segunda-feira, julho 30, 2007

AS MOIRAS



As moiras eram três irmãs que determinavam os destinos humanos, especialmente a duração da vida de uma pessoa e seu quinhão de atribulações e sofrimentos.
Cloto (em grego "fiar") segurava o fuso e puxava o fio da vida.
Láquesis ("sortear") enrolava o fio e sorteava o nome dos que iam morrer. Distribuía o quinhão de atribuições de uma vida;
Átropos ("não voltar") cortava o fio. Determinava os que iam morrer.
As moiras eram filhas de Nix. Moira, no singular, era inicialmente o destino. Na Ilíada, representava uma lei que pairava sobre deuses e homens, pois nem Zeus estava autorizado a transgredí-la sem interferir na harmonia cósmica. Na Odisséia aparecem as fiandeiras.
O mito grego predominou entre os romanos a tal ponto que os nomes das divindades caíram em desuso. Entre eles eram conhecidas por parcas chamadas Nona, Décima e Morta, que tinham respectivamente as funções de presidir ao nascimento, ao casamento e à morte.
Os poetas da antiguidade descreviam as moiras como donzelas de aspecto sinistro, de grandes dentes e longas unhas. Nas artes plásticas, ao contrário, aparecem representadas como lindas donzelas. As três deusas decidiam o destino individual dos antigos gregos, e criaram Têmis, Nêmesis e as Erínias. Pertenciam à primeira geração divina, e assim como Nix eram domadoras de deusas e homens. Junto de Ilitia, Ártemis e Hecate, Cloto atuava como deusa dos nascimentos e parto. Láquesis atuava junto com Tiche, Pluto, Moros, etc. qualificando o quinhão de atribuições que se ganhava em vida. Atropo juntamente de Tânatos, Queres e Mors determinava o fim da vida.

Saneamento básico - o filme, de Jorge Furtado


Assisti ontem ao filme de Jorge Furtado, sessão das 19h30, 8 reais, no Unibanco de Cinema, sala dois, rua Augusta, frio de 13 graus (ou por aí). Havia um bom número de espectadores na sala, mas não estava lotada. Na livraria que fica dentro do Unibanco, encontrei aquele livro que vi na quarta na FNAC (As 100 melhores crônicas do Brasil). Pude então ler um trecho longo de "As cartomantes", de Olavo Bilac, que não encontro (de jeito algum) no Google.
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Não perdi o foco. Quero falar sobre "saneamento básico", ou melhor, quero falar do filme. Mas não é hora.
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Bom filme.
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Comédia deliciosa: ri bastante.
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Excelente roteiro (uma espécie de pleonasmo, já que estou falando de Jorge Furtado)
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E de repente uma constatação: "um filme" é bem mais que um roteiro.
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Deixemos para amanhã esse comentário em cascata.
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2007

segunda-feira, julho 23, 2007

Cavalo de Tróia moderno (será?)



Charge do mexicano Angel Boligán Corbo, The Deceit (O Engano).

Meter o focinho onde não é...



Finalmente uma postagem personalíssima: Big, meu cão, metendo o "bedelho" onde não é chamado.

sexta-feira, julho 20, 2007

segunda-feira, julho 16, 2007

Trabalhadores do Brasil, pelo autor (Marcelino Freire)

Marcelino Freire e a invenção do escritor popstar

Marcelino Freire e Fabiana Cozza

"Ceci n'est pas une pipe"


Ceci n'est pas un Magritte!
Isto não é também uma fonte.
Isto também não é um mictório.
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Estranha natureza das coisas:
a de não ser o que achamos delas.

Dedicatória em um livro

"Ao Eduardo que,
geograficamente,
é o profissional científico das letras,
com o conceito e definição mais matemática da história:
imparidade"

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[De cara eu não entendi, depois, pensando (sou lento) olha que sacadas inteligentes, sim, geograficamente sou do ABC (e sim, sou "científico" profissional das letras) e ainda sobrou espaço para os outros saberes. Quem manda só ter amigos cultos. ]
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Obrigado, adorei.

sexta-feira, julho 13, 2007

Singing in the rain remix - Comercial automobilístico



Neste comercial, somam-se as duas versões -- o original e o remix break -- de modo genial.

Singin' In The Rain - em versão break



Fiquei apaixonado por essa releitura do clássico. Aqui a base é a música, eletronicamente alterada de "Singin' In The Rain", posta na batida do break. Não há de se dizer que há menos arte nesta colagem deliciosa, em que a tecnologia cria o inimaginável. No centro, a figura humana do dançante negro, dá vida ao lixo em torno. De novo a beleza, a possibilidades infinitas da arte e do corpo. Nada me desagrada nesta "releitura", pois a Arte verdadeira faz escola, e segue revitalizando o presente. Há alguns anos, numa aula, meu professor Djalma Limongi Batista, destacou que o clipe é uma passagem dos grandes musicais para o formato do vídeo. Ele não estava certo?

Dançando na chuva (Singin' In The Rain) - original



A grandeza da dança, da música, do cinema, o carisma do ator, tudo se encontra perfeitamente articulado nesta cena genial. Aqui, toda a beleza da arte, a alegria de viver, a exaltação da liberdade. Gene Kelly, a dançar sobre essa falsa chuva de estúdio, neste cruzamento fake, transcende o real, porque a Arte não tem que ser representação da vida, tem que estar para além da vida. Aqui, eles captaram um momento de absoluta felicidade de existir. Que artista não quererá isto?

MUNDO BIZARRO

Cena de "Pequena Miss Sunshine".

NOVAMENTE, REAVIVANDO O VÍCIO DE LIVROS

MINHAS ÚLTIMAS (E OBSESSIVAS) AQUISIÇÕES:
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Story - Substância, estrutura, estilo e os princípios da escrita de roteiro, de Robert MacKee
Arte & Letra Editora
(na Livraria Cultura/Avenida Paulista)
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Cien años de soledad, Gabriel Garcia Marquez
Real Academia Española
(na Livraria Cultura/Avenida Paulista)
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Don Quijote de la Mancha, Miguel de Cervantes
Real Academia Española
(na Livraria Cultura/Avenida Paulista)
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Contos Negreiros, Marcelino Freire
(presente)
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O homem provisório, SESC-SP
(texto da peça - presente)
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Ela e outras mulheres, Rubem Fonseca
Cia das Letras
(no sebo do Carlos)
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Contos fantásticos do século XIX, escolhidos por Ítalo Calvino
Cia das Letras
(no sebo do Carlos)
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Contando Contos, diversos autores reunidos por Nadine Gordimer
Contos inéditos de 21 autores
[José Saramago, Gabriel García Márquez, Günter Grass, Kenzaburo Oe, Nadine Gordimer, Margaret Atwood, Amós Oz, Njabulo Ndebele, Kenzaburo Oe, John Updike, Arthur Miller, Hanif Kureishi, Chinua Achebe, Salman Rushdie, Paul Theroux, Woody Allen, Michel Tournier, Es´kia Mphahlele, Ingo Schulze, Susan Sontag, Claudio Magris e Christa Wolf]

(Internet/FNAC)
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Círculo dos Mentirosos, Jean-Claude Carriere
(Internet/FNAC)

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PENSANDO

A poética do divino
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A divina poética
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Sacro lavouro
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A poética do sagrado

FRIDA KAHLO


MÁXIMAS MÁXIMAS s/n

Existem três tipos de pessoas:
as que deixam acontecer, as que fazem
acontecer e as que perguntam o que aconteceu.
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John M. Richardson Jr.

MÁXIMAS MÁXIMAS s/n

A ousadia é, depois da prudência, uma condição
especial de nossa felicidade.
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Arthur Schopenhauer

domingo, julho 08, 2007

"Viver a vida" e "Águas de Março"



Transcendente, não há uma cena banal neste filme de Godard (Viver a vida - Vivre su vie). A presente edição encontrei no youtube, ao som de "Águas de março" e legendas em espanhol. A combinação poderia ser fatal, mas ficou excelente. Um excelente exercício de edição, este de tentar achar cenas essenciais.

MÁXIMAS MÁXIMAS (s/n)

O grande movimento é a volta.
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João Guimarães Rosa

sexta-feira, julho 06, 2007

Eu, na FLAP em 2007 - TURMA DO FUNDÃO




CÃO SEM DONO



Esta menina é uma grande revelaçao.

CÃO SEM DONO




Brant nunca pareceu tão consciente da elaboração cinematográfica, foge aos clichês e habilidosamente procura desdramatizar “momentos” que poderiam desembocar no melodrama mais raso. Em CÃO SEM DONO, Brant abriu mão de quase todas as “cenas impacto” dramático e visual. Ele não busca o épico, mas o “poético” que faz brotar de cenas/situações “aparentemente prosaicas”, conversas sutis, manifestação de afeto, cenas delicadíssimas: a saída noturna de Ciro com o cão, o encontro do casal com os amigos recém-conquistados diante do painel de fotografia, conversas etílicas no bar, o encontro/conversa de Ciro e o porteiro-pintor ao som de Lupicínio Rodrigues, a confissão do pai sobre o uso da cocaína, a alegria difícil da mãe, o cantar desafinado de Marcela e o violão ruim de Ciro. Destacam-se, claro, as cenas de sexo, bastante realistas. Mas elas estão ali para reafirmar a veracidade do envolvimento, contrastando, por isso, tanto com a pudica tendência nacional de puerizar as relações homem e mulher, fazendo soar violinos nas cenas pudicas de sexo; quanto com a outra, que consiste em usar o sexo para “escandalizar” o espectador.

CÃO SEM DONO

CÃO SEM DONO

CÃO SEM DONO, de Beto Brant

CÃO SEM DONO, de Beto Brant

Há alguns anos uma amiga mandou um email perguntando se eu sabia de um filme que tratasse de amor. Ela frisou, não queria uma "comédia romântica", mas um filme de "amor". Fiquei um tanto atordoado, pois foi aí que percebi que a maior parte dos ditos filmes "românticos" tratam na verdade da falta de amor. Se fosse hoje, recomendaria CÃO SEM DONO, de Beto Brant.