bausch
Homenagem à bela frase de Conrado:

Um minuto sem movimentos em honra a Pina Bausch, que faleceu hoje aos 68 anos.



Praticando a auto-ajuda ou Renovando a despedida

Eu gosto do Rubi cantando o Kleber Albuquerque, e da Adriana Calcanhotto na voz da Maria Bethania, um tanto mais do que esta fazendo a Ana Carolina. Eu gosto da Marina Lima cantando "Um homem pra chamar de seu" (mesmo que este homem seja eu), quase tanto quanto o Ney cantando desse modo o Erasmo Carlos. Eu gosto desses filmes em que nada se diz e tudo se faz, como os loopings intraduzíveis que há na trilogia do Kieslowski. Eu gosto particularmente do Azul, da tristeza-piscina em que mergulha a Juliette Binoche. Gosto por isso do Retorno a Howard End, e do Amor à flor da pele, e dos Estados Unidos desértico que há em Paris, no Texas de Wim Wenders. Do Brasil, eu gosto da Bossa Nova, do João e do Jobim, gosto dos falsetes de Caetano, e quando este simula ser o Chico e do Chico emulando também os temas de Caetano. Já do Gil eu gosto tanto (mas com reservas) e do ritmo do Jorge Ben, embora seus versos trôpegos me irritem, como os vazios-de-sentidos destoam nos versos-de-Djavan. E eu que aprendi com Elis que a voz de Deus soa como Milton, volto e ele sempre que posso para reaprender a amá-lo; reaprender a amar o Walter Salles do segundo e do terceiro filme, a Marisa Monte que virou pó, a divindade perdida de Gal Costa. Eu queria ter a mão que guia a câmera no ângulo algo preciso, tenso e delicado do Karim Aïnouz, no Céu (azul) de Suely, e que erra e acerta no Céu estrelas, de Tata Amaral. Queria, porque gosto dele, que o Lázaro Ramos não se banalizasse, que houvesse mais filmes da Lucrécia Martel e do Almodóvar e do Wong Kai-wai e do Wood Allen e do Clint Eastwood. Mais canções também do Chico Buarque (de preferência na voz da Céu, da Maria Rita, da Mariana Aydar, da Ceumar, da Roberta Sá). Eu queria um disco inteiro do Cartola na reinvenção da voz pequena de Vanessa da Mata, e que todo ano eu pudesse ouvir mais cantares de Fabiana Cozza. E do Gilberto Braga uma bela nova novela. Do Garcia Marquez, do Marcelino Freire, do Saramago, do Luís Vilela: novos contos. Um livro póstumo, esquecido na gaveta do Jorge Luís Borges. Eu queria o conforto de me sentir sob pressão para criar, ler, entender. A premência de lecionar. Ter dinheiro com que gastar com prazeres que não estão à venda. E todo tempo do mundo para ser, que significa para mim ter mais amigos, mais gente para gostar, mais motivos para ligar, escrever, falar ao telefone. O amor: sem reservas e angústia existencial. Eu queria que essa não necessidade de livros de auto-ajuda se traduzisse em alguém que se sente preparado para a exigência da vida - sua urgência, mas que a vida fosse matéria moldável, mais que renovada. Pois eu gosto de coisas demais, o suficiente para que qualquer escrito meu soe como uma despedida.

Dados do Blog das trinta pessoas

Recebi email do Lucas (criador/fundador/engendrador/idealizador) de O Blog das trinta pessoas, no qual participo no dia 13 com o maior orgulho. Aqui embaixo, uma avaliação pelo google analytics dos 30 dias de junho. E para enfatizar o mistério, meu post foi sobre o número 13, e teve, coincidentemente 135 acessos. E somem 5.242 (número total de acessos) e qual o número dará?

>> 2009/7/1 .lucas guedes >> people, completamos um mês de blog. ê!
>>> agora mando uns números para que saibam como andaram as visitas lá no
>>> nosso espaço no período de 01 a 30 de junho.
>>> as estatísticas são do google analytics, estou pensando em fazer o
>>> cadastro no sitemeter, porque os dados ficam visíveis a todos. tentei
>>> exportar os dados, não consegui e não estou com tempo para dar printscreen
>>> na tela e mandar a todos, então fica um resumo pra vocês. caso queiram
>>> outras informações, perguntem.
>>> obrigado a todos, abraços
>>> ***
>>> .lucas guedes
>>> http://condussao.blogspot.com
>>>
>>>
>>> BLOG DAS 30 PESSOAS - 01 a 30 de junho de 2009
>>> VISITAS:
>>> 5.242
>>> VISITANTES ÚNICOS:
>>> 1.837
>>> PÁGINAS VISITADAS:
>>> 7.813
>>>
>>> TOP PAÍSES:
>>> 1 - Brasil (4.990)
>>> 2 - Suíça (71)
>>> 3 - Espanha (40)
>>> 4 - Portugal (35)
>>> 5 - Argentina (32)
>>> TOP CIDADES
>>> 1 - São Paulo (2.190)
>>> 2 - Santo André (528)
>>> 3 - Belo Horizonte (484)
>>> 4 - Recife (354)
>>> 5 - Curitiba (150)
>>> FONTES DE TRÁFEGO
>>> 1 - Tráfego direto (813)
>>> 2 - Twitter (469)
>>> 3 - Google (320)
>>> 4 - Blog - Um grama para o fim de semana (297)
>>> 5 - Blog REVIDE (280)
>>> PALAVRAS-CHAVE
>>> Além das básicas (blog das 30 pessoas, blog dos 30, nome dos blogueiros,
>>> etc), apareceram estas:
>>> - Comendo a crente;
>>> - Comendo o Lucas;
>>> - Ana Guimarães travesti;
>>> - Hino nacional brasileiro assoviado;
>>> - Imperfeições dos famosos;
>>> - Transmissão Tour de France;
>>> - Significado de sonhar com pia entupida;
>>> - Onde 'as mulher' tem arrepios aos 14 anos.
>>>