domingo, setembro 30, 2007

CORREDOR LITERÁRIO - SÃO PAULO

Vou participar do CORREDOR LITERÁRIO este ano com três palestras.

CLIQUE ABAIXO PARA VER PROGRAMAÇÃO
http://www.corredorliterario.com.br/


AÍ ESTÃO AS PALESTRAS QUE APRESENTAREI:

A dor de amor medieval e romântica nas letras de Renato Russo
Autor: Eduardo de Araújo Teixeira
Atividade: Palestra
Público: Público em geral
Caixa Cultural - Conjunto Nacional - Avenida Paulista
11/10/200716h

“Modernismo, Tropicalismo e intertextualidade em Adriana Calcanhoto”
Autor(es): Eduardo de Araújo Teixeira
Atividade: Palestra
Público: Público em Geral
Caixa Cultural - Conjunto Nacional - Avenida Paulista
14/10/200716h
http://www.corredorliterario.com.br/asp/programacao_data.asp?offset=175


“A apropriação de D. Quixote em Guimarães Rosa e Mia Couto”
Autor(es): Eduardo de Araújo Teixeira
Atividade: Palestra
Público: Público em Geral
Caixa Cultural - Conjunto Nacional - Avenida Paulista
14/10/200719h
http://www.corredorliterario.com.br/asp/programacao_data.asp?offset=175



AGORA OUTRAS PALESTRAS QUE RECOMENDO:

Sagarana e vozes anoitecidas
Palestrante: Susana Ventura
Público: Público em Geral
Livraria Cultura Paulista (Conjunto Nacional)
03/10/200717h

[A palestra tece considerações sobre dois livros de contos ‘Sagarana’ (1946), do escritor Guimarães Rosa e ‘Vozes anoitecidas’ (1986) do escritor moçambicano Mia Couto. Quarenta anos separam o momento da primeira publicação destes dois livros inaugurais na obra dos autores e considerados como importantes marcos das literaturas brasileira e moçambicana. Partindo de dois contos tematicamente correlatos propomos uma leitura das duas obras.]

“Aboios e vaqueiros em Guimarães Rosa e Graciliano Ramos”
Autor(es): Márcia Accioly e Susana Ventura
Atividade: Sarau
Público: Público em Geral
MASP - Auditório Grande
13/10/200718h

"Releitura dos Contos de Fadas em Almodóvar e Marina Colasanti
Autor(es): Susana Ventura
Atividade: Palestra
Público: Público em Geral
Instituto Cervantes (Auditório)
04/10/200719h30

[Releituras dos contos de fadas na contemporaneidade: as revisitações realizadas pela escritora Marina Colasanti e pelo cineasta Pedro Almodóvar”. A palestra parte dos contos de fadas tradicionais, vistos em sua especificidade, para analisar as revisitações do gênero operadas pela escritora ítalo-brasileira Marina Colasanti - nos livros de contos Uma história toda azul, Doze reis e a moça no labirinto do tempo, Entre a espada e a rosa e Longe como meu querer - e aquela operada por Pedro Almodóvar - no filme Fale com ela.]


OUTROS QUE RECOMENDO:

E tenho dito
Debate com o autor Marcelino Freire
Público: Adulto
Fiesp - Café Hora da Razão
09/10/200717h às 18h30
Empresa:
Informações importantes:-

Literatura e cinema: (In) fidelidade
Bate-papo com Marçal Aquino
Fiesp - Café Hora da Razão
10/10/200719h
Empresa: SPEL
Informações importantes:

Migrantes Literários em São Paulo
Autor(es): Ivan Ângelo
Atividade: Palestra
Público: Público em Geral
Colégio e Faculdade São Luís - Sala Multimídia
10/10/200714h30 às 16h
Empresa: Revista Cult

CHICO BUARQUE (de novo) CARIOCA

Agora é oficial: comprei o dvd do Chico Buarque - Carioca.

sexta-feira, setembro 28, 2007

DOIS HOMENS VELHOS


GRANDE HOTEL

Vens ao meu quarto de hotel
Sem te anunciares sequer
Com certeza esqueceste que és
Que és uma senhora
Vejo-te andar de tailleur
Atravessando a novela
Sentes prazer em falar
De sentimentos de outrora

Deito-me no canapé
Não sem antes abrir a janela
E ver tuas palavras ao léu
Jogas conversa fora
Sabes que estive a teus pés
Sei que serás sempre aquela
Pretendes me complicar
Mas passou a nossa hora

Não me incomodo que fumes
Podes mesmo te servir à vontade do meu frigobar
Ou levar um souvenir
Dispõe do meu telefone
Desejando, liga o interurbano pra qualquer lugar
E apaga a luz ao sair

Quando eu pensava em dormir
Tu chegas vestida de negro
Vens decidida a bulir
Com quem está posto em sossego
Entras com ares de atriz
Sabes que sou da platéia
Deves pensar que ando louco
Louco pra mudar de idéia, não?
Pensas que não sou feliz
Entras com roupa de estréia
Deves saber que ando louco
Louco pra mudar de idéia.

Wilson das Neves - Chico Buarque/1997




[Tão linda esta canção que até dói. Conheci somente agora quando saiu nesse dvd do Chico - Carioca ao Vivo. Está numa seqüência linda, com Chico encadeando canções: "Bye bye Brasil", "Cantando no toró", e finalmente, "Grande Hotel". Mas como são bonitas também as canções: "A história de Lily Brown", "Leve", "Subúrbio" e "Ode aos Ratos"]

FADO - outras partes


Fui a Santos quinta (20 de setembro) para um Congresso no Sesc-Santos. Com a câmera de Heloísa gravei uns trechos interessantes para o FADO (Heloísa Valente, atribuladíssima, como sempre, com mil atividades. No final, um evento com uma homenagem bela e emocionante). Tiago conseguiu concluir num dia o trailler com o material que podia, embora não tenha seguido todas as minhas instruções, salvou a pátria. Homenagem ao radialista (e fadista) Manoel Ramos e esposa Lídia Miguez. Participação super-especial do Maestro Julio Medaglia (Dei uma breve ajuda na gravação). Débora, como sempre, minha heroína deu a direção do evento quando estava perdido olhando para o mar. Suzanna, o que dizer? Delicada, levou-me até a estação com aquela atenção que é inteiramente dela.

SANTIAGO




SANTIAGO é mais um extraordinário documentário de João Moreira Salles. Djalma falou que precisava ver. Disse umas coisas lindas. Djalma está (quase) sempre certo, o difícil é saber de fato quando pôr esse "quase".

Meu desejo, era fazer um daqueles ensaios longos, mas por sempre julgar insuficiente o texto final (reescrito 12 vezes até a exaustão sem jamais acreditar finalizado) resolvi não pensar demais, apenas postar as "impressões".

Sendo assim, torno a adotar aquela forma fragmentária de tópicos, que mais sugere e pontua do que encerra uma idéia acabada:

- não, a culpa não é do mordomo
- pater noster em latim, solene e trivial
- subserviência ou subversão do destino
- um homem sempre posto no tempo errado (segundo João)
- a vida prosaica e transcendente
- finalmente ele alcança a intensidade dos filmes que falam sobre pobres ao falar da elite
- admiração e comiseração
- ozu
- castanholas numa música que não é para castanholas
- porque é mozart...
- quando ele quis dizer eu não liguei a câmera
- a crueldade de quem dirige
- a nossa memória nos trai
- a infância nas entrelinhas: quando minha mãe partiu
- resgatar a memória para dar sentido a vida
- resgatar a memória (de santiago) para dar sentido a vida
- resgatar a memória prodigiosa de santiago, prodigiosa da película (que paraliza e dinamiza um tempo morto, a história pretérita) para seguir a frente
- um filme de quem deseja encerrar a carreira?
- Santiago (argentino), um Pierre Menard de Jorge Luís Borges
- que latino-america é esta de que falamos?
- a piscina e a família
- "preciso voltar e rever aqueles dois quartos vazios"
- o que era para ser "arte plástica" e perecível vira "entendimento e superação"
- a partir de um erro, um grande acerto
- Coutinho reinventado o Cabra, porque as imagens não estão soltar no espaço e o cineasta é um ser pensante
- leia nas entrelinhas: quando minha mãe partiu...
- desencanto que encanta?
- nem preto nem branco: mundo gris
- longas anotações sobre fantasmas
- o filme sobre velhos fantasmas do outro Salles
- um mundo recortado, limitado, milimetricamente delimitado
- Santiago no aquário
- longo corredor noturno
- excluir o mundo exterior os ruídos e os escombros

[Jorge Furtado, eu adoro seus pequenos filmes, mas está entendendo? Sanameamento Básico é metalinguagem cômica (divertida, bem tecida e esquecível, por isso, não apenas humorística, mas risível), Santiago é metalinguagem transcendente. (Porque, independente do gênero, é preciso dar nobreza a arte de filmar).


"Santiago", de João Moreira Salles.
Visto no UNIBANCO - AUGUSTA
25 DE setembro de 2007.

quinta-feira, setembro 27, 2007

O HOMEM VELHO

O homem velho deixa a vida e morte para trás
Cabeça a prumo segue rumo e nunca, nunca mais
O grande espelho que é o mundo ousaria refletir os seus sinais
O homem velho é o rei dos animais
A solidão agora é sólida, uma pedra ao sol
As linhas do destino nas mãos a mão apagou
Ele já tem a alma saturada de poesia, soul e rock'n'roll
As coisas migram e ele serve de farol
A carne, a arte arde, a tarde cai
No abismo das esquinas
A brisa leve trás o olor fulgaz
Do sexo das meninas
Luz fria, seus cabelos têm tristeza de neon
Belezas, dores e alegrias passam sem um som
Eu vejo o homem velho rindo numa curva do caminho de Hebron
E ao seu olhar tudo que é cor muda de tom
Os filhos, filmes, livros, ditos como um vendaval
Espalham-no além da ilusão do seu ser pessoal
Mas ele dói e brilha único, indivíduo, maravilha sem igual
Já tem coragem de saber que é imortal

CAETANO VELOSO
.
[Estou ouvindo novamente o CAETANO, a quem adoro apesar de todos os foras que ele sucessivamente dá. No momento, apaixonado também por algumas canções que estão lá no SHOW CÊ - Ao vivo.]

ORKUT - armadilha

Não abram nada que vier do meu orkut. Passaram-me um virus que está replicando a tal mensagem. Aliás: nunca abra foto ou arquivo algum que te mandarem do orkut.

Abraço

terça-feira, setembro 25, 2007

O QUE OUÇO

Sim, continuo adorando Maria Rita, e esse cd é uma beleza:



mente ao meu coração

mente ao meu coração
que, cansado de sofrer,
só deseja adormecer
na palma da tua mão…
conta ao meu coração
estória das crianças,
para que ele reviva
as velhas esperanças…
mente ao meu coração
mentiras cor de rosa
que as mentiras de amor
não deixam cicatrizes…
e tu és a mentira mais gostosa
de todas as mentiras que tu dizes…

Francisco Malfitano e Pandia Pires

[Uma interpretação surpreendente que já põe Maria Rita no patamar das grandes cantoras do Brasil, pese ou não o fantasma de Elis. E não é que me deu um tesão incrível de escrever o roteiro de um longa só para pôr essa canção e essa voz?!].

Filmes novos e velhos vistos e revistos






domingo, setembro 23, 2007

ÁGUAS DE MARÇO

É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
é um caco de vidro, é a vida, é o sol
é a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
é peroba do campo, é o nó da madeira
caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
é o mistério profundo
é o queira ou não queira
é o vento ventando, é o fim da ladeira
é a viga, é o vão, festa da cumeeira
é a chuva chovendo, é conversa ribeira
das águas de março, é o fim da canseira
é o pé, é o chão, é a marcha estradeira
passarinho na mão, pedra de atiradeira

Uma ave no céu, uma ave no chão
é um regato, é uma fonte
é um pedaço de pão
é o fundo do poço, é o fim do caminho
no rosto o desgosto, é um pouco sozinho

É um estrepe, é um prego
é uma ponta, é um ponto
é um pingo pingando
é uma conta, é um conto
é um peixe, é um gesto
é uma prata brilhando
é a luz da manhã, é o tijolo chegando
é a lenha, é o dia, é o fim da picada
é a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
é o projeto da casa, é o corpo na cama
é o carro enguiçado, é a lama, é a lama
é um passo, é uma ponte
é um sapo, é uma rã
é um resto de mato, na luz da manhã
são as águas de março fechando o verão
é a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
é uma cobra, é um pau, é João, é José
é um espinho na mão, é um corte no pé
são as águas de março fechando o verão
é a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
é um passo, é uma ponte
é um sapo, é uma rã
é um belo horizonte, é uma febre terçã
são as águas de março fechando o verão
é a promessa de vida no teu coração



TOM JOBIM




NEM SEMPRE SE PODE SER DEUS


sexta-feira, setembro 07, 2007

segunda-feira, setembro 03, 2007

PI - MUSICAL


www.tomdukich.com/math%20pi%20piano%20solo.html

Memorização



Para memorizar o valor de pi costuma-se utilizar do artifício de usar palavras com a quantidade de letras de cada algarismo do número [1]. Uma sentença famosa em língua portuguesa é:
Nós e todo o mundo guardamos pi usando letra por número
3, 1 4 1 5 9 2 6 5 3 6
Outras sentenças:
• Até a nado a Maria encontrou na margem peixe bem lindo.
• Sim, e util e facil memorizar um numero grato aos sábios.
• Vai à aula o aluno apreender um número usado nos arcos.
• Sou o medo e temor constante do menino vadio.
Em inglês há uma atribuída a Isaac Asimov:
• How I want a drink, alcoholic of course, after the heavy lectures involving quantum mechanics!

SONHO DE CONSUMO


.
PAVILLION HP DV9233
Core 2 duo 1.66Ghz
2 GB Memória RAM
HD 240 GB Sata 5.400 RPM
Câmera integrada 1.3mp
Placa de vídeo Gforce 7600 256 MB
Tela 17 widescreen
Wireless

.
01.09.2007

TÍTULOS EXTRAORDINÁRIOS

(Acho o título desses lívros extraordinários)

TÍTULOS EXTRAORDINÁRIOS
(Acho o título desses lívros/filmes/obras extraordinários)

A balada do falso Messias
A casa de Bernarda Alba
A cinza das horas
A consciência de Zeno
A curva do sino
A dinâmica das larvas
A elegância do ouriço
A estratégia da aranha
A história do “O”
A hora e vez de Augusto Matraga
A impureza do branco
A incrível e triste história de Cândida Erêndira e sua avó desalmada
A insustentável leveza do ser
A invenção de Orfeu
À leste do Éden
A loucura de Isabela
A morte do caixeiro-viajante
A morte e a donzela
A morte e a morte de Quincas Berro D´água
A morte pede carona
A mulher que matou os peixes, Clarice Lispector
A outra volta do parafuso
A paixão segundo GH
A pele que habito
A quadratura do círculo
A queda para o alto
A solidão dos números primos
Á sombra das raparigas em flor
A via-crucis do corpo
A viagem do capitão Tornado
Adivinhe quem vem para o jantar
Agnes de Deus
Alice no país das maravilhas
A mão que balança o berço
Amar se aprende amando
Amar, verbo intransitivo
A máquina do mundo
A noite dos desesperados
Arquitetura da destruição
As intermitências da morte
As pontes de Madison
As vinhas da ira
Azul e dura
Bebel que a cidade engoliu
Bodas de sangue
Bonitinha mas ordinária
Cem anos de solidão
Circuladô de fulô
Carne trêmula
Clamor de sexo
Crônica de uma morte anunciada
Dentro da noite veloz
Deus e o diabo na terra do sol
Doce pássaro da juventude
Dona flor e seus dois maridos
Doze reis e a moça no labirinto do vento
Em busca do tempo perdido
Esperando Godot
Esplendor na relva
Esse obscuro objeto do desejo
Fátima fez os pés para mostrar na choperia
Família terrivelmente felizes
Feliz ano velho
Filosofia da alcova
Grande sertão: veredas
Inventário precoce
Jangada de pedra
Lavoura arcaica
Limite branco
Limite vertical
Mas não se matam cavalos?
Mulheres à beira de um ataque de nervos
O amor de Pedro por João
O amor e outros objetos pontiagudos
O amor e outros restos mortais
O amor nos tempos do cólera
O anjo exterminador
O anjo exterminador
O ano da morte de Ricardo Reis
O ano em que corremos perigo
O apanhador no campo de centeio
O apocalipse privado do tio Geguê
O azul do filho morto
O beijo não vem da boca
O cavaleiro partido ao meio
O círculo de giz calcasiano
O coração nas trevas
O declínio do egoísta Johann Fatzer
O dragão da maldade contra o santo guerreiro
O jardim dos caminhos que se bifurcam
O nome da rosa
O pêndulo de Foucault
O que terá acontecido a Baby Jane?
O romance da pedra do reino
O sol também se levanta
O tempo e o vento
Objecto quase
Olhai os lírios do campo
Onde andará Dulce Veiga?
Os afluentes do rio Ota
O cão sem plumas
Os cus dos judas
Pela mão de Alice
Pé na estrada
Perdoa-me por me traíres
Perto do coração selvagem
Por quem os sinos dobram
Quem tem medo de Virgínia Woolf?
Santa Joana dos Matadouros
Se um viajante numa noite de inverno
Sonhos de uma noite de verão
Teresa Batista cansada de guerra
Terra em transe
Toda prosa
Trópico de Câncer
Um bonde chamado desejo
Um copo de cólera
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres
Uma rua chamada pecado
Vaca de nariz sutil Campos de Carvalho
Vastas emoções e pensamentos imperfeitos
Viúva, porém honesta