sexta-feira, janeiro 21, 2005


Buena Vista Social Club, Cuba Posted by Hello

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Buena Vista Social Club, Cuba (Wim Wenders) Posted by Hello

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sexta-feira, janeiro 07, 2005

O mito de Er ou Da reminescência

É preciso explicar como, vivendo no mundo sensível, alguns homens sentem atração pelo mundo inteligível. Como, nunca tendo tido contato com o mundo das idéias, jamais tendo contemplado as idéias, algumas almas as procuram? De onde vem o desejo de sair da caverna? Mais do que isto, como os que sempre viveram na caverna podem supor que exista um mundo foram dela, se os grilhões e os altos muros não deixam ver nada externo? Para decifrar este enigma, Platão narra o Mito de Er, também conhecido como o Mito da Reminiscência, da anamnese, que vimos ser inseparável da antiga idéia da alétheia (o não-esquecido).

O pastor Er, da Panfília, é conduzido pela deusa até o Reino dos Mortos, para onde (como já vimos) segundo a tradição grega, sempre foram conduzidos os poetas e adivinhos. Ele encontra as almas dos mortos serenamente contemplando as idéias. Devendo reencarnar-se, as almas serão levadas para escolher a nova vida que terão na Terra. São livres para escolher a nova vida terrena que desejam viver. Após a escolha, são conduzidas por uma planície onde correm as águas do rio Léthe (esquecimento). As almas que escolheram uma vida de poder, riqueza, glória, fama ou vida de prazeres, bebem água em grande quantidade, o que as faz esquecer as idéias que contemplaram. As almas dos que escolhem a sabedoria quase não bebem das águas e por isso, na vida terrena, poderão lembrar-se das idéias que contemplaram e alcançar, nesta vida, o conhecimento verdadeiro. Desejarão a verdade, serão atraídas por ela, sentirão amor pelo conhecimento, porque, vagamente, lembram-se de que já a viram e já a tiveram. Por isso, no Mênon, quando o jovem escravo analfabeto se torna capaz, orientado pelas perguntas de Sócrates, de demonstrar o Teorema de Pitágoras, Platão faz Sócrates dizer que conhecer é lembrar, e o filósofo dialético, como o médico que faz o paciente lembrar-se, suscita nos outros a lembrança do verdadeiro. Se já não tivéssemos estado diante da verdade, não só não poderíamos desejá-la como, chegando diante dela, não saberíamos identificá-la, reconhecê-la.

terça-feira, janeiro 04, 2005

fragmento1

Que mais poderia ele desejar da vida, senão que ela o surpreendesse a cada momento? Ele que cultivava, sorrateiramente, o hábito da infelicidade, e chegava mesmo a autopunir-se. Não se tratava, contudo, de uma severa esquisofrenia, antes, suas punições eram sutis. Roía com desespero as unhas, até a carne viva e seu sangue. Não tirava logo, prazer algum nisto. E no final, havia culpa, dor, comiseração. Por que diabo fazia isto? Doiam-lhe então os dedos. Fazia promessa. Não faria mais. Pensamentos que afastavam uma angustia que não tinha objeto. Doendo os dedos em tocos, punha real um desespero que era uma abstração. Nos meandros que os técnicos denominam de bom grado, subconsciente, sentia-se aliviado, e poucos horas depois já podia sorrir. Neste sorriso já se percebia o efeito permissivo do hábito, nos dentes desgastados e feios. Ia assim se apodrecendo, roendo dia a dia um pedaço de si. E a vida transcorria igual, inovidável. Que mais poderia ele desejar da vida, senão que ela o surpreendesse a cada momento?

Arranquemos mais esta página da folhinha.

Escher Posted by Hello

TEMPO DE FAZER-SE

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2005. um ano para pôr em prática varios planos