segunda-feira, outubro 29, 2007

GRACILIANO RAMOS





Pausa para reler

O QUE OUÇO NOVAMENTE

Fabiana Cozza, O samba é meu dom

GUIMARÃES ROSA

JOÃO GUIMARÃES ROSA - Uma espécie de paixão, e o orgulho de ver meu nome constar neste caderno de Literatura.

2007

terça-feira, outubro 23, 2007

ARTE DE AMAR

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.

Só em Deus – ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

Manuel Bandeira

CORREDOR LITERÁRIO - Outubro/2007

Conjunto Nacional
Espaço da CAIXA

CORREDOR LITERÁRIO - Outubro/2007

Mulheres Apaixonantes:
minha irmã Márcia,
minhas amigas Tininha e Ivana;
e minha mais que amada mãe. 2007



CORREDOR LITERÁRIO - Outubro/2007

Minha irmã, eu e meu cunhado.
Conjunto Nacional
ESPAÇO DA CAIXA

CORREDOR LITERÁRIO - Outubro/2007


CORREDOR LITERÁRIO - Outubro/2007


CORREDOR LITERÁRIO - Outubro/2007


CORREDOR LITERÁRIO - Outubro/2007


CORREDOR LITERÁRIO - Outubro/2007


IRMÃ - Outubro/2007

Minha irmã - Márcia

sexta-feira, outubro 19, 2007

SANTOS

Fui a Santos. Mais tarde que o previsto (...). Mãe vs. Pai pela manhã. (...). Na Heloísa ouvimos (o plural deve-se a Susanna Ventura) as mais mais do fado. Um pré-roteiro musical e a partir disto um pré-roteiro de filme. Rascunhos e fragmentos a serem ordenados. Boas possibilidades. Alguns problemas técnicos. Uma da manhã em casa, comer, banhar-se. Muita matéria de pensamento.
[Anotação para 17.10.2007]

Um celular barato e sem resolução

Agora é definitivo. Poderei ser encontrado em qualquer hora do dia e em qualquer lugar, num celular pós-pago que não sabe fazer mais nada a não ser servir como telefone. Um desperdício, em tempos de sublimação fálica. Agora só me falta um carro e o desejo de possui-lo.

Para estampar camisetas

Relendo Drummond

A FLOR E A NÁUSEA

Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.

O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.

Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
E soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

Carlos Drummond de Andrade

[Este poema eu memorizei aos 15 anos quando uma professora magnífica (Vera Vera Lucia Cavicchia De Godoi Moreira) me emprestou A ROSA DO POVO, não por que estivesse me preparando para o vestibular, mas por eu gostava de escrever poesia. Os versos me caíram duros no ouvido. Uma dureza boa, excepcional. Um estranhamento. Uns poemas, eu achei tolos (como "O caso do vestido"), entretanto, muitos me impactaram imediatamente, como aquele dedicado a Mário de Andrade. Outros foram: "Procura da poesia", "A morte do leiteiro" e "O medo". "Resíduo" (depois, revelado na voz de Paulo Autran, em nuances) ou o pequeno "Áporo" (que enlouqueceu Guimarães Rosa), tudo foi ficando maior e cabendo mais em mim. Penso que cursei Letras pelo amor a Carlos Drummond de Andrade, a Machado de Assis e a Clarice Lispector. Mas foi Drummond que me fez desistir de ser poeta (como alcançar tudo aquilo?). Virei professor e estamos aí, na vida: vivente, um tanto cínico, irônico e desiludido. Mas não desisti da Poesia. O que me lembra aquela bela e brega frase atribuída a Guevara (de combatente, hoje, a combatido): "Hay de endurecerse, pero...". Não sou das ternuras fáceis.]

PAULO AUTRAN





Li no jornal, tarde, depois de muitos outros: "(...)O ator Paulo Autran, de 85 anos, morreu nesta sexta-feira (12)[10/2007], às 16h10, em São Paulo, segundo informou o hospital Sírio Libanês (...)"

Não assistirei nunca a Quadrante.

Os versos mais amados de Fernando Pessoa e Carlos Drummond de Andrade invadem a casa. A voz é de Paulo Autran.

Lindo este sobrenome que já vinha com destino impresso.

[Que triste são as coisas, consideradas sem ênfase]

terça-feira, outubro 16, 2007

PEQUENA PEÇA GENIAL

[UNICAMP] Num documento obtido na INTERNET, cujo título é “Como escrever legal”, encontram-se, entre outras, as seguintes recomendações:

1. Evite lugares comuns como o diabo foge da cruz.

2. Nunca generalize: generalizar é sempre um erro.

3. A voz passiva deve ser evitada.

segunda-feira, outubro 15, 2007

PALESTRAS CORREDOR LITERÁRIO

Palestras em São Paulo

Mãe
Irmã
Marcos
Elaine
Tininha
Ivana
Lucas

Atrasos
Deslizes
Acertos

[No final tudo certo]

15.10.2007

segunda-feira, outubro 08, 2007

REOUVINDO O RENATO RUSSO


Reouvindo Legião Urbano, reouvindo Renato Russo para seleção e preparação da palestra:
O amor medieval e o sentimento românticos nas letras de Renato Russo.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Esperança

Só a leve esperança em toda a vida
disfarça a pena de viver, mais nada;
nem é mais a existência resumida
que uma grande esperança malograda.

O eterno sonho da alma desterrada,
sonho que a traz ansiosa e embevecida,
é uma hora feliz, sempre adiada
e que não chega nunca em toda a vida.

Essa felicidade que supomos
árvore milagrosa que sonhamos
toda arriada de dourados pomos

existe sim; mas nós não a encontramos,
porque está sempre apenas onde a pomos
e nunca a pomos onde nós estamos.

VICENTE DE CARVALHO