domingo, novembro 28, 2004


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PEOES, de Eduardo Coutinho

Peões conta a história pessoal de matalúrgicos
do ABC paulista que tomaram parte
no movimento grevista de 1979 e 1980,
mas permanecem em relativo anonimato.
Eles falam de suas origens, de sua participação
no movimento e dos caminhos que
suas vidas trilharam desde então.
O filme foi rodado no período final
da campanha presidencial de 2002.

DIA 26 DE NOVEMBRO NOS CINEMAS

ABC EM ALTA

O ABC está em alta no cinema:

GAROTAS DO ABC, de Carlos Reichbach (Argh!!!!)
PEÔES, de Eduardo Coutinho
ENTREATOS, de João Salles

e não nos esqueçamos do nosso teacher Abreu.
E nós da ESCOLA LIVRE DE CINEMA E VIDEO DE SANTO ANDRÉ?

Quando vamos botar para quebrar?!!!!


Eles não usam blacktie Posted by Hello

sábado, novembro 27, 2004

LIVROS NOVOS (adquiridos)

VIDEOLOGIAS
de Eugênio Bucci e Maria Rita Kehl

NOITE NA TAVERNA
Alvares de Azevedo

PALAVRAS & EXPRESSOES ESTRANGEIRAS
Luís Augusto Fischer

A DIVINA COMÉDIA (edição bilingüe)
Dante Alighieri

UTOPIA
Thomas Morus

CONTOS DE FADAS (1 e 2)
Irmãos Grimm

O TRÁGICO E OUTRA COMÉDIAS
Veronica Stigger

LIRA DOS VINTE ANOS
Álvares de Azevedo

UMA ESTAÇÃO DO AMOR e
DOROTHY PHILLIPS, MINHA ESPOSA
Horacio Quiroga

A GALINHA DEGOLADA E OUTROS CONTOS
Horacio Quiroga

AVENTURAS INÉDITAS DE SHERLOCK HOLMES
Sir Arthur Conan Doyle

OS MIL E UM DIAS
Contos Horientais - editorial labortexto

SERMÕES - vol. 2
PADRE ANTONIO VIEIRA

O CONTO MOÇAMBIOCANO Escritas Pós-coloniais
Maria Fernanda Afonso

terça-feira, novembro 23, 2004

Projet-ABC1) INTERVENÇÃO EM MAUÁ

Intervenção, como o próprio nome já anuncia, pretende ser apenas um experimento de filmagem com fusão documentário/ficção. Será filmado no domingo (28.11 - caso não chova), no calcadao que beira a Avenida Capitão João, em Mauá. O argumento é simples:

Duas jornalistas estão diante do Boulevard-Vermelho em construção, fazendo uma matéria sobre o cancelamento das eleições em Mauá. Uma nave espacial sobre a estrutura e a matéria, obviamente, muda de foco. Há histeria coletiva dos transeuntes quando a nave começa a fazer movimentos ameaçadores [epa!!!! os malditos EUA novamente]. Ela bate num pedaço da ponte e derruba com o impacto o cinegrafista. A repórter apanha a câmera, e ensandecida, conduz a materia como num daqueles mais vagabundos programas sensacionalistas da tv brasileira. A matéria então volta para o estudio (emissora via internet), onde reporteres bem compostos Apregoam a exclusividade daquelas imagens, e o desejo das autoridades brasileiras de esconder os "fatos mostrados e, portanto, verídicos" transmitidos pela TV-WEB-ABC

A referência é direta e obvia: o episódio do ET de Varginha, a estrutura de A BRUXA DE BLAIR (filme que odeio) e os inserts de OS SINAIS; a referência erudita é obviamente A GUERRA DOS MUNDOS, narrada por Orson Welles.

sábado, novembro 20, 2004

Materia fraca sobre Má Educação, mas por curiosidade...

12/11/2004 - 09h01
Almodóvar costura trama com nuances autobiográficas
SÉRGIO RIZZO
do Guia da Folha

Jogar com referências ambíguas (não apenas cinematográficas) que o público consiga (ou pense) reconhecer é uma das características da obra do espanhol Pedro Almodóvar. O cinema de Alfred Hitchcock e a literatura de Patricia Highsmith costumam entrar no cardápio e vêm agora para o primeiro plano em "Má Educação", que nasceu com o ingrato desafio de corresponder à grande expectativa gerada pelo êxito de "Carne Trêmula" (97), "Tudo Sobre Minha Mãe" (99) e "Fale com Ela" (02).

Almodóvar exercita outra vez sua capacidade de criar narrativas envolventes, como um habilidoso contador de histórias que oferece ao espectador o prazer de acompanhar a trama sob múltiplos ângulos. Na verdade, tramas --que se entrelaçam e se expandem, ocultando detalhes aqui e revelando outros ali, como janelas que se abrem sem que as anteriores tenham sido fechadas.

As diversas camadas de "Má Educação", algumas de clara inspiração autobiográfica, vão se acumulando lentamente a partir do reencontro entre dois ex-alunos de um colégio jesuíta, que não se vêem há 16 anos. Um deles (Fele Martínez) se tornou cineasta de prestígio e busca idéias para seu próximo longa-metragem. O outro (Gael García Bernal) o procura para lhe entregar um argumento que, julga ele, daria um bom filme. Flashbacks começam então a apresentar outros personagens, entre eles, um padre (Daniel Giménez Cacho) marcante no passado de ambos.

É típica de um film noir a teia de identidades trocadas, desejos sublimados (e alguns satisfeitos, mesmo sob a égide repressora de uma escola católica), ódio e vingança que Almodóvar costura, criando pequenas armadilhas para o público. Gostar ou não de ser enganado por elas determinará, em boa medida, o prazer do espectador ao se deixar seduzir por "Má Educação".

quinta-feira, novembro 18, 2004

domingo, novembro 14, 2004

GRAAL - 12.11.2004

Dia 12 de novembro de 2004 - encerrei a escritura do roteiro de GRAAL/INVISIVEIS a ser filmado no proximo ano

domingo, novembro 07, 2004


Sam Taylor Wood - Algo tenso, sutil, ambíguo Posted by Hello

Sam Taylor Wood - Algo como isto para meus filmes Posted by Hello

RETORNO DEPOIS DA PANE NO PC

Após uma triste pane no meu PC estou de volta para quebrar a teoria de que os blogueiros sâo volúveis, e os blogs efêmeros. Infelizmente será dificil colocar aqui todos as descobertas e interesses neste período de afastamento. Mas nâo que se chorar pelo leit... etc ect

Vida longa ao REVIDE

A ELEIÇÃO SEQÜESTRADA

Porque a memória é perecível é preciso registrar. Por registro, se entenda: o texto escrito na página em branco, o clique fotográfico que grava a imagem na velocidade da luz, a voz retida em magnético, um desenho hábil no papel. Tudo para fazer durável o que é humano e passa, quando na verdade somos nós que passamos. Registrar, por exemplo, fazendo-o por palavras, de coisas visíveis, concretas e observáveis como “uma urna”. Mas registrar pode implicar também na captura do abstrato, por exemplo, do conceito: Democracia.

Escrevo, em letras garrafais, a palavra DEMOCRACIA e vou atrás do seu sentido exato, prático, de dicionário. [1) Governo do povo; soberania popular (2) Doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição eqüitativa de poder, ou seja, regime de governo que se caracteriza, em essência, pela liberdade do ato eleitoral]

Aconteceu no dia 31 de outubro, nas antevésperas de Finados, o seqüestro vergonhoso da Democracia. Não ocorreu nos Estados Unidos, tampouco numa grande metrópole do Brasil. Aconteceu em Mauá, cidade do ABC paulista; mas vale prosseguir lendo.

Insólito pensar que se pode furtar o inanimado. Mais claro dizer que seqüestraram a eleição. Ou, para que seja melhor compreendido, registre-se que impediram, por estratégias “legais”, que os cidadãos de Mauá fossem às urnas, diferente de dezenas de municípios do estado e tantos outros do Brasil.

Julgada às vésperas da eleição por “crime eleitoral” (de propaganda indevida), deu-se, devido à cassação (em segunda instância) da candidatura de Márcio Chaves, o mais votado no primeiro turno, o cancelamento das eleições com vitória para seu oponente, Leonel Damo.

Assim, do sábado para o domingo a população se viu perambulando por uma cidade de ficção, viu-se impossibilitada de exercer seu direito ao voto, privada de expressar sua vontade, de escolher seu candidato, impedida de legitimar seu direito. Não havendo uma escolha pelo povo, a palavra Democracia foi corrompida em nome da Justiça.

Seqüestrando a eleição, a Justiça eleitoral (cuja função seria justamente assegurar-lhe este direito) impõe aos cidadãos de Mauá até fins de 2008 o “legítimo” mando de um prefeito escolhido, não pelos habitantes mauaenses. Ditado pelo TSE de Brasília, TRE de São Paulo-SP e pela juíza eleitoral de Mauá, Ida Inês Del Cid, -- duas siglas e um nome -- impôs-se um prefeito, hoje, ainda mais do que antes, contestado pelos cidadãos mauaenses, aos quais definiu em recente entrevista para o jornal da região "população muito pacífica, ordeira e trabalhadora"; provavelmente recordando o período militar, no qual ele foi prefeito.

O problema, contudo, não está no senhor Damo e seus 73 anos na “arena” política. O problema reside na perda do sentido original do que é Justiça, que já não é mais o registrado nos dicionários: “caráter, qualidade do que está em conformidade com o que é direito, com o que é justo; princípio moral em nome do qual o direito deve ser respeitado. O reconhecimento do mérito de alguém ou de algo. O poder de fazer justiça, de valer o direito de cada um. O exercício desse poder”. A justiça (minúscula) imposta no episódio, deforma a alegoria clássica da Justiça: uma mulher nobre, de feições severas, sustentando numa das mãos a espada, na outra a balança, tendo os olhos cobertos por uma venda.

A natureza da alegoria que nos apresentam hoje é outra: a justiça mais que cega, míope, com seu olhar deformado, sua retina imprecisa, sem distinção. Ou estrábica, a justiça vesga, a justiça fora de foco, como a verdade, fazendo uso, de modo escuso dos fatos. Vê o que não vemos. Justo à véspera. Para o seqüestro da democracia, para derrota obvia. Clara, visível. Opta-se não pelo vitorioso, mas por aquele que perderia.

Essa justiça distante exige que aceitemos suas regras. E devemos calar, como população, fechar os olhos e não ver, amordaçar a voz com essa venda, para não falarmos, sobre a balança pensa, sob o olhar medroso para punitiva espada. Ela nos quer, uma nação de cegos, como no livro de José Saramago, uma fileira de cegos, como no quadro de Pieter Bruegel, passivos, seguindo para o abismo.



Registre-se, para que não esqueçamos. A eleição de Damo está sendo justificada por sofisticados e mirabolantes cálculos aritméticos que dão validade a votos nulos, uma subversão do próprio sentido de “nulo”: zero, sem valia. Se as regras de tal justiça se assemelham às perpetradas nos campos de futebol, com vitórias no “tapetão”, porque não vigorar a lei do cara-ou-coroa, com a moeda saltando num looping honesto pelo ar? Assim, mais plausível para justificativa de algo que todos sabem ser falso e desonesto, posto que a verdade do episódio é obvia: não houve escolha.

Para que não se esqueça, fique aqui o registro de uma população estarrecida. Os que votaram em Damo e os que quiseram eleger Marcio Chaves. Todos não apenas atônitos com sua queda à véspera da eleição, ainda bem mais com a ilogicidade de um sistema que faz reviver os piores anos de Ditadura do país, quando as leis eram pedras que vinham na vertical, e nos caia pela cabeça; e que todos tinham de engolir sem retrucar.

Para breve, pretendem que o prefeito não eleito assuma seu cargo. Quatro anos como representante de uma maioria que o rejeitou. Quatro anos representando os que o recusaram. Quatro anos ditando (como no passado, para que não esqueçamos) ordens. Quatro anos sob a alegação da justiça. Quatro anos pela mão da juíza – não há como negar. Quatro pela justiça do TSE de Brasília, a quilômetros daqui. Quatro anos a somarem-se aos oito. Doze anos. Pouco tempo para esse tipo de justiça imposta, com seus olhos vazados, seus ouvidos moucos e a balança pendendo pela circunstância.

Por que nos foi seqüestrada a democracia, alardeada pelo próprio TSE, pelo TRE-SP, por El Cid, quando deveria ser sua função garanti-la? No país que se ufana da recente transição de poder democrático nada nos parece mais incoerente que a supressão do direito ao voto; e nesta esteira: da liberdade de expressão, da democracia e da Justiça.

Por muito tempo se pensou que a humanidade, no curso da História seguisse um contínuo processo de aprimoramento e evolução, mas a prática do mundo terminou por provar que há neste percurso recuos e retrocessos imensos. Mauá, por integrar esse mundo, não deixa de espelhá-lo.

“O eleitorado tem memória curta”, essa máxima que vigorava no passado já não nos serve. Este registro quer ser aquele instantâneo que perdura no papel. Não há mais tempo para esquecimento. Por isso, que esta carta vem pedir “com esperança” que a JUSTIÇA ELEITORAL reavalie sua decisão, com isenção de juízos, a fim de encontrar a melhor saída para o impasse provocado por decisões incongruentes que decidem o destino de uma cidade às vésperas da eleição. Recue quanto à imposição de um candidato não eleito, e portanto, sem o aval de seus cidadãos; sem legitimidade real, senão àquela artificiosa e deturpada, dos cálculos que excluem a democrática real.

Vivemos uma era de mudanças, muitas delas súbitas, de antevéspera. Já não chove mais no dia de todos os mortos. Há pouco tempo não fazia vergonha morar nesta cidade. Agora faz vergonha uma cidade e um país cuja justiça espreita alguns com certa miopia condescendente, mas se mostra incapaz de mirar com respeito os olhos expertos da população.

Eduardo Harau
professor

Eduardo Harau - pegando fogo Posted by Hello

Sam Taylor Wood - fotografo apaixonante Posted by Hello